Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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São os ouvidos que me empresta
O respeito pelo meu silêncio
O entendimento de minhas fragilidades
O tempo que me devota
A prontidão do : "Vamos lá!"
Talvez eu nem saiba como retribuir, mas certamente tentarei dá também o meu melhor e quando eu não conseguir continuará sendo a doce compreensão de quem entende o avesso de minhas contradições.
Não é isso que fazem os amigos?!

(J.L.)

Escrito em 03 de setembro de 2019

 


"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade é uma ilusão imbecil e estéril." 

(Oscar Wildes)

Acredito nisso! Nesse humano Amor de Deus, que chega quando pensamos que ninguém mais é capaz de nos compreender. E nos abraça... enxuga nossas lágrimas... Dá o colo que precisamos, mesmo quando não queremos, quando estamos tão cheios de nós mesmos. É o Amor que nos constrange, porque muitas vezes nem merecemos, mais cuida tão bem da gente.
Nem sempre sabemos retribuir, nossa visão e/ou entendimento muitas vezes falha por sermos egoístas, queremos receber mais do que dá. Mas se tem uma grande verdade é que, Deus jamais deixa de nos amar e está sempre ao nosso lado. A gente só precisa mesmo é querer enxergar.

Bendito seja, por ser o Melhor Amigo em nossos fiéis amigos, Senhor!

(J.L.) 

Uma vez aprendi com uma pessoa muito sábia a diferença entre TER um amigo e SER um amigo. Quem diz "ter" quer a posse, toma como seu, quer propriedade, isso é longe de ser amizade das boas, quem sabe " "ser" é o que procura compreender o outro como ele realmente é, conhece bem os defeitos e entra na vida para somar não para possuir.

Penso que hoje em dia muitas pessoas confundem esse sentimento, amizade requer atenção, carinho e tempo... Não se resume a mesa de bar, trabalho, e às vezes nem aqueles que conhecemos desde a infância desenvolvem esse sentimento. Amizade requer cumplicidade, mas não pense que é aquela onde o outro tem que falar tudo o que acontece, mas entender que às vezes nem é preciso falar, é só estar junto, que a dor acalma.

Quem é amigo não precisa estar todo dia ali, mas sempre vai estar quando for necessário desde às coisas mais bobas até às imprescindíveis. Conhecidos são muitos, amigos são poucos, é aquele ar de irmandade acima do sangue. Para ser amigo sem dúvida nenhuma é preciso de amor, e também dos cuidados que todo sentimento necessita para evoluir. Antes de ficarmos imaginando quem é ou não é nosso amigo pensando só em receber, sejamos amigos. E consequentemente colheremos os bons resultados do que soubemos ser. 

(J.L.)

Aos de longe tão perto e nunca ausentes e aos de perto sempre presentes. Aos amigos que me ensinam todos os dias sobre a arte de ser amigo.

Feliz dia do Amigo!


 

Se hoje estivesse aqui, certamente inventariamos uma rota de fuga, como já fizemos algumas vezes, iríamos para algum lugar pra descontrair e conversar. Neste ponto sempre convergimos não é? Aquela impressão primeira de que poderíamos ser um saco uma pra a outra quando a vida nos apresentou e permitimos dar brechas deixando nossos pré-conceitos nos fez quem somos hoje, pois acolhemos uma a outra com nossas imperfeições.

A vida é boa quando nela encontramos pessoas que nos faz vibrar, pessoas que olham para nós e realmente querem saber como estamos, que olham nos olhos e tem coragem de dizer o que nem nós mesmos queremos admitir, que entende quando você diz: Hoje quero ficar só! E da mesma forma entende quando você precisar desabafar. Pessoas que se fazem presentes mesmo ausentes, que te arranca risos quando o coração está querendo se quebrar e que recorda de quem tu sempre foi na vida e te faz te sentir forte mesmo sabendo que tem fracassado. Pessoas que nos motivam a seguir, que tem a palavra certa nos momentos mais incertos, que muitas vezes guarda sua própria dor para socorrer um amigo.

