Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

 


Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa

 


Eu sempre acreditei que o que me salva de mim mesma é imaginar e escrever.
Imaginar o bom, imaginar o ruim
... de tudo, de todos...
Ver alguém, ouvir alguém, imaginar ser esse alguém, sentir sua alegria, sentir sua dor...
Quantas vezes isso já me trouxe tantas inspirações que de sentir tanto até choro, porque algumas dores parecem minhas, como também rio...
Nem sempre é de mim, como muitas vezes alguns pensam... mas poucos saberão quem me inspirou, minha reserva do que transferi para mim é como se fosse eu mesma, ali, nas linhas que preencho tão rapidamente
... De testemunhas são as muitas noites que findam com o chegar da aurora...
E por que sou salva? Porque tem muito, muito aqui dentro que só consigo escrever, não mais que isso... Minha visão, meu coração, minha razão, com todos os seus defeitos e algumas qualidades. Eu nunca tenho pretensão que todos entendam, porque se tem algo que sempre pensei sobre os poetas é que os intérpretes fazem muitas analogias , mas saber, saber mesmo o que cada um sentiu, só mesmo quem escreveu. E eu só sei que sinto... e escrevo...

(J.L.) .

 


Quando falo que só me resta escrever é o tipo de reflexão em que eu olhando para o espelho também diria: É assim que te descrevo!
Olhando-me, penso, que eu jamais anule outro alguém, sem o conhecer e sem saber sua história, fazendo inúmeras teorias e conjecturas. Jamais devo condenar alguém por mesmo sem saber de minha vida,  ter falado ou inventado qualquer coisa ao meu respeito, eu sei quem eu sou, sei o que busco, conheço meus erros, meus pecados e sei também que ainda posso melhorar, apenas isso, nada pode me incomodar a não ser minha própria consciência. E verdade seja dita, se temos consciência, se refletimos, sabemos onde erramos, onde acertamos e onde podemos melhorar e para melhorar basta querer mudar.
O que desejo é que sejamos honestos com nós mesmos. Se assim for, haverá mais transparência e sem dúvida menos falsidade. Escrever me faz pensar tanto, tanto, que penso que talvez minha melhor arte não seja escrever como alguns dizem, mas seja refletir, pensar e meditar e só assim transcrever em linhas como a grande prova da vontade de melhorar continuamente. Escrever talvez seja isso! Se não por vocação, por necessidade mesmo.

(J.L.)




Resta-me escrever, quando não cabe mais no peito as coisas que ficam guardadas, quando o coração já não aguenta aquela pressão e a voz nem que quisesse sairia.

Resta-me escrever, quando preciso desabafar de mim mesma, desse meu jeito de me importar demais com algumas coisas quando poucos se importam

Resta-me escrever, quando não se tem nenhum ombro amigo para chorar ou para pensar que alguém se importa com o que você pensa ou deixa de pensar

Resta-me escrever, quando as linhas te fazem entender que você precisa ser mais uma vez forte quando tudo que você queria era mesmo desmoronar

Resta-me escrever, porque a poesia ampara e liberta, porque a dor se transforma em verso e o amor continua sendo amor mesmo com dor.



(J.L.)


Valho-me do poetizar
Das rimas incerta muitas vezes
Dos sentimentos instigados
Do verbo amar tão ultrajado
Poesia que me cria
Quando penso ser poetiza
Que nada, falo da vida
E a vida dança nos versos
Triste, cansada,indignada
Contente, alegre, feliz
Sofrida, doida, superada
Metafórica
Poesia nasce no coração
Escorre na alma
Transborda no papel
E se eterniza pela leitura.

(J.L)


"A poesia é parte inseparável de mim, definindo os sentimentos mais loucos, expressando as idéias mais banais, deixando minha vida nas rimas imperfeitas de um tempo incalculado no coração que se deleita nos versos."

(J.L)


"Contudo, só a poesia me faz reviver, todas as vezes 
que não sei se sei falar deste tal amor. " 

(J.L.)


