Meu Deus, a Ti eu clamo:
Dentro de mim há trevas, mas em Ti encontro luz.
Estou sozinha, mas Tu não me abandonas.
Estou desanimada, mas em Tin encontro auxílio.
Estou inquieta, mas em Ti encontro a paz.
Dentro de mim há amargura, mas em Ti encontro paciência.
Não compreendo Teus planos, mas Tu conheces o meu caminho.
domingo, 25 de março de 2012
Marcadores: desânimo, falando com Deus, Oração 0 comentáriosquinta-feira, 8 de março de 2012
Marcadores: 08 de março, dia da mulher, fortaleza, forte, mulheres 1 comentáriosQuando o amor chama
Quando o amor chama, siga o sinal,
ainda que o caminho lhe pareça íngreme.
Quando suas asas o envolvam, abandone-se,
ainda que, por entre as plumas, lhe fira uma lâmina.
E quando o amor fala, não hesite em acreditar,
ainda que a voz dele perturbe os seus sonhos,
como o vento do Norte varre o jardim.
Porque o amor coroa e o amor prega a uma cruz.
Assim como cresce para você, o amor desbasta os seus ramos.
Assim como ele se eleva a seu cume e acaricia
os mais tenros brotos que tremulam ao sol,
também desce às raízes, agitando-as
em seu extremo esforço de agarrar-se à terra.
Como a um feixe de trigo, ele colhe você.
Sacode você para descobri-lo até à nudez.
Peneira você para livrá-lo do que não serve.
Tritura você e escancara-o em íntima candura.
Com as mãos, cultiva você até a sua ternura extrema,
depois o expõe à sua chama sagrada,
porque você é pão sagrado na sagrada festa de Deus.
Fará tudo isso para que você possa conhecer
os segredos do seu coração,
e assim iluminado,
tornar-se parte do coração da vida.
Mas se você tem medo e procura
apenas paz e prazer no amor,
melhor que se esconda e se retire
para um mundo desprovido de estações:
ali, rirá, mas não todo o seu riso,
ali, chorará, mas não a última lágrima.
O amor não dá senão ele mesmo, e só de si recebe.
O amor não possui e não se deixa possuir,
Porque ao amor somente amor basta.
Quando você ama, não diga: " Tenho Deus no coração",
mas: " Estou no coração de Deus".
E não pense em conduzir os passos do amor,
porque o amor, se acreditá-lo digo, conduzirá teus passos.
Realizar-se: o amor nada mais pede.
Mas se o seu amor pede, sejam estes os seus pedidos:
fluir como água e correr e cantar à noite.
Conhecer a dor do excesso de ternura.
Ferir-se com a luz que lhe revela o amor,
e borrifar o sangue da alegria;
acordar ao amanhecer com asas no coração,
dando graças pelo hoje de amor;
deter-se ao meio-dia em êxtase amoroso,
voltar à noite com a alma agradecida
e dormir com uma prece para o ser amado no coração,
e nos lábios um cântico de louvor.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Marcadores: amor, amor bonito, Gibran, Quando chama o amor 0 comentáriosdomingo, 26 de fevereiro de 2012
Marcadores: coração, dono, gratuidade do amor 1 comentáriosquarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Marcadores: alma triste, dias tristes, morte, tristeza, vida 0 comentáriosterça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Marcadores: a gente lembra, dor de amar, lembranças, violão 0 comentáriosDe repente muita coisa se vai
Para em algum lugar
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Marcadores: adeus, As Dores do Silêncio, despedida, dor, partida 0 comentários
Hoje nenhuma palavra vinda de ti
Ser-me-ia verdade
Porque o peso da mentira
Da tua mentira infame
Ficou sobre meus ombros
O som da tua voz imperiosa
Tão certa que dizia e clamava um tempo
Um tempo que sabia não existir
E me subjugava ao cerne da compreensão
Aquela que só tu sabias ter
Hoje nenhum gesto ou atitude tua
Mudariam meu olhar e minhas palavras
Não espero nada, nem nenhuma aproximação
Porque ao nada se assimilaste para mim
E ao esmo dilato este amor mentiroso que era sem fim.
(J.L)
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Marcadores: falso amor, mentira, ódio, raiva, sentimento 0 comentáriossexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Marcadores: alegria, desprendimento, independente 0 comentários
Que me venha alegria ou dor
A saúde ou a doença
Mas que nossa aliança não quebre como vidro
Que ela seja o enlace mais sincero
Da partilha do nosso amor
Que compreende
Que estar junto
Que quer fazer o outro feliz
Ao seu lado quero está hoje e amanhã
E depois também...
Para vivermos os melhores momentos
Para vencermos os piores
Para nos amar mais a cada provação
Para sermos eu e você
E juntos sermos nós
Só nós.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Marcadores: acreditar no amor, aliança, amor bonito, casamento 0 comentários
Passam-se esses dias
Que inflamam minha dor
Como fogueira perene
É a dor do amor
Acessa e consumidora
Das lenhas do coração
Do peito sofredor
Por um amor enganador
E queima e arde mais
E não se transforma em cinzas
Para que o vento e esses dias levem
O fogo cresce!
E de amor ou por amor se fortalece
Sem que haja preces, nem reveses
A fogueira, meu amor,
Meus dias consomem e entristecem.
(J.L.)
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Marcadores: dias tristes, dor de amar, fogueira 0 comentários
O amor é gratuidade de si ao outro e se não há isso meu amigo, ai complica o meio de campo e o lado que vai perder é o seu. Não que o amor seja um jogo, mas é preciso driblar muitas coisas na vida e uma delas é aprender a lidar com o tempo do outro.
Então se o juiz apitar e acabar o jogo alguém perdeu. Ir para prorrogação é mais doloroso e os pênaltis, nossa, é a pior das decisões. Por tanto, ficar achando que foi injusto e remoendo as perdas é mais que frustrante e o lance, ah, o grande lance agora é partir para outro momento, um que te faça perceber que você precisa continuar no “jogo” da vida para tentar ser feliz.
Haverá muitas e muitas perdas, mas perder a jogada para você mesmo, desistindo do amor ou ficar preso platonicamente a alguém que não dá a mínima para você é a pior bola murcha.
Então, meu querido (a), para concluir, você é a bola cheia e se secar nunca vencerá.
Pense Nisso!
(J.L.)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Marcadores: acreditar no amor, amor, jogo do amor 0 comentários
E vou nestas trilhas
A contar e a querer mais
Horas sem saber, horas tanto faz
Em pleno êxtase do demais
E se ao menos eu entendesse
E então perdesse o endereço
Dos caminhos perdidos aqui
Dos fatos, do passado que teima vir
Seria mais, um pouco mais de mim
Que briga, que chora ou que rir
Desta vida que grita enfim
Mais sopro nas narinas por vir
Que já não haja um olhar ou passo prepotente
E que este presente seja claro e coerente
Há uma imensa jornada à frente
Que me espera e que espera a gente...
(J.L.)
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Marcadores: caminho, presente, vida 0 comentários
Que me acalentam em seu amor
E envolvida pela tua ternura
Tão infinda e madura
Se são teus beijos o alimento
Que me fortifica a cada hora
E enche-me sem demora
Da mais terna alegria
Se são teus sorrisos a pureza
Que de encantos enobrece meu ser
E dá-me a substancia mais concreta
Do viver e viver para ser
Se somos nós, tão nós aqui
Misturados neste amor
Que tão nosso faz dormir
Para acordar, sonhar e sorrir.
(J.L)
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Marcadores: amor, amor bonito 0 comentáriossegunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Marcadores: orgulho, pecado capital 0 comentários
Ah saudade
Que fica dentro deste peito
Que chora no leito
Que lembra todo feito
Ah saudade
De ti nem endereço
De mim me perco
De nós não esqueço
Ah saudade
Para muito além de mim
Para uma ausência sem fim
Para o amor tão longe assim
Ah saudade
Sem saber como expressar
Sem saber o que falar
Sem saber como parar
Ah saudade
Só tu aqui num alarde
Só o aperto, que crueldade
Só tu, minha saudade!
(J.L.)

