Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Um certo homem chamado Saulo de Tarso, perseguia os cristãos. Homem cheio de conhecimento, inteligentíssimo mas preso em suas certezas, lutador de sua causa e o certo era destruir todos os cristãos, homem que tinha o poder dos príncipes dos sacerdotes , isso era prazeroso para aquele homem, mostrar o quanto ele era temido.

Um dia, a caminho de Damasco ao perseguir seu alvo certeiro, Saulo viu uma luz forte vindo do céu que o fez cair do cavalo e escutou uma voz que dizia: “Saulo, Saulo, Por que me persegues?” Estar no chão significa descer do mais alto patamar que se encontrava para se igualar a terra, à matéria do qual ele foi criado, para se igualar aos demais homens, para descer do pódio de seus grandes conhecimentos que nada valiam, porque conhecimento que endurece o coração e dissipa a fé faz do homem uma chama de prepotência difícil de ser apagada.

Tomado de espanto Saulo perguntou: “Quem és, Senhor?” E a voz lhe respondeu: “ Eu sou Jesus, a quem tu persegues. “ E assim Saulo se reconheceu, prepotente e egoísta. Quantas perguntas Saulo deve ter feito a si mesmo naquele instante perturbador, no qual não saberia responder o porquê de perseguir a Cristo. Manchado pelo pecado da auto suficiência, do poder que ostentava, dos sangues derramados pelo sua espada, do sofrimento que causava antes de tudo no coração do próprio Cristo.

Aqui eu me pergunto, que sentimento ocupava o coração do Senhor? Ele se sentia perseguido, humilhado e ferido por aquele homem. E sua voz resoou de longe, de muito longe... Saulo a escutou. E quantos de nós estamos e até criamos esta perseguição. Cristãos a perseguirem outros cristãos, que se elevam a cima dos outros, que selam e montam seu cavalo de certezas e poder, conhecedores e merecedores da glória, mas vivem embriagados pelos prazeres do mundo, das coisas fúteis, do status de “bom cristão”, mas causadores de discórdia e sofrimento, surdos e tardios em escutar a voz do Senhor, ouvem tudo, lêem tudo, menos aquilo que diz o Senhor e há uma grande diferença entre o que um homem diz e o que Deus diz e é por isso que Pedro disse confiante: “A quem iremos Senhor, só tu tens palavras de vida eterna.”

Mas logo, tão logo Saulo apressou-se em dizer: “ Senhor, que queres que eu faça?” Este momento é crucial! Saulo conhece a voz do Cristo e neste instante já se coloca a sua disposição. Eu costumo dizer que quem se encontra com o Senhor muda de vida se ainda continua na mesma ou sempre caindo nos mesmo erros, ainda não escutou de fato a voz do Senhor. Quem escuta, quem tem experiência direta com Cristo logo se coloca a seu dispor e colocar-se ao dispor não é somente colocar-se a serviço mas entregar-se de coração. E foi isto que Saulo fez. Com esta atitude o Senhor diz: “Levante e entra na cidade e ai te será dito o que fazer.” A partir daí quem conduzia Saulo era Cristo.

Saulo ao abrir os olhos nada consegue enxergar, era preciso a Saulo a restauração de sua visão, de seus conhecimentos, de sua vida... Foi levado a Damasco pelos que o acompanhavam e passou três dias sem ver, sem comer nem beber. Eis sua purificação. Eu imagino aqui o quanto Saulo deve ter clamado e pedido perdão ao Senhor durante esses três dias, o quanto Cristo deve ter falo ao seu coração. Ananias foi enviado por Cristo para batizar Saulo que recobrou a visão e assim imediatamente começou a proclamar o nome de Jesus. Quando caiu ele era Saulo, quando levantou já era Paulo Apóstolo. O propagador do Evangelho.

Que grande testemunho nos dá a santa escritura, é preciso muitas vezes cairmos de nosso cavalo, seja ele qual for. Evangelizar exige de nós testemunho de fé, mudança de vida, de atitudes, de visão, exige renuncia de nós mesmos...

“ Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustaram mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpri a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da minha libertação se aproxima. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição.”

( II Timóteo 4, 3-8 )

Combatamos e guardemos a nossa fé!

(J.L.)




Quando estamos distantes
Daqueles que nos conhecem
O pensamento se eleva à saudade
Do quanto é bom estarmos perto

De quem nos acalenta
E nos estende a mão
Das conversas foras e interessantes
Do sorrir espontâneo

Estar distante é não ter nada
Nem um olhar compreensivo ou reprovador
Nem com quem partilhar alegria ou dor

A distancia afasta-me das credulidades de outrora
Não acreditar é se distanciar
De tudo que se acreditou um dia.

( J.L.)



Vou escrevendo

Definhando os dias

Compondo os versos e reversos

Do remoto e da aurora

Do que foi e que talvez será

Vou tecendo o véu

Suave dos dias corridos

De cores fortes ou fracas

Depende do estado vivido

Mas que cai delicadamente

Correndo a história

Do leque aberto da vida

Para tão logo do nada

De súbito fechar-se

Por fim do fim em morte

Ou por fim do fim em vida.

( J. L. )




Um poema é como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

( Mário Quintana )



Amar e ser amado eis o desejo de todo homem
E se não for amado deixará o homem de amar?
Então para que nascemos?
Senão para amarmos e ser amados
E choramos por não sermos amados
E rimos por amar
E lamentamos por tal amor
E decidimos não mais amar
Às vezes nos faz sufocar
Outro nos faz respirar
Mas que será essa tão difícil arte de amar?
Amamos corretamente ou erramos tentando amar?
E se queremos acertar porque não optar por simplesmente amar?
Se é dando que se recebe devemos então nos doar
Só sei que esta é a bandeira que vou levantar:
AMAR.

(J.L.)


O sol
penetra
entre os telhados,

com essa obstinação
de olhar
o que há
dentro de nossas casinhas,

e fica pálido
ao ver
que com sua luz
é mais clara
nossa pobreza.

( Humberto Ak'abal )


De vez em quando
caminho ao contrário:
é a minha maneira de lembrar.

Se caminhasse só para a frente,
poderia contar-te
como é o esquecimento.

( Humberto Ak'abal )



Tem dias que parecem insuportáveis e nossas forças esgotadas...

Que se chora muito ou que não se chora nada

Que se pensa muito ou não se pensa nada

Porém, pesa

Tanto o muito quanto o nada...

Tem dias assim!

E logo depois descobrimos que este estado passa

E deixa mais um aprendizado...

São dias de aluno em estudo solitário!

(J.L.)




Adentro sem medo

Que venha as águas

O frio...

A ventania...

Admiro a beleza que guarda em si

É chuva!

Chuva e nada mais

Que no seu ciclo vem

Sinal do céu

Que devolve por fim

O que recebeu do mar e da terra

E eu te pertenço por um momento

Sem receios de voltar

Não te retenho

Não me retém

Somos corpos diferentes

E no momento sabemos nos entregar

Chuva minha

E eu da chuva

Tempestade louca

Do breve amar.

(J.L.)




Alinhar ao centroE tudo que faço por tanto
Penso em minha família
Com ela aprendo
Com ela choro
Com ela sorrio...
A família é minha base
São meus pilares
E um homem sem base
Sem pilares
É puro destroço.

(J.L.)


Doce é teu beijo
Que por tempos esperei
Apenas para entregar-me
Na maciez de teus lábios

Esquecendo de mim
E viajando no prazer
Do suave e atroz desejo
Que teu beijo me fez viver

Na volúpia branda
Do intenso néctar
Despositado por nossa entrega

Num simples e ardente sonho
Que realidade se tornou
O beijo que comigo comungou.

(J.L.)


Como no palco o ator que é imperfeito
Faz mal o seu papel só por temor,
Ou quem, por ter repleto de ódio o peito
Vê o coração quebrar-se num tremor,

Em mim, por timidez, fica omitido
O rito mais solene da paixão;
E o meu amor eu vejo enfraquecido,
Vergado pela própria dimensão.

