Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





"A alma livre escuta a música e dança
Transcende todos os olhares julgadores
Não se impede de sentir o ritmo
Ela se envolve nos tons, nas notas
E deixa a melodia tocá-la
Sem medo de ser feliz."

(J.L.)








Ela vislumbra-se pelo agora, pelo hoje
Importava o que ainda não viveu
O que podia ser
Os minutos seguintes
O que ainda pode fazer

Já não remoía o ontem
O passado era apenas bagagem
Da experiência que trouxe para o agora
Tão notório de sua impulsiva busca
Dos caminhos que tem lá fora

Era a jornada que podia ver
Que  a chamava para viver
Intensamente
Profundamente
Que fazia o coração incessante bater.

(J.L.)




Foi assim a primeira vez que te vi
Não acreditava em amor à primeira vista
Sempre fui muito racional
Te vi e o mundo girou
Meu coração acelerou
Naquele momento eu senti
Você já estava em mim

Não sei dizer mesmo se foi o olhar
Se foi o sorriso ou se foi de observar
Mas por que te observei?
Quem poderá explicar?!
Te amei e por um instante tudo parou
Parecia que só existia eu e você
E nada mais pude entender

Não é obsessão
Não é capricho
É como se já soubesse
Que você era o que eu sempre quis
Se existe encontro de almas
A minha te encontrou
Você pode até não lembrar
Mas meu ser lembrou

Talvez seja por isso
O nosso jeito tão aberto
Nosso querer tão discreto
Talvez nossas almas saibam
E sempre se procuram
Em qualquer universo
Mesmo que o presente
Desperdice este afeto.

(J.L.)










"A gente vai se desvencilhando, 
mudando e quando nos damos 
conta já não nos interessamos 
mais por coisas e pessoas que 
pensávamos que fariam falta."
(J.L.)






"As noites de chuva são as melhores. 
Pode-se mergulhar no mistério de 
sensações que traz, desde a gota d'água 
à tempestade de recordações
e esperanças." 

(J.L.)



Meu amor,
O lado bom de te amar é poder sentir o coração pulsar
Quando tantas vezes já deixou de acreditar
Quando pensava nem mais esperar
E ai pode te encontrar

Para trazer aos meus dias, mesmo os mais rotineiros
A sensação de não mais estar só
Estar na cama e não mais alcançar o vazio
E nas noites de chuva não sentir mais frio

Sei que não é perfeição
Descubro um pouco de ti todos os dias
E como eu buscavas alguém
Assim fomos atraídos um ao outro

Nosso amor reflete na íris
Nas conversas bobas e desprendidas
Quem ver pode até não entender
Mas no nosso abraço a gente entende.



(J.L.)



A gente observava a chuva lá fora
E ela nos envolvia em cumplicidade
Nossos olhares e nossos risos leves
Nossos abraços e nossos beijos
Nossa atenção impar de algumas horas

A perfeita conexão de almas livres
Dispostas e entregues
Não ao acaso, mas ao querer
Não ao pertencer, mas ao permitirem-se
Não a teorias, mas em viver

Quem entenderia, senão nós?
O imã que nos magnetiza
Os opostos que se atraem
As mãos que se entrelaçam
Os corações que pulsam forte

Não é que compreendemos
É, talvez, o que não definimos
O que não queremos cobrar
E não queremos deixar de sentir
E sentindo não nos impedimos.


( J.L.)




Ainda que não o consideremos nosso melhor amigo
Ainda que não o tornemos nosso confidente
Ainda que não agradeçamos pelo que faz por nós
Ainda que não escutemos sua voz chamar
Ainda que o esqueçamos nas melhores horas
Ele não nos abandona!
Está aqui, quando nosso coração quiser enxerga-lo
Está aqui, disposto a nos abraçar e nos dá consolo
E este aqui é perene, disposto, atento.
É Amor paciente, que não se compara a nenhum outro alguém.


(J.L.)