Ela me toma
Invade
Eleva
Confunde

Ela me externa
Interna
Expande
Reprime

Ela me completa
Desmonta
Transpassa
Falta

Ela me descreve
Versa
Ler
E me lêem

Ela é poesia
Tristeza
Ou alegria
É vida.

( J.L.)



"E viva a poesia que me recria de tantas formas, 
que em tantos versos me define e me transforma."

( J.L.) 


"Às vezes fico pensando
Se faço poesia ou
se a poesia me faz."

(J.L.)




"Poesia que me resgata
Poesia que me transforma
E faz da minha vida
A rima, o verso e a prosa."

(J.L.)




São os versos um alivio

Quando a alma grita

Quando a tristeza invade

Sem saber começo a escrever

Sem me importar com formas

Quero mesmo é espairecer

Nas linhas há liberdade

Sinto-a deslizando nos dedos

Nas rimas

Não me importo com nada

Nem com quem possa ler

Dificilmente alguém vai entender

Versar me esvazia

E me domina

Minha poesia, vida minha.


(J.L.)



Um soneto cheio de beleza é como uma rosa
Que sem esforço algum abre suas pétalas
E exala seu perfume.
As linhas também vão se formando
E transcrevendo o que há de mais maravilhoso no coração:
Sentimentos e Poesia ...


(J.L.)






" Com papel na mão, desenhou uma flor e fez uma canção

E o sorriso maroto, com tanto gosto saiu do coração

Escrever era bom, preencher a folha e concluir as linhas

Alegria sentia nos versos do dia na composição de sua vida

A menina que sonha, espera e crer na arte de viver

Tão pouco sabia, só queria aprender e ler

Compor, cantar e escrever."


(J.L.)



" Difícil esperar por vir quando nem sabemos se teremos tempo, mas a poesia se eterniza neste momento único em que revelamos o que não esquecemos, o que esperamos e o que aprendemos."


(J.L.)



Folheando as velhas recordações

Relendo tantos escritos

Revivendo tantas lembranças

Desde a infância

Velhos textos

Velhas poesias

Marcadas naquelas folhas

Registros de minha história

Sonhos e anseios

Pensamentos e experiências

Amizades e o Amor

Desde jovem eu amava a escrita
Releio o que todavia

Moveu-me ao longo da vida


Eu escrevia!

Escrever é forma de (re)viver

Quem gosta escreve, transcreve, reescreve...

(J.L.)



Seguem os ritmos

Os versos

A arte das palavras

Tecidas e transportadas

As letras no papel

Os rabiscos é céu

Pedaços da alma

De grandes réus

Presos nas rimas da vida

Declamantes de seus amores

Na tão amada Poesia.

(J.L.)



Não entendo de metrificação

Minhas rimas são pobres

Coisas que saem do coração

Não me preocupo com nada

Escrevo sem proporções

Deixo no papel muitas emoções

Minha mente é atrevida

Não sossega, me inquieta

À noite me é inspiração

Madrugada a dentro em colisão

Exponho meu ser

Minhas mais intimas sensações

Pobres são elas

Longe de mim ascender tal vocação

Sou poetiza menor sem comparações

Não faço contos inventados

Minhas poesias são parte de mim

Pedaços de mim expostos na arte de viver.

(J.L.)



Você foi a inspiração das minhas melhores poesias

Das minhas noites pensantes em dias de chuva

Das manhãs ensolaradas que anunciavam vida

Você foi o ardente desejo da menina mulher

Que o queria com ar de quem não quer

Que do olhar falava sem expressão sequer

Você foi o sonho dissolvido no tempo

Tornando-se versos, rimas e melodias

Um Q de felicidade desvairada


- Um H que me fez e faz suspirar!

(J.L.)




Até que venham e me perguntem
Não sintetizem minha verdade
Eu escrevo por versos e reversos
Por inspiração e dedicação
Por vivencia e por ilusão

Se querem saber, perguntem-me
Farei perceber o imperceptível
Por trás das letras contidas
Não idealizem a clareza
Porque ela também se esconde

Um poeta transcede a visão,
O entendimento
Não, não inventem
Pergunte-me
E direi o porquê de escrever...

(J.L.)