Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Costumo dizer, todos podem falar o que quiserem mais daí a ser é outra coisa. Ninguém sabe mais da sua vida do que você mesmo. Só você sabe onde dói, quando está alegre, quando se esforça ou quando procrastina, quando ama ou quando odeia...

Ninguém pode definir quem tu é. O que te define é o que você faz, com as coisas que você vive. Por isso não levo em conta os julgamentos de quem nunca chegou à mim pra perguntar ou querer entender quem sou. E digo sempre, só merece crédito quem faz isso, se não param pra ouvir tua história, tua versão, tua opinião, se repetem os pensamentos e teorias de outros a teu respeito, deixa para lá. 

Cada um ver o que quer enxergar e você só pode ser comparado com você mesmo, com quem você foi, com quem você é e com o que você quer ser. Existe infinitas possibilidades de melhorarmos, ninguém é acabado, todos em construção. Só procure construir o melhor de si mesmo, não se impeça de nada quando alguém fizer te ti uma ilusão seja positiva ou negativa. Você não é a desconfiança que o outro criou nele. Não molde sua vida por quem não se importa, os que se preocupam não vão julgá-lo, vão ouvi-lo e contribuirão na sua construção diária com aquilo que chamamos de Compreensão, porque ninguém é perfeito. 

(J.L.)



Todo pensar é torto, diz um certo ditado. Defendo a questão de que perguntar é melhor que ter dúvidas. Ficar supondo, teorizando, isso é horrível, cria-se situações mirabolantes quando seria tão mais simples perguntar: " O que aconteceu? É isso mesmo que você quis dizer? Por que falou isso? Pode repetir o que quis dizer pois não compreendi! "

Quando alguém vem me falar de uma pessoa costumo interrogar: "Você já perguntou isso a ele(a)? Você já conversou sobre este pensamento? " E por incrível que pareça as pessoas nem pretendem questionar ou conversar, preferem ficar envolvidas nos seus insanos julgamentos, sim, porque  se você não dá ao outro a opção de falar se torna julgador, acusador e tudo pelo produto da sua própria mente e a mente, mente. A mente maquina as piores coisas, porque se não somos acostumados a pensar o melhor certamente só pensaremos o pior.
 
Quero ouvir o que as pessoas tem a falar, questioná-las sem temer as interpretações, sou julgada muitas vezes por isso, pelo simples fato de perguntar mas não gosto de ficar dando sentenças, não sou melhor que ninguém. Esforço-me para entender os porquês, tem muita gente  apedrejada e crucificada pela falta de escuta e compreensão, já vivi o suficiente para ver e sentir na pele também, mas eu não quero ser assim e buscarei ao máximo vivenciar o que desejo para mim mesma.
 
Pergunte! Não teorize! Mesmo que as pessoas não sejam sinceras. É melhor você ser o mais justo possível com os outros perguntando, do que sair julgando e acusando com "ideias criadas", distante da realidade.
Pense! Você gosta que as pessoas falem de ti sem propriedade, sem conhecimento, sem saber a situação que você está? Isso pode te definir? Pode dizer quem tu é? Óbvio que não! Digo e repito: Nenhum ser é limite de pensamento!
 
Talvez nos falte a própria compreensão de nós mesmos, a saber, que somos imperfeitos de tal forma que queremos exigir dos outros uma perfeição que não somos capazes de ter. Interrogue-se também!! .
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■Reflitamos!!

(J.L.)



Ele olhava ela e sabia quem era ela
Sentia sua frieza
Seu esforço para não mais mergulhar em sentimentos

Ele olhava ela e podia ver as coisas que ela nunca disse
Suas incredulidades e suas esperanças tão contidas

Ele olhava ela e podia sentir o que ela não demonstrava
Sua felicidade em vê-lo
E sua entrega tão íntima

Ela sabia que ele a entendia
E no seu abraço morriam todos os medos
Porque ela nunca esteve tão certa daquilo que sentia.

(J.L.)
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" Mais do que acalmar, você me deu a segurança 
da mão estendida, o acolhimento de um abraço 
profundo e um olhar que entende tudo, até o 
meu silêncio contido num riso tímido de
quem não esperava consolo."

(J.L.)




" Há pessoas que nos roubam...
Há pessoas que nos devolvem!" 
( Pe. Fábio de Melo)


É assim você, nem preciso falar, é só me olhar para que percebas a desolação do meu coração. Poucas pessoas tem esse dom. E em minha vida jamais encontrei alguém para me perceber como me percebes.

Vês o meu riso minguado, vês a força que tento ter, mas sobretudo vês minha fraqueza e vês as lágrimas que não derramo fisicamente. Conhece minha inquietude e me mostra quem sou. Falas com brandura mesmo sabendo de meus erros. Tu não me acusas mas abraça-me com afago tão amigo porque sabes meus anseios.

Tem gente que nos conhece mais que nós mesmos. É por isso que quando perco a alegria, tu me devolves ela cheia de esperanças, porque nossa visão sempre foi ampla, sempre fitamos o horizonte com o desejo profundo da eternidade.

E eu, nas minhas angústias, quando esqueço de olhar adiante, tu me apontas o caminho e quando já não quero caminhar tu me tomas a mão e seguimos a estrada juntos, falando das nossas vidas e quando percebo-me já estou no caminho novamente.

Tu me devolves os passos, andas comigo, lado a lado e me fala de vida, desta arte que temos que desenhar todos os dias e que quando quero tudo preto e branco tu vens colorir, tu vens florir e me fazer olhar com simplicidade o que realmente é belo.

Tu me devolves a certeza do Amor, quando me amas, indiscutivelmente meu amigo, porque não precisou falar do Amor, mas mostrar Amor em suas atitudes para comigo. E vejo, há Amor em mim, há Amor em ti e mesmo quando eu quero desistir, tu sabes ser amigo e me emprestar  teus ombros, chora comigo e não cansa de me dizer: Vale a pena Amar mesmo sendo sofrido! 

(J.L.)




Longe da compreensão de mim mesma
Não pergunte pela música, nem pela dança
Traída pela arte, ferida pelos tons
No embalo da dor que virou tormento

Eu não sei dizer os porquês
Existe tanta ausência aqui dentro
Na sensação de usurpação da tristeza
Do que me foi tirado sem dó

Eu tentei questionar e dotado de poder veio o mal
Que vem e destrói, vem e cega, vem e rouba...
Acomete bons corações e deixa perturbações
E deixa consequências como eu

Não tenho dúvida do que quero, nem do que sinto
Mesmo que meu momento seja sem sons para dançar
Estou com os pé doentes, machucados, nós na garganta...
Tal calamidade abateu-me

Feridas expostas para não me enganar
Para não fugir, nem maquiar nenhuma situação
Não sei esconder minhas expressões
Só sei que agora não consigo cantar nem bailar.

(J.L.)