Sim, eu falo pelos cotovelos e consigo silenciar de forma mais abrupta que puder, gosto do movimento, do barulho, como cultivo intensamente a calmaria, vivo os dois lados da moeda, as controvérsias da vida, já vivi infernos e experimentei de paraísos, digo as palavras “sempre” e “ nunca” mesmo sem compreender suas profundidades, sou intensa e preciso desses advérbios mesmo sabendo da limitação que somos.

Mas uma coisa é certa, não quero que ninguém engula minhas ideias de goela abaixo, não sou dona da razão, nem detenho todo o conhecimento, tenho minhas opiniões que nem sempre são agradáveis aos ouvidos e tão certo é também que gosto de ouvir os outros e tentar compreende-los em suas palavras.

Sou do tipo que dificilmente vai expor algo se não for questionada, do tipo que não vou a algum lugar sem ser convidada, do tipo que se convidarem e não me derem abertura vou entrar muda e sair calada, também não ando por ai reclamando da vida, vendo dificuldade em tudo, sou do tipo que acorda pela manhã e diz: Bom dia Vida e obrigada Senhor por este dia!

A gente vai aprendendo tanta coisa nessa vida e vai mudando, se ajustando, às vezes acho que fiquei mais cabeça dura, outras que estou mais maleável, em outras já acho que não sei mais é de nada, mas confesso, tenho sede de aprender, me descubro sempre assim, uma pessoa curiosa, como se a vida fosse começar agora...

Já vive tantos altos e baixos e fui descobrindo nas ações tensas da vida a superação, um sorriso após a lágrima, o perdão após a decepção, sofrer sem deixar de amar e continuar... Viver acreditando, no bem, no bom, no melhor que ainda pode acontecer. Se eu fosse um pintor teria telas de todas as cores, teria telas com todas as estações da vida e nesse exato momento eu estaria pintando algo em tons brancos e azuis claros, cintilantes, estou em uma fase que me sinto bem, tranquila, leve, sim, nessa tela teria certamente um pássaro, livre, buscando sempre o horizonte...

(J.L.)





Aprendi a viver só, no meu mundo
Sem culpas, mergulhada em mim
Mas também sem egoísmos
Fazendo o melhor que posso

Deixando pequenos sorrisos
Alguns abraços a quem desejar
Conselhos a quem me escutar
Não mais que isso, porque sempre tive pouco

Aprendi a cantar para mim
Chorar para mim
Amar para mim
E perdoar-me por meus silêncios

Felicidade foi encontrar meu próprio equilíbrio
De não ter ninguém apenas eu mesma
Para sanar minhas decepções
E seguir em frente sem olhar atrás.

(J.L.)





A lembrança era ouvir o som da chuva
Então podia suspirar e sentir o cheiro
Podia fechar os olhos e sentir o toque da mão
E entender cada olhar pelas palavras não ditas

É um passado que se faz presente
Querendo tal amor
Recordando os momentos perdidos
Os sentimentos sufocados

Como tem poder o chuá lá fora
Remexendo tudo dentro de mim
Instigando profundamente a memória
Revivendo o amor que marcou minha história.


(J.L.)



Hoje senti uma grande vontade
De estar envolvida no seu abraço
De querer tocar seus lábios
Ouvir teu coração bater

Senti vontade de acariciar teu rosto
Deixar minhas mãos deslizarem em teus cabelos
Fechar os olhos e sentir teu cheiro
Abrir os olhos e encontrar-me nos teus

Senti vontade de estar pertinho mesmo
Encostando a cabeça em teu colo
Sentindo a respiração no peito
A maciez da tua pele

Senti tanta vontade de você
Da docilidade que esconde
Mas sou somente assim
Vontade que não se confessa.

(J.L.)




Nunca acreditei na tormenta
Sempre acreditei na paz do sentimento
No acolhimento terno
Na liberdade que se pode dar a quem se ama

Não temos ninguém para a gente
E nada pode garantir eternidade
A não ser a certeza de que pode mudar
E mesmo assim ainda continuar amando

Porque se verdadeiro não muda
Pode passar por fases
Como as estações
Nem tudo é primavera!