Por nada nem por ninguém
Eu deixaria minha caminhada
Deixaria o meu ofício e meu dom
Deixaria o meu não a Ti, Jesus
Quando me chamaste
Eu disse sim
E é o sim que ei de exclamar sempre
É a vocação para minha missão
Não, não, não
Eu não deixarei de seguir
Não deixarei de persistir
Não deixarei de acreditar
Sim, sim, sim
Que Minha Mãe Maria ensine-me
A ser fiel a Ti, a ser Cristã
Faça-se em mim!
(J.L.)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Marcadores: Jesus Cristo, Maria de Nazaré, seguir Jesus, sim 0 comentáriosquarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Marcadores: indiferença, insensibilidade 0 comentáriossegunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Marcadores: pensamento, poesia 0 comentários
Eu gosto de ser assim
Tão solta, tão eu
Sem apetrechos, ou etiquetas
Limitada ao “querer agradar”
Gosto de fazer o que quero fazer
Cantar, dançar, pular
E me sentir assim
Tão livre para ser eu mesma
Não me ater a pensamentos pequenos
De medidas e comportamentos
De contenções e adequações
Gosto do leve sem restrições
E gosto do riso tão fácil
Da gargalhada expressa
Do meu eu assim
Tão simples querendo ser feliz.
(J.L)