Seja meu livro então minha eloqüência,
Arauto mudo do que diz meu peito,
Que implora amor e busca recompensa

Mais que a língua que mais o tenha feito.
Saiba ler o que escreve o amor calado:
Ouvir com os olhos é do amor o fado.

( William Shakespeare )



Folheando as velhas recordações

Relendo tantos escritos

Revivendo tantas lembranças

Desde a infância

Velhos textos

Velhas poesias

Marcadas naquelas folhas

Registros de minha história

Sonhos e anseios

Pensamentos e experiências

Amizades e o Amor

Desde jovem eu amava a escrita
Releio o que todavia

Moveu-me ao longo da vida


Eu escrevia!

Escrever é forma de (re)viver

Quem gosta escreve, transcreve, reescreve...

(J.L.)



É bem verdade que cada pessoa tem seu brilho, seu jeito... Porém o que está em questão não é ser bom ou não naquilo que você faz, mas sim quando alguém se incomoda com seu brilho ou então acha que você não tem nenhum.

Quantas pessoas desmotivadas, cabisbaixa, sem estimulo para o trabalho pelo simples fato de alguém o achar incompetente. Ora, a incompetência refere-se a falta de aptidão, e hoje bem sabemos que a maioria das pessoas exercem funções sem aptidão alguma, a lei da oferta é muito maior que a lei da procura o que faz as pessoas assumirem empregos sem ter nenhuma aptidão. Se alguém não tem carisma com alguma coisa, não posso obrigá-la, isso gera profunda insatisfação, no entanto, posso dar os meios.

É essa a realidade que vivemos hoje, e com isso eu digo claramente, existem por A+B tantas e tantas pessoas sem competência em relação ao outro. Já se passaram os tempos de Taylor, de Ford e é importantíssimo sabermos essas teorias tal qual é importantíssimo enfatizar que os tempos mudaram e as circunstâncias também, mas ainda existem muitos líderes vivendo no passado.

Não é por ser maior em um cargo que se tem mais competência, existem milhares de pessoas em tais status sem aptidão alguma, pois digo também, umas estão lá porque foram colocadas, é aquela velha história de que quando você ver um jaboti em cima duma bananeira é porque foi alguém que pôs ele lá, dizeres de um bom professor. A verdadeira competência se mostra na humildade de se aprender e de se ensinar.

Aptidão, carisma, liderança não só nascem com alguém, pode ser aprendida, podemos ouvir e nos maravilhar com muitas histórias de pessoas bem sucedidas que aprenderam com o tempo e mais que isso souberam aplicar os métodos práticos e estender as relações humanas, souberam ter visão. Não se vence só na vida. Chega a um determinado momento em que você precisa de mais gente pra subir e se você julga aqueles que estão próximos de incompetente, dificilmente chegará a um patamar mais elevado, o produto maior são as pessoas.

O que falta mesmo é a chamada tolerância. Fico boba quando vejo pessoas rindo quando alguém perde um emprego e ainda mais, tem a audácia de dizer que é incompetência, digo e repito, mais incompetente é quem não soube ser tolerante nem deu meios e recursos para que o outro pudesse aprimorar seus conhecimentos. Acreditar mais no potencial de cada pessoa é difícil hoje em dia e isso sim, é papel do líder: transformar, acreditar, desenvolver... Ninguém nasce sabendo de nada, aprendemos a andar, a falar , a escrever... tudo é um processo... A vida é sempre uma escola e lógico, vai depender muito de você ... por isso eu pergunto aos líderes: o que vocês andam ensinando neste mundo?

(J.L.)