Ah a vida é bela por quem temos ao lado, mesmo sabendo que se passarmos uma semana inteira vamos enjoar, quem dirá a vida rsrs, mas sabermos que temos um amigo com quem compartilhar as alegrias, vitórias e fracassos... com quem vez ou outra vai se resguardar em dias que não queremos comemorar porque queremos mais é encontrar a nós mesmos e são poucos os que estão dispostos e atentos aos anseios que gritam dentro de nós.

Minha vida é mais bela por você fazer parte dela, sei que não sou a melhor das melhores e não me importo a ordem que ocupo na sua vida, a certeza que tenho é de que encontrei alguém que soube acolher meus risos e minhas lágrimas, meu melhor e meu pior e isso me traz grande alegria, porque é uma honra viver a vida para conhecer pessoas amigas como você. Obrigada por ser essa grande amiga. Feliz aniversário!!

(J.L.)

Para a Amiga Anália Rosa






Se não fosse aqueles que acolhem o pior de mim e permanecem ao meu lado mostrando o que tenho de melhor, mesmo diante das minhas insanas incompreensões e de meus limites, eu já nem sei como estaria. 


São poucos, mas são os que enxergaram o que eu mesma não consegui ver, são os que puderam ser meus olhos quando a cegueira me tomou, são os que puderam ser minha reflexão quando não consegui pensar, são os que foram meu riso quando derramei lágrimas, são os que foram presença quando vivi a solidão, são os que foram ouvidos quando pratiquei a surdez, foram os que me apontaram o caminho quando eu quis parar, foram os que me abraçaram quando perdi a vontade, foram os que rezaram quando pedi angustiante, foram os tiveram mais fé para me mostrar luz, foram os que me falaram de Deus...


São poucos e talvez com minha ingratidão eu ainda nem os saiba reconhecê-los e agradecer direito, o que pouco sei é isso, refletir que mesmo pensando tantas vezes estar só ou me perdi de mim mesma, existia alguém para tentar me relembrar de quem eu sou, mesmo com toda minha imperfeição.


Eu oro e agradeço à Deus, por aqueles que eu percebo e por aqueles que ainda não consegui perceber mas que torcem e rezam por mim também e não desistiram de ver algo bom mesmo diante de toda a minha precariedade. E peço perdão meus poucos e nobres amigos, muitas vezes isso me constrange, tento viver esse aprendizado constante do Amor, mas nem sempre acerto, essa cartilha eu bem sei que não tem medida, é na gratuidade que faz, quero um dia poder retribuir cada um que me dedicou o seu amor quando eu menos mereci.



(J.L.)




Deparo-me constantemente com alguns embates afetivos na vida, é certo que ninguém tem Phd em relacionamento, todos os dias as pessoas com quem convivemos e mantemos contato direto ou indiretamente, devido à chuva de informações via internet, nos moldam, nos influenciam, nos ensinam coisas boas e ruins e vai nos transformando...

Se antes, quando havia mais proximidade, mais diálogos, hoje passamos pelas tempestades de muitos copos d’aguas pela falta de interpretação coerente das leituras das quais nos dedicamos nestas redes sociais e as pessoas vão ficando distantes... de si mesmas e dos outros ...

Sentimentos banalizados, mentalidades extremistas, narcisismo, são fáceis de se encontrar, não sei se antes tudo era reprimido ou se de repente as pessoas resolveram vomitar seus pobres, suas dores, que quase ninguém tá nem aí mesmo para o que você tá fazendo ou dizendo, porque ela tá muito preocupada com ela mesma.

Iniciei esse texto pensando tantas coisas, querendo mesmo falar do sentimento de amizade, bem escarço nesta sociedade de cultuação do “ Eu”, parar, pensar e escrever, até pra eu poder compreender minha parcela, seja de culpa ou de alguma contribuição que eu deva dá.

Experimentei muitas faces das moedas, esperei muito de algumas pessoas, decepcionei-me e chorei muito por querer compreender motivos que talvez nunca serão explicados e tive de redesenhar minhas esperanças quando essa queria se descolorir, porque muitas pinturas que fiz foram erradas, borraram ou estavam além da tela que lhes competia. E fui percebendo que é sempre assim, poucas coisas terão conformidades, principalmente o ser humano, que se transforma diariamente, tudo pode mudar, sentimentos, pessoas, atitudes... nem tudo vai se adequar a nós perfeitamente, teremos muito que aparar na vida e esses processos são dolorosos, mas podemos ajustar muitos deles, começando pela nossa forma de pensar que temos direito  e mais direitos sem que passemos pelos deveres, sempre terá dois lados e nem sempre estaremos do lado certo, essa travessia para outros lados requer desapegos, do ego, de “direitos”, pensamentos, atitudes. Virar significa dar-se a oportunidade de ver o outro, o outro outro e outro lado que não é o seu. Entendeu?