Aquela loucura cega nunca me pegou
Jamais me iludi com promessas
Só posso garantir os meus sentimentos
Não tenho domínio sobre outros

Sonhos se desfizeram em meus olhos
O amado escorregou pelas minhas mãos
Mas nada me pertence
A não ser o amor que em mim floresceu...

(J.L.)





Ela era a menina das palavras
Escritas e faladas
Ela tecia como ninguém as interpretações
De tão minuciosa que era

As palavras faziam-lhe cocegas
Tiravam seus risos
As palavras lhes eram como punhais
Atravessavam o coração

As palavras não se perdiam
Tudo o que era dito era guardado
Seu pensamento remoía
E mergulhava nos sentidos

As palavras nem sempre era o que eram
Ela sabia que o tempo fez perder seu valor
Por isso nunca falava sem sentir
E nunca sentia sem falar ou escrever.


(J.L.)





Era apenas um pássaro
Nunca foi um rouxinol ou sabiá
Só sabia cantarolar
Gostava do que cantava

Vivia a vida em tons legais
Nem sempre seu som agradava
Mas seu peito era leve
Seu coração se ofertava em cada canto

Em dias ensolarados cantava
Em dias de chuva cantava
Em todas as estações cantava
Ou ao menos tentava

Um dia feriu a garganta
Travou seus sons
E não mais sendo o que era
Tinha apenas a liberdade de voar...


(J.L.)



As pessoas não veem
Mas elas te roubam sonhos
Te roubam esperanças
Te roubam coisas boas que gostava de fazer

As pessoas não veem
Mas se fazem de bom
Fingem uma saudade
Fingem uma conversa

As pessoas não veem
Mas vivem em seus egoísmos
Nas suas verdades
Cada um no seu mundo

As pessoas não veem
Mas se destroem
E destroem os outros
Pelo simples fato
De não saberem quem são.

(J.L.)


Vinte poemas de amor e uma canção desesperada


Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quis e por vezes ela também me quiz
Em noites como esta, apertei-a em meus braços
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito
Ela me quis e as vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite
Pensar que não a tenho
Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E cai o verso na alma como orvalho no trigo
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
A distância alguém canta. A distância
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Para tê-la mais perto meu olhar a procura
Meu coração procura-a, ela não está comigo
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria !
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido
De outro. será de outro
Como antes de meus beijos
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é certo,
Porém talvez a queira
Ah ! é tão curto o amor, tão demorado o olvido
Porque em noites como esta
Eu a apertei em meus braços,
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Mesmo que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito. 

(Pablo Neruda)




Eram nossos olhos
Nossos risos bobos
As conversar à toa

Eram os acasos ou não
As intensões ou não
O querer que tínhamos

Eram os desejos
A vontade
O toque das mãos

Era o que não definimos
Só o que sentimos
Quando os lábios se encontravam.

(J.L.)


Pensei que não havia mais saudade
Ou ao menos que já tivesse vencido a tal da nostalgia
E de repente, me pego traindo a mim mesma
Nas coisas que não queria sentir
Nas lembranças que não queria lembrar
Será isso mesmo uma saudade?!
Pergunto-me entre lágrimas
E ao mesmo tempo num riso bobo
Lembrando de momentos tão bons
Misturado com ruins
Que coisa estranha!
E me senti levada de mim em pensamentos
Soltos, diversos, intensos
Se estava no controle hoje saiu correndo
E simplesmente me deixou tão quieta
Com um vazio de quem sabe
Que nada pode fazer voltar.


(J.L.)


As muitas lutas travadas ainda que não vencidas fazem-me mais experiente, trazendo tantas lições, algumas boas, outras ruins de aprender, porém necessárias. Ao longo da vida, tantos altos e baixos, superações, decisões e discernimentos, erros e acertos, fizeram-me mais firme.