Composição: Kiko - Tavinho Paes

Sou o mesmo que te amou
Não me diga que esqueceu...
Sei, que tudo já mudou,
Tanta coisa se perdeu...
Houve um tempo em que um beijo
Nos calava a voz
E o silêncio era "Eu Te Amo"
Vem de volta pro futuro
Que ainda há pra nós,
Ah..., o amor só dói,
Pra quem não volta atrás
Amor, é tudo que eu tenho pra dar
Depois ... é só pedir mais !
Sou o mesmo que te quis,
Lembra da primeira vez?
Qual dos dois foi mais feliz ?
Quantos beijos eu te dei ?
Na saudade eu te conheço
Como alguém real
Dando voltas nos meus sonhos.
No futuro, o sentimento
Que inventou nós dois,
Ah... sempre vem depois
Pra quem quer recomeçar...
Amor é tudo que eu tenho pra dar
Depois...é só pedir mais !



Envolvida naquele desejo
Ingênuo, sem malícia
De querer apenas um abraço
Um alento e se sentir protegida

De olhar firmemente
Deixando transparecer a vontade
Do querer está perto, bem perto
Sentindo o cheiro

A madrugada despiu-me de mim
Era apenas nosso querer
As coisas acontecem, de forma singular
Únivoca, breve, inebriante

Fazendo chegar o amanhã
Sem expectativas claras
O que foi bom poderá ser de novo
O querer ser um do outro, por um instante...

(J.L.)

O amor é assim, a gente lembra como se fosse ontem, deseja viver o hoje dando sentido à ausência que nos preenchia no ontem, e não sabe o que nos acontecerá amanhã. O amor é assim, a gente não entende “o que quer entender...” o amor é assim, a gente acaba entendendo “o que não quer entender”. Hoje eu olhava uns papéis, rabiscava umas linhas, sentia meu coração e me perguntava se o contexto era de nostalgia ou de saudade. Para mim elas são diferentes, embora o convencional diga que não. Estão conectadas às fontes diferentes. A saudade é mais dolorosa, porque ela não sabe falar do ontem sem citar o amor e seus detalhes, mas é verdade que ela também tem seu prazer que não aniquila, mas enobrece. Já a nostalgia não se prende a detalhes e prefere ver apenas as flores, evita ver os galhos em tempos de inverno. O amor é assim, nos faz percorrer os cômodos de nossa casa e ver os detalhes, de repente a gente percebe que não está sozinho, a esperança está na sala, diante das chamas que aquecem do frio de inferno, quer tomar um bom vinho conosco e ali se demorar em longas conversas. O amor é assim! Aceita tomar um bom vinho?

Ant. Marcos

http://linhasereticencias.blogspot.com




"E o adeus assim nos afasta de nós mesmos

Nos repele o fragmento de vida que antes nos cercava

Posto que quem vive não quer dizer adeus a quem se ama

E quem ama não quer dizer adeus a vida

E não há o que dizer senão adeus

Quando não mais se tem quem se ama."

(J.L.)




Não nasci para ser esposa

Não nasci par ser mãe

Eu até sonhei um dia

Mas alguns sonhos se esvaem

Talvez eu tenha nascido para meditar

Para escrever e do amor apenas falar

Para poematizar a vida

Falando de dores, alegrias e lembranças

Eu sei que por mim a família não vai se perpetuar

Por isso eu gero versos e rimas

Num esplendor doloroso como as mães

Dói o nascer do porquê não nasci para ser.

(J.L.)



Quisera eu estar em teus braços agora e sentir teu calor e sabor de teus beijos

Quisera eu estar a caminhar contigo, segurando tua mão e não sentir medo ao olhar a longa estrada

Quisera eu poder demonstrar todo o amor que tenho em meu peito, que nem mesmo um grande poeta poderia explicar e nem compará-lo

Quisera eu tantas vezes tentar te esquecer, tentar amar um outro alguém e quando me deparo, estou a pensar em ti, a amar-te mais

Quisera eu nas muitas oportunidades que tive, falar-te do meu amor, mas cabisbaixa e decepcionada comigo mesma, por temer, não pude lutar

Quero eu não me amargurar com o tempo que passou, nem prender-me a tais acontecimentos, mas ter esperança e libertade de ti amar, de acreditar que um dia poderemos ser um e os nossos corações, no mesmo compasso, no mesmo ritmado, justamente por ter a certeza de que um amor que resiste ao tempo e às ironias do destino é Amor para toda a uma vida, Amor para a eternidade.