E por isso eu desmitifiquei muitas coisas, como por exemplo, nem sempre quem te abraça quer o teu bem, quem te diz na cara o que ninguém fala quer o seu bem, que amigo entende tua hora e até te dá um puxão de orelha se for necessário, que o Amor prometido é fácil mascarar e Amor nunca explicito é fácil de se sentir, que minha dor muitas vezes é pequena quando paro para escutar outras pessoas e que o mundo não é como eu quero, nem como você quer, mas pode ser melhor quando nos tornamos melhores...

E assim vou... pensando... refletindo... mudando...

(J.L.)
 

Sim, um dia já me decepcionei com a amizade, cheguei a tantos questionamentos, tantos porquês, tantas dúvidas... Fui infeliz, fui imatura, chorei por sentimentos feridos e lamentei tê-los. 

É tão difícil aceitar que muitas vezes as pessoas que você mais considera pode te ferir. E isso me levou a profundas reflexões. Sei que tudo chega no momento oportuno e que precisamos aprender a tirar a melhor lição, foi justamente aí que aprendi a grande questão de que não é importante ter um amigo, mas o que importa é ser um amigo. Compreender que o outro também é limitado como você, que pode errar, falhar, cair, caluniar... 

Que pode chegar um dia que o amigo não tá nem ai pra ti, porque encontrou outros amigos e a gente precisa ter a maturidade de poder aceitar que as pessoas não são nossas, não temos direitos de posse sobre ninguém. Esse foi meu melhor aprendizado. Confesso que a partir daí minha visão mudou muito e me permitiu ser mais livre com meus sentimentos.

Saber que considero alguém muito a ponto de chamá-lo de amigo, não quer dizer que seja preciso ser tão reciproco, mas ainda assim, meu gostar não muda, o sentimento é meu e eu preciso saber o que sinto na minha dimensão e que nunca se igualará à dimensão do outro, não existe amizade, nem amor trocado na mesma moeda, há sempre alguém que se dedica mais e esse dedicar não quer dizer que seja maior ou menor que o do outro, tem gente que pouco fala, mas muito faz e vice-versa.

É preciso mesmo deixar livre, deixar solto, deixar que as raízes procurem o solo que quiser e finquem por querer e deixar que se fortaleçam e que tudo começa em nós mesmo, exigir do outro todas as atenções que achamos que merecemos nunca é o caminho. Se existe uma direção, hoje eu acredito que é começando sempre em mim, isso é o que vai me permitir perdoar o outro quando ele errar. Quando nos achamos merecedores demais geralmente nada nos bastará, sempre fica faltando um jeito, um trejeito, sempre vai faltar algo porque o ego precisa de atenções. E acredite em mim, os bons e melhores sentimentos podem se sufocar com as cobranças. 

Hoje, sem dúvida, em vez de dizer que tenho amigos eu procuro ser amigo, sempre me disponho a ouvir, a estar perto e também a estar longe, às vezes é melhor está longe e apenas rezar, interceder, mesmo que o outro nem saiba. Amizade não sobrevive de grandes feitos, mas das pequenas coisas, pequenos gestos que crescem e fortalecem o respeito mútuo.

(J.L.)



Recordo-me com veemência daqueles tempos de criança, onde formamos nossa personalidade naquela pequena cidade pacata, mas que nos ofereceu e propiciou grandes experiências.

Quando ainda os caminhos se cruzaram, amizades se formaram e tudo era um mundo ainda meio encantado, como toda criança pensa, sem muitas preocupações ou responsabilidades e é quando a lembrança toca, daquelas inocentes atitudes, quando partilhávamos confidencias num caderno respondendo inúmeras perguntas que passava pela mão de todos, das cartinhas carinhosas com letras caprichadas para expressar o estimo da amizade, as travessuras encobertas e brigas por ciúmes bobos, das paixões sem sentidos com suspiros e que ninguém podia dizer nada, dos estudos disputados para quem tirava melhor nota, dos recreios mais agitados e curtos.

