Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Eu sempre acreditei que o que me salva de mim mesma é imaginar e escrever.
Imaginar o bom, imaginar o ruim
... de tudo, de todos...
Ver alguém, ouvir alguém, imaginar ser esse alguém, sentir sua alegria, sentir sua dor...
Quantas vezes isso já me trouxe tantas inspirações que de sentir tanto até choro, porque algumas dores parecem minhas, como também rio...
Nem sempre é de mim, como muitas vezes alguns pensam... mas poucos saberão quem me inspirou, minha reserva do que transferi para mim é como se fosse eu mesma, ali, nas linhas que preencho tão rapidamente
... De testemunhas são as muitas noites que findam com o chegar da aurora...
E por que sou salva? Porque tem muito, muito aqui dentro que só consigo escrever, não mais que isso... Minha visão, meu coração, minha razão, com todos os seus defeitos e algumas qualidades. Eu nunca tenho pretensão que todos entendam, porque se tem algo que sempre pensei sobre os poetas é que os intérpretes fazem muitas analogias , mas saber, saber mesmo o que cada um sentiu, só mesmo quem escreveu. E eu só sei que sinto... e escrevo...

(J.L.) .

 


Quando falo que só me resta escrever é o tipo de reflexão em que eu olhando para o espelho também diria: É assim que te descrevo!
Olhando-me, penso, que eu jamais anule outro alguém, sem o conhecer e sem saber sua história, fazendo inúmeras teorias e conjecturas. Jamais devo condenar alguém por mesmo sem saber de minha vida,  ter falado ou inventado qualquer coisa ao meu respeito, eu sei quem eu sou, sei o que busco, conheço meus erros, meus pecados e sei também que ainda posso melhorar, apenas isso, nada pode me incomodar a não ser minha própria consciência. E verdade seja dita, se temos consciência, se refletimos, sabemos onde erramos, onde acertamos e onde podemos melhorar e para melhorar basta querer mudar.
O que desejo é que sejamos honestos com nós mesmos. Se assim for, haverá mais transparência e sem dúvida menos falsidade. Escrever me faz pensar tanto, tanto, que penso que talvez minha melhor arte não seja escrever como alguns dizem, mas seja refletir, pensar e meditar e só assim transcrever em linhas como a grande prova da vontade de melhorar continuamente. Escrever talvez seja isso! Se não por vocação, por necessidade mesmo.

(J.L.)






Escrever me tira tantos sentimentos vividos, observados, aprendidos, proibidos, conservados, pensados, labutados, impregnados, constantes, limitados...

Escrever me renova, me enche, me esvazia...

É sempre uma controvérsia, não sei se é da poesia ou do poeta!

Escrever às vezes dói, às vezes liberta, às vezes sufoca, às vezes é nada mesmo!

Só sei que escrever é necessidade, de expor o que muitas vezes não cabe em mim, mas cabe em linhas.



(J.L.)



Resta-me escrever, quando não cabe mais no peito as coisas que ficam guardadas, quando o coração já não aguenta aquela pressão e a voz nem que quisesse sairia.

Resta-me escrever, quando preciso desabafar de mim mesma, desse meu jeito de me importar demais com algumas coisas quando poucos se importam

Resta-me escrever, quando não se tem nenhum ombro amigo para chorar ou para pensar que alguém se importa com o que você pensa ou deixa de pensar

Resta-me escrever, quando as linhas te fazem entender que você precisa ser mais uma vez forte quando tudo que você queria era mesmo desmoronar

Resta-me escrever, porque a poesia ampara e liberta, porque a dor se transforma em verso e o amor continua sendo amor mesmo com dor.



(J.L.)

Escrever às vezes me faz bem
Escrever muitas vezes me faz mal
Arranca-me lágrimas, dor
Outras vezes fortalece, dar animo

Defino-me em linhas que nem sempre irão entender
A saber, quanto de mim estou a escrever
Formulam-se suposições do que talvez nem possa ser
Sou e não sou em verso
Escrevo apenas...
Vou vivendo  e escrevendo
O que sou, o que vejo

O que entendo e o que não entendo
O que pretendo e o que nem tento
Fora, dentro, extra mim
De mim, de tantos, por tantos

Em quantos, encontros
Arte, vida, encantos
Eu tantos
Outros tantos...

(J.L.)


Vou escrevendo a vida

Rimando os traços passados

Vou deixando as marcas

E fazendo versos a cada passo

Deixando recordação

Imaginando mais sonhos

Sufocando algum amor

Compondo também a dor

Vou e fico em linhas

Carregadas de tantos sentimentos

Umas expostas a muitos

Outras recolhidas ao intimo

Às vezes me toma tamanha ausência

Consumindo algum talento

Que fere e é tormento

Que não escrevo e é silêncio.


(J.L.)




Sim é verdade...

O que escrevo é o que sinto!

E o que sinto nem sempre é o que eu faço

E o que faço nem sempre é o que quero

E o que quero nem sempre é o que faz bem

E o que faz bem nem sempre é o que busco

E o que busco nem sempre me faz feliz

Mas o que escrevo é o que sinto...


(J.L.)





" Com papel na mão, desenhou uma flor e fez uma canção

E o sorriso maroto, com tanto gosto saiu do coração

Escrever era bom, preencher a folha e concluir as linhas

Alegria sentia nos versos do dia na composição de sua vida

A menina que sonha, espera e crer na arte de viver

Tão pouco sabia, só queria aprender e ler

Compor, cantar e escrever."


(J.L.)



Folheando as velhas recordações

Relendo tantos escritos

Revivendo tantas lembranças

Desde a infância

Velhos textos

Velhas poesias

Marcadas naquelas folhas

Registros de minha história

Sonhos e anseios

Pensamentos e experiências

Amizades e o Amor

Desde jovem eu amava a escrita
Releio o que todavia

Moveu-me ao longo da vida


Eu escrevia!

Escrever é forma de (re)viver

Quem gosta escreve, transcreve, reescreve...

(J.L.)




Até que venham e me perguntem
Não sintetizem minha verdade
Eu escrevo por versos e reversos
Por inspiração e dedicação
Por vivencia e por ilusão

Se querem saber, perguntem-me
Farei perceber o imperceptível
Por trás das letras contidas
Não idealizem a clareza
Porque ela também se esconde

Um poeta transcede a visão,
O entendimento
Não, não inventem
Pergunte-me
E direi o porquê de escrever...

(J.L.)