(J.L.)



Seguem os ritmos

Os versos

A arte das palavras

Tecidas e transportadas

As letras no papel

Os rabiscos é céu

Pedaços da alma

De grandes réus

Presos nas rimas da vida

Declamantes de seus amores

Na tão amada Poesia.

(J.L.)



Quem pensa que passa pela vida

Sem deixar rastros

Que tudo pode se desfazer com o vento

Ou com o tempo

Que palavras não machucam

Que sentimentos são passageiros

Que pessoas vem e vão...

Amigo, nem a morte leva nada

Porque a lembrança é característica dos vivos

Salvo, os que perdem a memória.

(J.L.)






Quarto cansado das minhas lágrimas

Eu cansada de mim

Saí em meio a esta madruga

Queria ar puro

Ar puro disse eu?

Não se pode respirar o que não se sente mais

Sinto-me asfixiada por dentro

Queria ver alguma forma de vida

Porém só via a triste madrugada

A triste avenida, silenciosa como eu

Andei...

Pés descalços naquele asfalto

Um frio vento, tanto quanto eu

O rosto molhado

E o caminho que fazia era marcado pelas gotas que escorriam

Sentei...

Naquela calçada perdi meu olhar no nada

O coração era como que esmagado

Era como se não existisse mais

Como se conhecesse a própria morte

O pleno vazio

Passou um conhecido que disse:

“O que faz ai menina?”

Não respondi e ele continuou sua caminhada

É, eu era uma menina já fadigada

Nem vi as horas passar

E o tempo já não me preocupava

Não fazia sentido algum

Voltei...

Em casa tudo normal

Só havia uma coisa estranha

Eu mesma

Com a cabeça ao travesseiro

Que agora servia como lenço

Pensei...

Dorme menina

Porque mais tarde

É hora de brincar de viver


(J.L.)

Não há ninguém aqui

E nem vida vejo mais mim

De repente, muito insistentemente

Choro...

É choro tão reprimido

Como quero gritar

Estou tão cansada disto tudo



Foi assim que aconteceu
Eu tranquila estava
Quando me veio feito furacão
Uma explosão de sentimentos
Envolvente e cheio de certezas
Ele sabia o quanto eu tinha medo
Contei-lhe minha história
Meus medos e receios
Mas abrigo era o que me oferecia
Não havia impedimentos para ele
Apenas certezas
Ele queria-me ao seu lado
Dia e noite não bastavam
O tempo era pouco, muito pouco
Minhas mãos segurava
E eu era aquela a quem ele procurava
Envolvia-me em seus braços
Em seu peito me apertava
E meus receios soube desfazer
Disse: “Nossa história não ia ser qualquer coisa”
Todos os dias dizia o quanto me amava
E mal pode se conter no dia que ouviu de mim
Meus lábios resoarem o Eu te amo
Assim como não se conteve ao nosso primeiro beijo
Plantou tantos sonhos em meu peito
Regou dias e noites sem descansar
Quando um belo dia avistou uma outra terra
E tudo o que havia plantado antes teve de arrancar
As raízes profundas estavam
Mesmo eu sendo a melhor coisa que lhe aconteceu na vida
Agora era hora de partir
A frieza com que arrancou foi tão forte e repentina
Como quando chegou e plantou
De mim restou os buracos
Sem raízes e sem sonhos
Nossa história não ia ser qualquer coisa?
Eu tinha que compreender isso?!

(J.L.)


Composição: Lulu Santos / Nelson Motta


Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber


Cem dias na tentativa de esquecimento

Mergulhada na dor, na ausência

De mim e dos outros

No pranto da solidão

Todo dia se destrói uma esperança

Para que vale a confiança?