Há tanto para se contar, quem fomos, quem nos tornamos, as essências que permanecem, história de uma vida, história das nossas vidas...

Sei que como eu muitos ainda relembram, valeu sim o que trouxemos, cada um segue sua vida construindo seus sonhos e como me sinto feliz de acompanhar tantas vitórias mesmo que por redes sociais.

Não tem como esquecer, existe muito de cada um em mim, estão aqui algumas lembranças que não me deixam mentir.


(J.L.)

Eu sei, sou aquele tipo difícil de ser surpreendida mas que se encanta facilmente com as coisas mais simples. Eu não gosto do normal, tem que ser diferente e não precisa ser extravagante.

Gosto de cartas, de palavras, de uma música que combine com o momento e daquelas atitudes esperadas que deixaram de ser usadas porque o mundo tá “evoluído” demais. Ah, eu gosto das gentilezas do abraço, das saudações sem gírias, daquele riso descontraído e do olho no olho.

Eu sei, sou um tanto quanto antiquada, não nego. Até me esforço na onda dos estilos, acompanho o ritmo, danço conforme a música, mas nada se compara como mover-se na sua própria melodia, ouvir o agradável, falar na docilidade recebendo o mesmo afeto.

Eu sei, as pessoas são diversificadas e  que das muitas que conheço hoje, não fariam por mim metade do que faço por elas e eu os chamo de amigos, porque aprendi uma lição básica de que ninguém vai agir conforme eu ajo, mesmo que eu espere. E confesso também, que espero algumas atitudes e elas nunca vieram.

Eu sei, que já chorei algumas vezes por isso e que ainda vou chorar, porque tem dias que procuro alguém pra me doar alguma palavra ou conforto e somente a presença das lágrimas me tocam e os pensamentos que hora ou outra se revoltam e voltam a dizer a mim mesma que dificilmente alguém vai perceber o que os meus olhos percebem .

Eu sei, sou cheia de detalhes, gosto dos detalhes e os menores são os mais importantes pra mim. Aprendi a relevar muita coisa, principalmente as inesperadas esperadas que são aquelas obvias mas que não queremos acreditar, e pra manter a valsa da vida quando pisam no pé eu reinvento um novo passo.


E eu sei, que eu não seria eu se não fosse assim, aquela aprendiz da vida, que rir e chora com tanta facilidade, que traz marcas no peito e aprendeu a sobreviver, que se faz amiga na abertura das escolhas, que fica perto quando perto é preciso e que fica longe quando longe é o maior bem.

(J.L.)




Meu amigo (a),

Por certo eu te bendigo
Por estar sempre comigo
Mesmo quando em mim não acredito

Que seria da vida sem ti?
Que seria de mim sem tua amizade?
Com quem falaria da felicidade?

É tão bom te ter por perto
Tão perto,dentro em mim
Que distancia não sei medir

Meu coração te ama
E não receio em declarar
Somos amigos e Deus assim irá conservar.

Feliz Dia do Amigo!




" Há pessoas que nos roubam...
Há pessoas que nos devolvem!" 
( Pe. Fábio de Melo)


É assim você, nem preciso falar, é só me olhar para que percebas a desolação do meu coração. Poucas pessoas tem esse dom. E em minha vida jamais encontrei alguém para me perceber como me percebes.

Vês o meu riso minguado, vês a força que tento ter, mas sobretudo vês minha fraqueza e vês as lágrimas que não derramo fisicamente. Conhece minha inquietude e me mostra quem sou. Falas com brandura mesmo sabendo de meus erros. Tu não me acusas mas abraça-me com afago tão amigo porque sabes meus anseios.

Tem gente que nos conhece mais que nós mesmos. É por isso que quando perco a alegria, tu me devolves ela cheia de esperanças, porque nossa visão sempre foi ampla, sempre fitamos o horizonte com o desejo profundo da eternidade.

E eu, nas minhas angústias, quando esqueço de olhar adiante, tu me apontas o caminho e quando já não quero caminhar tu me tomas a mão e seguimos a estrada juntos, falando das nossas vidas e quando percebo-me já estou no caminho novamente.