A vida pode parecer ter sido fácil quando se olha meus risos, mas até isso tive que aprender, o que trazemos intimamente poucas pessoas conseguem ver.Quando às vezes se perde as esperanças, quando se perde a confiança, quando definha sentimentos bons, quando você se encontra só, quando não há com quem contar, desabafar... Quando ninguém pode ver tuas lágrimas, quando necessita de compreensão, um abraço amigo, algum afeto recluso e impedido...

As pessoas teorizam tantas coisas a respeito das outras mas nem sempre querem saber como realmente estão. Eu aprendi tanto comigo mesma, questionando minhas atitudes, interrogando meus jeitos e trejeitos como aprendi olhando para outros e tentando entender porque agem como agem e são como são e sempre acreditei que podemos mudar e nos aprimorarmos como seres “humanos”. Humanos de verdade. Eu mesma mudei tantas vezes e certamente eu podia ser alguém muito pior.


Sei que não sou a melhor pessoa, sei que sobrevivi a tantas tormentas e continuo navegando nesse mar da vida, fácil não é, mas aprendi que podemos ser mais leves e nada melhor do que contribuirmos conosco mesmo e com os outros facilitando as coisas. Não precisamos complicar tanto, que a dor e a alegria sejam sentidas no seu devido tempo, que os sonhos e projetos sejam perseguidos e incentivados, que a nossa mão esteja sempre estendida para ajudar ou receber ajuda.

 Das tantas vezes que caí encontrei uma estendida e não hesitei em segurá-la e nem sempre é o seu melhor amigo não, às vezes é até um desconhecido, uma pessoa que considerávamos “chata” ou sem afinidade alguma, uma pessoa cheia de problemas também, alguém que a vida deseja que percebamos e descubramos que não há perfeição e todos vivem numa batalha ferrenha que nem a gente, alguém que nos trouxe a palavra certa, a conversa necessária, o ânimo preciso para entendermos o momento que passamos.


Do que precisamos? De olhos atentos porque a vida tá sempre ensinando, tudo pode acontecer de bom ou de ruim porque o único script que ela tem é nascer e morrer e o intervalo entre esses é a nossa batalha, é a misteriosa luta  que travamos, a de aprender a viver, cair, superar e continuar aprendendo... é a nossa história. 
E lembre-se, um guerreiro luta até o fim e faz história!


(J.L.)




É como abrir a porta e deparar-se num mundo estranho
Onde não se conhece ninguém
E não sabe porque está ali
Nem se algo faz sentido

Você fica querendo se adaptar
Mas nada se encaixa
Você não sabe se o lugar é diferente
Ou é você que não é coerente

Quantas dimensões criamos?
Quantas expectativas fazemos?
Quantos sonhos enfeitamos?
Quantas verdades abafamos?

Quando a realidade se mostra
Quando se vê claramente
Quando a mente se abre
Muitas coisas desmoronam

Os castelos imaginários
Os muros que defendiam
Até as pontes que ligavam
Ao amor que pensou ter existido.


(J.L.)



Nasceu de nosso silencio talvez
Do olhar primeiro
Daquele jeito sem explicação
Quando simplesmente acelera o coração

Dos risos fáceis
Das brincadeiras bobas
Dos jeitos sem jeito de falar
Não tem como a gente explicar

Nasceu do beijo desejado
Do risco calculado
Do desejo aprisionado
Da admiração observada

Dos minutos pouco aproveitados
Das noites sonhadas
Dos medos da recusa
E da vontade da coragem

Morreu, minuciosamente
Pelas mãos do Tempo incoerente
Das almas que se encontraram
Em um dia errado.



(J.L.)


Às vezes é só deixar o vento levar
Não é questão de lamentar
De se maldizer
E fechar as portas

Apegar-se ao que não é
Ao que nunca pode ser
Viver esperanças vagas
Sentir o peito doer

Às vezes é só fechar os olhos
E repetir para si mesmo
Não, não, não
Chega dessa ilusão

Seguir em frente
Olhar o caminho
Tem muita coisa bonita
Não precisa viver cegamente

Se é amor ou paixão ardente
Já chega de se perguntar
Liberta o coração
E ver com a razão

Às vezes é só deixar para lá
Como folhas de outono que secam
Como areia que muda de lugar
Quando se cansa esperar.