Poucos são os que a retém

Só os grandes a contém

Tentar-se refazer depois da caótica destruição

Depois de tê-la perdido

De ver destruído os sonhos

A crença na afeição daquele sentimento

Idealizados sozinhos

Eu sempre estive só

Todo o tempo foi projeção

Refletida em conto de fadas

Se eu fosse boa o bastante não teria ouvido tais palavras

Ninguém deseja que o melhor saia de sua vida

A não ser que não exista o melhor

Porque se existisse haveria contentamento

Basta relembrar a indiferença

Para sentir a repulsa

De quando alguém corta a corda e do precipício se cai

Tão longe, muito longe , para longe fui

Distante do meu querer

Esquecida de meu ser

Não há o que reconstruir

Um dos arquitetos perdeu-se no projeto

A mentira sabe como romper alicerces

Sabe como ferir o coração

Sabe como desbotar a cor

E assim nascem os céticos

Retraída pelos princípios

De que vale um homem sem princípios?

Foram por eles que se estabeleceu toda queda

De humanidade e de esperança

Fico aqui a ver passar por entre os dias

As dores? As lembranças? A essência?

Fazem cem dias

Sem dias...

(J.L.)




Até onde o limite de minha visão permite-me enxergar
Vejo as grandes mulheres!
As guerreiras e batalhadores frágeis mulheres.

A tenacidade de suas forças me encantam
Cheias de garra e perspicácia
De docilidade e ternura.

São as mães e as filhas
São as avós e as netas
São tias e as sobrinhas
São as primas e as amigas
Que adentram neste universo

Mulheres de negócios ou donas de casa
Condutoras magnas da vida
Construtoras da humanidade

Nascer mulher é ter missão imensurável
É como ser rosa cheia de beleza
E de perfume indiscutível
Ter seus espinhos e mesmo assim florescer.

(J.L.)


Eu tentei fugir

Eu tentei resistir

Eu tentei me afastar

Eu tentei lutar

Ele chegou e se instalou

Não pediu licença apenas entrou

Eu meio confusa e sem entender

Olhei dentro de mim e não pude conter

Já estava lá

Atrevido demais

No inicio me tirou a paz

De mandá-lo embora não fui capaz

Não pude negar o que me trouxe

Coração pulsando forte

Brilhos nos olhos

Alegria sem hora nem demora

Foi crescendo

Tomou conta de mim

Quando percebi

Já não tinha fim

Fiquei desesperada

Porque era inesperado

Eu não sabia descrever

Fui tentar compreender

Passei dias e horas pensando

Ele apenas aumentando

Eu relutando

E ele me acalmando

Era diferente, muito diferente

Dele eu quis me esconder

Mas estava em mim

E ele só sabia crescer

Estava entregue ao meu ser

Sua mão assim segurei

Ele se anunciou:

Sou o Amor, prazer em conhecer!

E eu sem compreender

Ouvir seu nome me fez temer

E mesmo sem saber o que fazer

Decidi com ele permanecer.


(J.L.)




O tempo passa, a vida vai acontecendo, seguindo seu curso.

As pessoas mudam, umas para melhor, outras não.

Nesse percurso a gente conhece pessoas que enfeitam nossas vidas, que aprendemos a respeitar, a amar, a compreender... Pessoas que nos deixam marcas, lembranças...

Vezes por outra fico a recordar tão bons momentos vividos ao lado de pessoas especiais que me ensinaram, que enfeitaram a Amizade, que encheram minha vida de alegria e que por tão especiais que são jamais deixam de ser lembradas.

E muitas vezes nesse recordar eu riu, outras eu choro de saudades, de vontade de está mais presente e até mesmo de ter alguém mais presente a mim...

Aqui, hoje, lembrando-me de tudo que vivemos, nossa, como o coração sente falta, até dá nó na garganta e os olhos enchem-se de lágrimas, mas ele está cheio de alegria e da certeza de que eu e você soubemos cultivar nossa amizade e não nos esquecemos do que está em nosso ser, mesmo não estando tão perto, mas temos este presente que a vida nos dá que é a Amizade.

Por todo curso que minha vida tem seguido, das coisas que tenho aprendido, principalmente em relação a Amizade, sei que posso dizer que és minha amiga, minha GRANDE AMIGA, e por isso não me importarei se sou ou não sou tanto quanto és para mim, porque o que importa é reconhecer-te como amiga e disso eu não me esqueço.