Tu me devolves os passos, andas comigo, lado a lado e me fala de vida, desta arte que temos que desenhar todos os dias e que quando quero tudo preto e branco tu vens colorir, tu vens florir e me fazer olhar com simplicidade o que realmente é belo.

Tu me devolves a certeza do Amor, quando me amas, indiscutivelmente meu amigo, porque não precisou falar do Amor, mas mostrar Amor em suas atitudes para comigo. E vejo, há Amor em mim, há Amor em ti e mesmo quando eu quero desistir, tu sabes ser amigo e me emprestar  teus ombros, chora comigo e não cansa de me dizer: Vale a pena Amar mesmo sendo sofrido! 

(J.L.)



Meu Deus!!! Como é engraçado!...
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...Uma fita dando voltas?

Se enrosca...
Mas não se embola , vira, revira, circula e pronto: está dado o abraço.É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço.E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?

Vai escorregando
devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E na fita que curioso, não faltou nem um pedaço.Ah! Então é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento? Como um
pedaço de fita?
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz - romperam-se os laços.

-
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor é isso...Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.


(Mário Quintana)

Fala-se demais
E escuta-se tão pouco
Não há atenção no gesto
Nem no silêncio

Quem é amigo
Já não sabe o que é amizade
Se perdeu na modinha do agora
São amigos de acaso

De tempo em tempo se esquece
Passou A e passou B
E na rua quando se encontram nem mais um olhar
Um bom dia ou uma saudade dos velhos tempos

Tudo é relativo
Até os sentimentos
E eu tenho medo dessa geração
Que não tem compromisso com o irmão.

(J.L.)




Quando eu lembro daquela amizade eu sinto saudade. Sim, porque era tão bonita, cheia de cumplicidade, de humor e muita partilha. Sei que algumas vezes na vida perdemos, mas eu ainda não entendo, ou entendo, porque algo se defaz ou não se refaz por ser tão forte.

Entendo todos os motivos e as razões porque nos afastamos. Eu tentei, eu busquei, mas havia se fechado para mim e sei da tristeza que povoou aquele coração e mais ainda o meu.Talvez eu tenha sido fraca, incompetente ou insensível, porque no querer respeitar a individualidade eu esperei e no esperar, eu perdi. E tudo foi ficando distante...

Eu não digo que morreu, porque quando a lembrança me toma é sempre assim, lembrando dos bons momentos, dos risos... e a saudade nasce como se aquela amizade morasse longe. Da minha parte, não houve o fim da amizade, ela vive ainda em mim, não houve o esquecimento. Ainda lembro da sua data de aniversário, mas infelizmente não posso mais abraçá-lo, enviar uma mensagem, dar-lhe uma lembrança ou um cartão, então faço uma oração...

De vez em quando, quando dói, e dói nossa renuncia de nós, eu penso que meu amigo está feliz e que se teve que ser assim, para que um encontrasse a felicidade já bastou. Quando o olho de longe eu sempre deixo ir, porque talvez, a parte que nos coube deixou o que cada um fez, bem lá, no dia que tudo se desfez e bem cá, na memória e no coração que nunca se desfaz.

( J.L.)








Eu gosto de falar da amizade, embora tenha tão poucas, mas neste pouco, vejo o quanto são significativas, verdadeiras e boas.

Sim, a amizade precisa ser significativa, ela é um encontro, sobretudo de identificação pessoal com o outro, o que necessariamente não quer dizer que os amigos combinam em tudo, que gostam da mesma música, do mesmo gênero de filmes ou das mesmas brincadeiras, quer dizer que antes se identificam no olhar, na presença, no respeito, mesmo que as diferenças existam. É um amor nobre, uma doação sem explicação, quando se permite dar a conhecer um pouco de nós e de ter a quem confidenciar e partilhar nossa vida.

A amizade verdadeira não tem preço, é aquela que não te esconde as incumbências, que grita quando você não quer escutar, que te aponta o erro quando você pensa ser certo, que te mostra o caminho quando você está perdido. Que não cria uma ilusão de ótica a respeito a vida, que vive bem e o bem pode te mostrar e juntos o caminho vão andar, que chorará tua dor, que rirá tuas alegrias, que comemorará tuas vitórias como se fossem suas, que a maior distancia nunca impedirá das flores crescerem no coração de cada um, porque assim é a verdade, constante, impar, florescente.