(J.L.)



Não importe-se com o que falam sobre você
Limite-se a conhecer a si mesmo, seus limites, seus sonhos, seus risos, suas lágrimas, seus desafetos, suas esperanças...
Importe-se com o que traz de bonito, corrija os erros na medida que fores aprendendo, caminhe, não pare, siga...
Seja você, com erros ou acertos, mas disposto a superar, melhorar, evoluir...
Não permita inquietar-se pelas conjecturas que fazem sobre ti, somos bem mais do que pensam de nós e podemos chegar onde pensam que não chegaremos.
Que a vontade de lutar e de chegar às nossas aspirações não sejam para provar nada a ninguém, mas pela consciência plena e pacífica de quem sabe quem se é e o que se quer.



(J.L.)



Quantos jardins descuidados
Quantas rosas secaram
Pelo descuido do jardineiro
Eis uma grande tarefa
Que requer atenção continua
Senão...
Somos todos jardineiros
Somos todos jardins
Talvez seja nossa dualidade
Acontece que às vezes só queremos o cuidado
E esquecemos de cuidar
E o Amor requer retornos
Ninguém passa a vida inteira só cuidando
Todos temos nosso perfume e espinhos
Todos precisamos cuidar e ser cuidados.
E os jardins?
Se assim fosse
Todos seriam floridos!

(J.L.)


Nessas idas e vindas não dá pra viver
Eu confesso amor, já cansei
Lembro quando tudo começou
A gente não aguentava tanto amor
Era explosão de sentimentos

Eu e você éramos feitos um pro outro
Você me completava você era tudo
Eu sei que a gente sempre vai se amar
Mas não dá mais pra  negar
A gente vai ter se deixar

Vou para longe conservar o que ainda existe
Chega de sofrer, chega chorar
Eu sei que ainda vou te amar
Mas aqui não é, aqui não é o meu lugar

Todas essas brigas e desentendimentos
Não vale a pena deixar tudo acabar
Temos uma história que não dá para apagar
É por amor, que sugiro
A gente ainda pode se amar
Cada um em seu lugar.


(J.L.) 


Não tem jeito, termina o ano e vem aquela sensação, aquela reflexão sobre tantas coisas que ao longo deste ciclo foi mais que um aprendizado.
Não tenho palavras para poder agradecer à Deus por me conceder saúde e me fortalecer em tantos momentos . Tensão, incompreensão, dúvidas, interrogações, loucuras, alegrias, poucas lágrimas graças a Deus, profundas dores e perdas.
Conquistas, sim, aos pouquinhos e devagar como sempre costumo dizer, pois se tem uma coisa que tenho aprendido ao longo do caminho é aprender a ter paciência e perseverança, é devagar e sempre...
Ainda ficou aquela questão de não ter conseguido a principal meta, mas, tá aí novos dias para que tudo possa ser perseguido (os sonhos) e conquistados.
As vezes vacilo eu sei, mas Deus tem me abençoado mais do que mereço, Ele sabe que em mim há uma imensa gratidão, mesmo quando quero afundar sei que sua mão me sustenta.
Enfim, não fiz nem costumo fazer promessas, quero poder ser sempre o melhor de mim no dia-a-dia, nem sempre eu acerto, espero poder perceber a tempo, pois não tenho intensão de fazer o mal, ou ser mau, mas também sei que nunca irei deixar de fazer minhas perguntas, de tentar compreender, apesar de já ter jogado tantas coisas pro alto por não mais querer insistir em coisas que sempre falei ou questionei.
Não sou a melhor pessoa, talvez nem seja a melhor amiga, talvez eu tenha desaprendido muita coisa até de mim mesma e o que sei é que quero cada vez mais me reencontrar, de tanto que me descubro percebo que ainda sei tão pouco de mim e Deus, sim, é sempre Ele a testemunha dos meus esforços para tentar ser o melhor que posso, porque aos olhos dos outros tem sempre os julgamentos, que não irão me travar e se tem uma grande verdade é que nem sempre agradamos a todos, então, paciência, um dia as opiniões podem mudar, eu acredito.
Quero continuar sendo eu, agradecendo, vivendo e não me prendendo aos muitos por menores pois sei, existem maiores e a Vida só é uma para perdermos tempo com coisas e pessoas que não nos acrescentam grandes Aprendizados.
(J.L.)