Eu fico aqui tentando explicar
O que é bonito, o que faz bonito
O que mexe comigo
Meu jeito de amar
Eu paro e escuto a canção
Fecho os olhos e sinto tocar
A melodia e harmonia
Meu jeito de amar
É simples, é belo
É terno e voraz
É desejo profundo
É colo, é mundo
E eu tentando explicar
A parte de ti
O todo de ti
O meu jeito de amar.
(J.L.)
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Marcadores: amar, amor, amor bonito 0 comentários
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança:
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem (se algum houve) as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto,
Que não se muda já como soía.
(Luís Vaz de Camões)
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Marcadores: conhecer, desconhecer 0 comentários
Quando bate a chamada tristeza
Que hora chega sem avisar
E toma meu riso
E me faz chorar
Vem do nada
E chega em algum lugar
Naquele que eu não queria lembrar
E dói
Um tormento de lembranças
Que o tempo não destrói
Que o coração remói
Num sofrer só meu
Tristeza que me invade
Cheia de saudade
Tão covarde
Dói!
(J.L.)
Metade
Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade
Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo
Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão
Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço
Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também
domingo, 15 de janeiro de 2012
Marcadores: Metade, Oswaldo Montenegro 0 comentáriosÉ que eu estava errada quando não pensava em mim."
(J.L.)
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Marcadores: certo, errada, pensar em mim 0 comentários
Queria não está tão perto
O longe perto é uma distância incalculável
Pensar no que é
No que foi
No que pode ser
E ter, por um instante
E depois ir
Ir para bem distante
E não se medir
A intensidade
A afinidade
A presença
O toque
O beijo...
(J.L.)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Marcadores: guerra, pensamentos, pensar 0 comentários
São teus carinhos que me envolvem
São teus beijos que me devolvem
Acalentando todo meu ser
A magia de um simples viver
Vive eu , vive você
O que não conseguimos definir
É nossa intimidade
Nosso momento de ir
Para onde vão os que se querem
Para onde vão os que se permitem
Muito além dos olhares
No aconchego dos braços
Nos laços e passos
Escutamos os sons
Da música em nosso espaço
E vivemos os tons e cores do nosso abraço.
(J.L.)

E os dias do ano que se findam
Para o novo e o desconhecido
O amanhã que se fará hoje
E que somente tu poderá vivê-lo
Da forma como escolher
Dos acasos que irão acontecer
Hás também de aprender
Porém o caminho está lá
A ser seguido
A ser desbravado
Serão os desejos e sonhos que impulsionarão
Teu coração a seguir
A pequena, média ou grande felicidade
Depende sim e muito
Da forma como verá
Que o ano seja simples e intenso
Porque a simplicidade realmente nos permite enxergar
E a intensidade nos permite viver
E viver é mais que esperar os dias
Viver é fazer os dias acontecerem.
(J.L.)
sábado, 31 de dezembro de 2011
Marcadores: arte de viver, dias, feliz ano novo, intensidade, simplicidade 0 comentáriossexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Marcadores: caminho, certo, objetivo 0 comentários
Não são os caminhos difíceis; Não são as árduas lutas ou as dificuldades que nos são apontadas; Nem a distância dos nossos sonhos que poderão nos afastar de nossos objetivos e sim a ausência da garra e explanação das metas, do primeiro passo da jornada, do olhar determinado, do coração pulsante e cheio de esperança, da entrega de si mesmo para a prosperidade desejada.
Lançar-se na batalha é acreditar no seu potencial esforçando-se ao máximo pela vitória, pois o esforço é oxigênio das expectativas.
Que não lhe falte energia!
Que não lhe falte perseverança!
(J.L.)