Mesmo na distância, aprendo contigo. Sempre ouvi dizer que a distância permite a saudade mas nunca o esquecimento, de fato, tenho saudades de nossas aventuras, saudades de nossas conversas, ah, tenho tanta saudade de sua compreensão. Lembra? Daquela compreensão na qual nem precisavamos falar porque víamos além. É assim ser Amigo!

É de pessoas como você que a gente jamais esquece , pode passar o tempo que passar, sair ano velho e entrar ano novo, mas sempre vai ser lembrada, porque é daquele tipo que entra no coração e ocupa logo um espaço e dali não sai jamais.

Procurarei sempre estar presente mesmo que ausente. Obrigada por aceitar minha Amizade. Obrigada por fazer parte da minha vida, da minha história...

À Deus o meu mais profundo agradecimento, por dar-me uma Amiga como você.


(J.L.)




Quando deixarmos de nos ocultar
E contra nós mesmos lutar
Teremos a chance de vivenciar
O que teimamos em ignorar
O verdadeiro sentido da vida
Que é simplesmente Amar.

(J.L.)


Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...

E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...





Quando passo na rua

Vejo que tudo passa

Ao passo do passo que dou

Passa o presente

E o passado passa

Passa ao passo

Do passo que dou

Passa a vida

E tudo nela passa

E cada dia que passa

Passa o tempo que passa

Ao passo do compasso

Do dado passo que dou

Passa o amor

Conforme o passo for

Passa, repassa, desfaça

O passo no passo do amor

Passando o passado

Ao passo que o futuro passo

Dado o passado

Chegará o passo

Do vasto passo que dou.


(J.L.)



Da-me ó Pai o teu Amor

Quero ser novo

Quero ser transformado

Da-me ó Pai o teu Amor

Da-me Jesus humilde coração

Quero ser manso

Quero salvação

Da-me Jesus humilde coração

Da-me Espírito a tua unção

Quero ser canção

E louvar de todo coração

Da-me Espírito a tua unção

E transforma todo o meu ser

E renova todo o meu viver

Derrama Trindade o teu poder.

(J.L.)







Composição: Chico Buarque
O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...
Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...(2x)
Lá lá lá lá lá……..



Como posso o Amor ignorar?

Se ao ti ver tudo parece mudar

O céu fica mais azul

O ar mais puro

As árvores mais verdes

Todo o colorido se faz mais vivo

Como posso o Amor ignorar?

Se ao ti ver tudo em mim parece falar

A boca que não pode negar

Os olhos que não deixam de brilhar

O coração que ligeiro começa a pulsar

As mãos que estão a gelar, a suar.

Como posso o Amor ignorar?

Se em teus braços quero estar

Se contigo quero caminhar

Se mais e mais desejo te amar

Se a felicidade contigo quero vivenciar.

(J.L.)




Triste...

Fico então a pensar

Como pude te amar

E esquecer que a vida é como o mar

Feito para navegar.

Triste...

Fico então sem paz

Desejando-te cada vez mais

Porque não mais serei capaz

De dizer que te amo demais.

Triste...

Fico então nessa incerteza

Querendo encontrar uma firmeza

Que se diz mais forte que uma correnteza.

Triste...

Fico então

Imaginado a emoção

De pode estar em seu coração

E viver sem ilusão.

(J.L.)



Ontem estava triste

Solitária

Então te encontrei

Triste, solitário

Sem interesse conversamos

Com lágrimas nos olhos

Quase choramos,

Desabafamos

Um passei pela praia apreciamos o luar

Entendemos que a vida

As vezes nos faz chorar

E o destino sempre tem algo a nos dar

Beijos loucos

Na areia, sob o brilho das estrelas

Eu e você, vivendo sem querer

Todos os nossos desejos escondidos

Vamos esquecer

O que há para esquecer

Vamos viver

O que temos pra viver

Encontrei o amor

Encontrei você

E de solitários passamos ser

Mais um casal feliz!

(J.L.)