Boa por sua própria natureza, singular com um coletivo infindo, de fazer bem, de conter preciosas virtudes, somando-as ao ser de cada um, fazendo-nos melhores, ajudando-nos em nosso crescimento seja ele pessoal, espiritual, profissional.

Eu gosto de falar com meus amigos, sempre aprendo um pouco mais, embora eu tenha tão pouco tempo, não quero deixar de ter tempo para escutá-los. Amizade é o amor fraterno que nos permite compreender que jamais estaremos sós. Há sempre um amigo que vai querer sentar e conversar comigo. Graças a Deus.


(J.L.)






O tempo do namoro requer este itinerário: aprofundar a experiência da descoberta um do outro, fortalecer os vínculos da amizade e do amor, como ainda crescerem juntos nas virtudes da castidade, da renúncia, da espera, da paciência e do sacrifício. O tempo do namoro requer, sobretudo, a experiência da fé em Deus, dos valores cristãos e daquele amadurecimento da consciência de que somos responsáveis um pelo outro. Somos de acordo que este itinerário está cada dia mais desafiante de ser trilhado, mas que continua sendo possível e vivido por muitos jovens e adultos. E esses não são anjos, não vivem nas nuvens, mas são pessoas de carne e osso que também sofrem as pressões de uma cultura hedonista, de ambientes e contextos sociais que respiram sensualismo como suor a sair por todos os poros. São jovens que não deixam de estar inseridos na vida concreta, mas travam uma luta contra tudo o que denigre a dignidade humana, os valores que enobrecem as pessoas e as relações. São mártires de nossos dias, são os “santos de calça jeans” como diria João Paulo II. E são felizes, alegres, realizados, preenchidos. Provam na própria carne, na mente e no coração as consequências de quem aposta na santidade de vida, mas reconhecem que o Evangelho e a Igreja estão com a razão quando pedem este itinerário. O contrário de tudo isto, nós o sabemos, é uma relação que não aprofunda, mas afunda. E as consequências nem precisamos aqui descrevê-las, já estão aos nossos olhos em todos os lugares. Jesus não quer que o namoro seja ocasião de vidas e naufragadas, de juventudes despedaçadas, de escolhas que marcam dolorosamente a vida e a alma para sempre. Que não afunde, mas aprofunde a relação, é isto que deseja o Senhor da vida, Aquele que nos ama e nos chama à santidade. Tenhamos coragem, muita coragem! Não nos acovardemos, pois a graça está à nossa disposição. Aprofundar para crescer, amadurecer e se tornar um testemunho de família sólida e santa em nossos dias.





"Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí."



Desde muito nova levo isso comigo e se tem algo que eu preze é pela liberdade

Liberdade de se expressar

Liberdade de sentir

Liberdade de escolher

Liberdade de ser...

Procurei sempre construir meus relacionamentos assim, somos livres para fazermos nossas escolhas. Meus melhores amigos não são meus, todos eles tem o direito de terem outros melhores amigos que não seja eu e é por isso que não exijo nem ponho-os a prova.

Eu brinco, falo serio quando é preciso, digo o que penso da situação mas não exijo que sigam o que estou falando. Quando percebo as controvérsias, porque elas sempre existiram e me pedem para calar eu calo, e me pedem para mudar, eu mudo e se me pedem para me distanciar eu me distancio.

Se minha presença já atrapalha, se minhas ideias já atormentam não vejo o porquê de insistir. As vezes é preciso partir e naquela distancia aprender o sentido da liberdade.

Ninguém tem o direito de exigir que se goste ou não do outro. Eu já perdi muitos que considerava amigos e já ganhei amigos que considerava apenas conhecidos.

Muitos se foram sem nada dizer e eu chorei pela perda, outros se foram deixando feridas e nostalgia e choro até hoje porque a saudade anda de mãos dadas com essa liberdade que na lembrança por vezes fere e dói.

Mas não há nada melhor que saber que você permitiu que o outro pudesse escolher e que você soube perder, porque pior que isso, é a mendicância de um sentimento que você tem e outro não tem por você.


(J.L.)