Quantos você ajudou a alimentar?
Quantos você ajudou a saciar a sede?
Quantos estranhos você acolheu?
Quantos você ajudou a vestir?
Quantos você foi visitar?

A quantos necessitados você foi uma mão estendida?
A quantos necessitados você foi uma palavra amiga?
A quantos necessitados você foi a alegria reprimida?
A quantos necessitados você foi a paz pedida?
A quantos necessitados você fez a fé ser aquecida?
A quantos necessitados você foi Amor sem medida?

A quantos você agradeceu pelo inverso disso?
Quando você se tornou necessitado e encontrou fraternidade
Aqueles que ajudaram em tantas situações adversas
E que talvez você não se deu conta nem foi tão grato assim.
Ainda dá tempo sabia?
Nunca é tarde para fazer uma boa lista!


Um Feliz Natal !!

(J.L.)


Eu lembro
Do primeiro dia em que eu te vi
Nunca fui de me apaixonar
Mas de ti olhar, eu não pude evitar

O coração bateu mais forte
E comecei as minhas investidas
Não dava para acreditar
Nas coisas que eu fazia pra me enxergar

Mas você não estava nem ai pra mim
Tudo o que eu fazia
Não te tocava
Então eu descobri existia outro alguém
E eu cheguei na hora errada

Como pude me apaixonar
Se eu não posso me entregar
Como pude me apaixonar
Se você não teve tempo de me encontrar



(J.L.)



Sentia o mundo no abraço
Por isso não economizava afetos
Não andava com medidor de sentimentos
Apenas acolhia o pouco ou o muito
E doava-se o tanto quanto podia

Insistia em amar
Hora em silencio
Hora tão declaradamente
E ia sorrindo mesmo sem correspondência
Não aprendeu a parar esperando trocos
Seu coração exigia caminhada

E descobria na vida as pessoas
Seus sentimentos livres ou presos
Suas escolhas certas ou erradas
Suas culpas internas e sonhos
Coisas que ela também viveu
E deixava ali seus conselhos a quem pedisse

Aprendeu e vive em busca de mais
Com pouco não se satisfaz
Chora suas dores e rir suas alegrias
Com toda profundidade do momento
E vive indiscutivelmente atenta
Com seus olhos e coração abertos

(J.L.)




Chorei meus desafetos e minhas fraquezas
Chorei minhas angustia
E doía tão profundamente que me fazia soluçar
Falei com Deus e pedi seu perdão
Só Ele sabe o que se passa em meu coração

Revive em pensamento as amarguras
E chorei o que ainda não tinha chorado
Que estava preso, engasgado
E depois foi acalmando
E depois fui suspirando

E me entreguei aos meus versos
Minhas pobres rimas
Tem dias que são assim
Tristes!
E até a tristeza pode virar arte na vida.




(J.L.)



Acredito que muitos dos problemas sociais que temos seja por descontinuidade dessa virtude.
Pense bem! Você se considera uma pessoa boa? O que é ser bom para você? O que tens feito para considerar-se alguém bom?


Disse Joseph Joubert: “ Bondade é amar as pessoas mais do que elas merecem. “
Jesus Cristo disse: “ Se amais somente os que vos amam, que recompensas tens?  Se saudais apenas vossos irmãos que fazeis de extraordinário?”

