Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






 
Tem dias assim
Que as palavras ficam soltas
Dispersas, inquietas

O coração aperta
Sofrendo a ausência
Sentindo o incompreendido

Sim, não compreende
A inquietude em que se encontra
Porque não se encontra

E se perde nas vastas lembranças
E mistos de sentimentos
Revirados, modificados

Chora e cala
Vive a angustia da solidão
Do sim e do não.

( J.L.)





Peço a Deus para cuidar de mim
Principalmente quando de mim esqueço
E proteger-me de tantos males
Que rondam minha vida
Mesmo sendo tão pacata

Peço a Deus que cuide de mim
Quando fico sem direção
Quando nem ao menos penso em buscá-lo
E me desvio de seus projetos
Olhando demais para os meus

Peço a Deus que me ensine
A ter a paciência que desejaria
Deixar essas agoniadas imediações
Olhar a vida com mais cautela
Vislumbrar os lírios que tem nela

Peço a Deus que me ensine
A não sofrer antecipadamente
A confiar e fortalecer-me sempre Nele
Agradecendo os dons que me concede
Mesmo quando penso que não faz diferença.

( J.L.)





Às vezes fechos os olhos e busco os sonhos
Aqueles que sonhamos juntos
Lembrando dos risos e dos planos
Da vida que queríamos para nós

Fecho os olhos lembrando tuas palavras
E ainda escuto os ecos me chamando: Amor!
E sinto os abraços apertados
E os beijos apaixonados

Sonho acordada com as lembranças
De um tempo feliz
Ou de um tempo que pensei que era feliz
Antes da morte tirar o que amei

Morreu aqui em meu peito
E longe destes sonhos nostálgicos
A realidade me traz a perda
Do que não era, de quem não era.

( J. L.)