Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





A gente sabe quando uma pessoa é sensível, quando ela não ri dos teus problemas. Certo que existem alguns problemas que o riso é inevitável, mas ri dos sentimentos, das indagações e questionamentos não.

Rir nesses pontos, ao menos para mim, é indelicadeza das grandes, um Q de superioridade, menosprezando a situação vivida pelo outro e que, sem muita noção e percepção, julga-se apto para opinar com “clareza”.

Sensibilidade é justamente sentir a dor do outro, as incompreensões, as culpas, é sentir-se parte do outro e só ai perceber o quão difícil é a situação ao qual se encontra, é quando não há aversão ao que você diz, porque o que você diz é o que está em você e não o que o outro pensa, deseja ou espera que seja.

É muito fácil olhar a vida do outro de fora e ditar conceitos, regras e opiniões. Só sabe mesmo é quem vive, e os demais são espectadores que muitas e muitas vezes não estão atentos, não sabem um terço da história, nem perguntam, nem interpretam, porém, querem ter razão por verem pequenos flash’s e a julgarem a parte pelo todo.

Sensibilidade é o que te torna apto a ser um bom amigo e um bom ouvinte, pois os bons amigos não irão rir das suas necessidades, ele as perceberá antes mesmo que possa falar, porque há uma fusão entre ambos ,ou então, se não conseguir captar antes, ele escutará teus desabafos, olhará nos teus olhos e mesmo que não diga nada, uma palavra amiga, ou um sermão necessário, ele dará a importância necessária aos teus sentimentos.

E é preciso a contrapartida também, a sensibilidade é honesta e se você não quer escutar, irá transformá-la em qualquer outra coisa que não te permita enxergar o obvio porque a visão nessa questão, é o terceiro olho, precisa ser centralizada.

(J.L.)



São os versos um alivio

Quando a alma grita

Quando a tristeza invade

Sem saber começo a escrever

Sem me importar com formas

Quero mesmo é espairecer

Nas linhas há liberdade

Sinto-a deslizando nos dedos

Nas rimas

Não me importo com nada

Nem com quem possa ler

Dificilmente alguém vai entender

Versar me esvazia

E me domina

Minha poesia, vida minha.


(J.L.)



Se se foram as lembranças do nosso amor

Se o tempo de ti tudo apagou

Se o sonho não se consumou

Que poderei fazer?

Se não houve o que esperar

Se nossas mãos não podem mais se juntar

Nem nossos lábios se aproximarem

Que poderei fazer?

Nem um dia se quer deixei de pensar em ti

E cada noite a chorar sem ti

Sem nenhuma esperança para nós

Nada pude nem poderei fazer

Que me venham os dias e noites

Sem ti, hei de morrer.

(J.L.)




Que coração traiçoeiro

Tanto que busca e não consegue encontrar

Se tivesse mãos não saberia segurar

Se tivesse pés não saberia andar

Que coração traiçoeiro

Tanto que sonha e não consegue realizar

Se tivesse boca não saberia falar

Se tivesse mente não saberia pensar

Que coração traiçoeiro

Tanto que quer e não consegue ter

Se tivesse ouvidos não saberia escutar

E se ele mesmo tivesse coração não saberia amar

Que coração traiçoeiro!



(J.L.)



Acreditaste em vão

Nas palavras soltas

Ditas para enganar

Vestes de hipocrisia

Mascaras para enfeitar

Apenas para se aproveitar

Que te cegam com inocência

Fingindo um espírito nobre

Uma certeza camuflada

Uma realidade inatingível

Acreditavas em que afinal?

Na voz que se dava por certa?

Era só mais uma mentira

Que por fim, sempre se revela.



(J.L.)




Como criança Senhor

Corro para os Teus braços

Onde sei que estou segura

Choro tudo que tenho que chorar

De dor que aqui dentro não quer parar

Tenho tanto para te falar meu Pai

Mas hoje, hoje eu quero chorar

Deixar as lágrimas correrem

E meu coração desesperado em ti se aquecer

Conhece-me Senhor

E eu tão pouco sei de mim

Angustia-me o amanhã e o ontem

E hoje sinto-me tão fraca

Fica comigo Senhor

Mais que tudo preciso de Ti

Venha me fortalecer

Perdão!
Porque muitas vezes fico sem direção...


(J.L.)



Fecho os olhos

Escuto o que vem de dentro

Pensamentos que se formam

De uma saudade

Uma distância

De um amor que vive

De um coração que sente falta

E faz versos que escorrem nos olhos.


(J.L.)




Sabe quando você se sente fora do mundo?

Muita coisa já não me cabe e fica difícil tentar entender

Ou então eu sou séria demais?!

Eu não sei brincar de ser amiga muito menos de amar

Eu não sei brincar de trabalhar nem de estudar

Eu não sei brincar de religião nem de fingir puritanismo

Não sei brincar de assumir responsabilidades sem tê-la

Nem brincar de fazer esforço sem levantar uma palha

E isso não quer dizer que eu seja a mulher mais séria que existe

Isso quer dizer que eu levo as coisas importantes a sério.

Nada mais!


(J.L.)



"Não devemos esperar que os outros
expressem um grau de maturidade
que talvez nem nós mesmos ainda
o alcançamos."


(J.L.)



Tudo que o recordava

Agora estava ali diante dela

Pegando fogo

As cartas, o urso,

As poesias, os cartões...

Seus olhos também se consumiam em ódio

Seu coração já havia queimado

O vinho foi seu aliado

Nada mais restava

Tudo agora era cinza

Como o amor que um dia lhe jurou.


(J.L.)




"Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho."

(Alberto Caeiro)





O tempo não está ao nosso favor

O tempo vai...

Independente de mim e de você

Tudo girando, o Mundo acontecendo

E a gente adiando o amor, a paz, a verdade...

Quando pensares em fazer algo bom

Não percas este tempo

Deixar para amanhã as alegrias de hoje

É adiar a felicidade de agora que pode se multiplicar

Do amanhã nada sabemos

E o que levaremos, se levaremos

É o que hoje fizemos e vivemos

Faça um favor ao tempo

De não deixar a vida ficar sem tempo.


(J.L.)