Essas duas frases, tem um impacto profundo em mim, pois quantas vezes nos pegamos achando-nos tão bons quando não somos capazes de suportar quem nos critica, quem não concorda com nossas “super ideias”, quem teorizamos que fazem conspirações contra nós  e dissimulamos a bondade, vestimo-nos de uma maldade, viramos lobo com pele de cordeiro, e se assim ficamos, nos tornamos inimigos dos outros, impedindo-os de nos amar. Sim, torna-se um círculo, vicioso talvez...


É fácil amar quem nos ama  e muitas vezes, nem somos bondosos também com quem nos dedica amor e atenção, e se não sabemos ser bons nem com quem temos afeição, como ser bom com os demais?

Bondade não se finge, o máximo é uma caricatura que podem fazer, mas a bondade mesmo, aquela que não quer holofotes, aquela que não espera troco, retribuições, aquela que se enfeita de abraços sinceros, amor gratuito, isso não dá pra fingir não. Tão contrario a ela é a maldade, com sua incapacidade de ver o bem onde existe e faz se tornar mal a seus olhos. Não existe razão para ser bom, se você tiver que ter alguma para poder demonstrar seu “ladinho bom”, perdoe, ai vira mercadinho e já existem muitos por ai acabando com a sociedade.

Bondade é virtude e deve ser cultivada, pode ser aprendida e deve ser conservada, a maldade também pode, agora  depende de cada um aquilo que quer deixar dentro de si, lembrando que, a boca fala daquilo que o coração está cheio e eu acredito que as atitudes também...

(J.L.)




Esses dias li uma frase na internet que muito me fez e faz refletir, frase simples mas de impacto que dizia: Viver significa lutar!
Viver, viver e viver é algo que sempre refleti muito, acho que é uma arte, um aprendizado intenso e que quando pensamos que aprendemos ainda tem mais lição.
  
Lutar é alto que desde cedo existe dentro de mim, apesar de achar que ando negligenciando minhas lutas, porque chega um momento que a gente não quer mais perder tanto tempo.
Viver é aprender a lutar e lutar pra viver, pra se viver bem, mas eu sei que nem tudo é favorável. 

As lutas geram feridas, deixam cicatrizes, tem derrotas, algumas vitórias também, mas o ser humano vive insaciável, na busca, na sua lida, ora se perde nas suas próprias lutas.
Perdi-me muitas vezes, confesso, encontrei novos caminhos, perdi as contas também de quantas vezes tive que recomeçar, refazer as ideias, chorar escondido, manter a calma, perder o juízo, as estribeiras e recompor-me porque ninguém podia entender meus lamentos.

A vida é um livro que nem sempre mostramos todas as páginas e existem guerras que travamos que ninguém nunca vai imaginar, as vezes se contarmos ninguém acredita e eu fico pensando o que mais tem pra viver, pra lutar.

É verdade, as vezes essa vida é confusa, tem gente que se perde e não mais se encontra, tem gente que se transforma (se torna melhor ou pior) porque as lutas modificam, alguns desistem, outros vivem num embate constante, outras apenas fazem volume, nem se importam com nada nem com ninguém e existe tantos e tantos outros que mesmo nas infindas batalhas não deixam perecer a esperança.


A gente não pede pra viver, mas estamos aqui! E como vamos levar essa vida? Isso eu sempre me pergunto!!! 
E vou refletindo... há tantos pensamentos...

Mas que não fique dúvidas: Eu amo a vida! E luto nela e por ela!



(J.L.)


É sempre assim, algumas noites me são tão longas
Naqueles embates de pensamentos
Sobre ser quem sou
Sobre coisas profundas

Algumas lágrimas que caem sem pestanejar
Às vezes nem sei mesmo o porquê
É  uma ausência do que não tive
Ou do que gostaria de ter

Não sei se é saudade, mas de que, ou de quem?
Sei que dói, sei que sinto e sinto comumente
Como num círculo vicioso
Que quer se completar e vive um loop

A noite termina e simplesmente o dia amanhece
E a dor não pode ser vista
Então vou para a vida guardando tudo
Para as longas noites doídas.