Ia eu e a lua
E eu não me cansava
E o tempo não existia
E as horas não passavam
A noite irmã
Já soltava-me pelas mãos
E o sol me abrasava o corpo
Queimando junto meu coração
Ia eu e os versos
Mais singelos que encontrei
E para não perder sua magia
Soltei-os no vento e apenas cantei
Querendo o bem de tudo
Olhando para mim mesmo como parte de todos
Segui meu desejo e minha esperança
Segui o meu próprio sonho
Ia eu e você também
A lua e a noite irmã e os versos
Nos despedimos depois da curva ascedente
Além do nosso universo.
(Esteban Beijamin Flores)

Nquela grande curva da existência
Segue uma longa estrada
Sou aquela busca incansável e sem medida
Da vida que quero
Quando olho para trás
Vejo todo o caminho percorrido
E o cansaço parece dominar
Porque foi difícil tal jornada
Não se sabe o que tem adiante
Fica o receio do próximo passo
Da próxima virada
O medo e receio do por vir
Afinal que sentido se pode dar?
Diante do mistério que se revela por segundos
Que caminho trilhar?
Diante dos rumos apresentados
Viver às vezes confunde
A vida tem lá seus precipícios
Que hora ou outra é preciso arriscar
Que é preciso acreditar e avançar
Não tem como se antecipar
Há acasos, escolhas e decisões
A mistura de altos e baixos
De alegrias, tristezas e aprendizagem
Lá estou eu, na curva da minha vida
Querendo não mais olhar atrás
Esquecer o que ficou...
Vou seguir sim adiante,
Mas bem lá vai ficar
Uma parte de mim...
Se não fossem as curvas
Não saberia que às vezes é preciso parar
E que também é necessário arriscar
Deixando em cada curva o que é preciso deixar.
(J.L.)

Vou escrevendo a vida
Rimando os traços passados
Vou deixando as marcas
E fazendo versos a cada passo
Deixando recordação
Imaginando mais sonhos
Sufocando algum amor
Compondo também a dor
Vou e fico em linhas
Carregadas de tantos sentimentos
Umas expostas a muitos
Outras recolhidas ao intimo
Às vezes me toma tamanha ausência
Consumindo algum talento
Que fere e é tormento
Que não escrevo e é silêncio.
(J.L.)
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Marcadores: As Dores do Silêncio, escrever, silêncio, vida 0 comentários
E a verdade é que eu não quero mais nada
Só estes minutos que se dissolvem em beijos
No abraço apertado cheio de vontades
Da proximidade que temos e que nos afasta
Nenhuma promessa, nenhuma esperança
É bom assim, quando nos queremos no olhar
Quando relutamos nos dias
Quando improvisamos o acaso
E a madrugada é nossa testemunha
Quando nossa respiração falta
Quando não há palavras para tal momento
Apenas o momento
É assim quando estou contigo
Vivo cada segundo esperando mais
Um dia qualquer dá certo
E nós dois não queremos mais nada.
(J.L.)

Eu espero Jesus aqui, no meu silêncio.
Vem Senhor e traz contigo as esperanças já perdidas, traga-me a paz tão desejada, a alegria que se desfez. Espero-te aqui, em meu silêncio de filha, que sabe em depositou sua fé.
Enquanto escuto os foguetes, risos e felicitações lá fora, choro aqui. Chorar talvez seja minha forma de dizer o quanto te esperei, desejando que nascesse em mim, que minhas atitudes e pensamentos te acolham como a manjedoura, fazendo de tão simples momento um esplendor maior e assim me torne melhor do que ontem, que me ensine a ser bem melhor para meus irmãos acolhendo-os como são, compreendendo-os, quem sabe, além dos limites que eu possa acreditar que existam.
Não quero alegrias vãs e passageiras. É por isso que ponho a ler vossa escritura, a meditar os mais ocultos detalhes da narração de Teu nascimento que agora comemoramos. Deixando meu coração ser um presépio, preenchido da humildade que te rodeou, da adoração que te prestaram, dos presentes que te ofereceram, da estrela que brilhou naquele céu. Por mais que eu não entenda, quão precioso e importante é este momento, nada mais quero do que vivê-lo e buscá-lo como os Reis Magos o fizeram.
E vendo Tua estrela brilhar estou eu a dizer: Nasceu o meu Salvador!
(J.L.)



