(J.L.)





Teu destino é estar em minhas águas
Ainda que por um lado desconhecido
Porque quando pensas não me pertencer
Tu te adentras mais em meus infinitos

Estar perto é sentir as ondas que meu coração revela
Afastar-se pode ser sentir calmaria
Mas ainda ali sou eu
Na vasta lembrança da tempestade que viro

Perto ou longe, atracado ou em mar aberto
Tu não serias barco se não navegasse
Se meu cheiro não te atraísse
Se minhas águas não te chamassem


Tu sabias disso
E como veleiro mesmo teimoso se resignava
Se rendia por querer mesmo
Porque imensidão é teu desejo

E tu se punha em coragem
De ir ao meu encontro
Deixando o leme do amor guiar
Meu Barco, sempre serei teu Mar.


(J.L)


Teus olhos em meus olhos
E todo o entendimento de nós
Dos segredos mais bobos
Dos desejos mais profundos

Nós somos como uma ingênua fome
Que não sabemos se temos
E na prova descobre-se o querer mais
Porque nem sabemos o porquê

Nós somos também o receio de sermos
O respeito pela inocência
A contrariedade do certo
O impulso do terno querer

Teus olhos em meus olhos
E toda a vontade que temos em nós
Que aumenta a audácia
Que salta nos abraços mais fortes

São teus olhos...
São meus olhos...


(J.L)




Sim, à tardinha é vislumbrante
Recheada de lembranças
Voltas no tempo
Do tempo bom de viver ou não

Eu cá, tão velha, sentada à porta
E vejo essa juventude tão apressada
Sempre correndo
Sem tempo pra nada

Quem pode me ouvir escuta minhas histórias
Tanto que foi sofrido
E tanto que foi vivido
Mas quase ninguém quer perder  a hora

E nesses dias que se encerrarão
Quisera poder ter deixado legado
De ensinamento que à vida dediquei
Que tempo, meus queridos
Ninguém nunca sabe se vai ter.


(J.L.)




Quem disse que ela queria ele para ela?
Quem ousou pensar que ela exigiria dele alguma coisa?
Ela só queria ser dele quando ele quisesse ser dela
Caso contrário, ela gostava assim mesmo, de graça

Ela nunca quis o que não se permite para ela
O que não dispõe de algum tempo ou alguma atenção
Mesmo que fosse tão pouco ou quase nada
Ela insistiria na menor da menores oportunidades

Quando ele queria, ela estava lá
Para ser dele inteiramente no momento
Não para servi-lo mas para servirem-se
Ambos buscavam-se apenas

E ninguém poderia medir tal sentimento
Ela amava-o na pequena presença
E tentava multiplicar os minutos
E continuava amando-o na ausência

Ela só sabia que não se importava com o tempo
Ela tinha tempo para quando ele os beneficiassem
Ela só sabia que vivia amando, sentindo
Livremente ela caminhava para ele

Ela tinha a liberdade de querer ser dele
E não importava o que os outros pensassem sobre o Amor
Ela sabia exatamente o que sentia
E ele também.

(J.L)




Tentei está perto
Tentei ser tão presente
Tentei te fazer acreditar naquilo que havia desacreditado
Tentei  amenizar tua dor

Teu olhar me afastou
Tuas palavras ainda que não ditas me mandavam embora
Tuas atitudes me magoavam e doía tanto
E a indiferença partiu meu coração

E fui ficando longe
E fui me acostumando a não te ter
E fui chorando em silencio
E eu nunca soube o que de fato aconteceu

E às vezes me pego pensando em você
Sem nunca ter compreendido tal distancia
Ainda rezo por você mesmo sem pedir
E percebo que não esqueci nada

E ainda dói, pois não vejo mais teus risos
E tenho saudades das conversas falando da vida
E me agarro ao pensar no quanto possas está bem e feliz
Nunca te desejei o contrário !


(J.L.)