Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Esses dias li uma frase na internet que muito me fez e faz refletir, frase simples mas de impacto que dizia: Viver significa lutar!
Viver, viver e viver é algo que sempre refleti muito, acho que é uma arte, um aprendizado intenso e que quando pensamos que aprendemos ainda tem mais lição.
  
Lutar é alto que desde cedo existe dentro de mim, apesar de achar que ando negligenciando minhas lutas, porque chega um momento que a gente não quer mais perder tanto tempo.
Viver é aprender a lutar e lutar pra viver, pra se viver bem, mas eu sei que nem tudo é favorável. 

As lutas geram feridas, deixam cicatrizes, tem derrotas, algumas vitórias também, mas o ser humano vive insaciável, na busca, na sua lida, ora se perde nas suas próprias lutas.
Perdi-me muitas vezes, confesso, encontrei novos caminhos, perdi as contas também de quantas vezes tive que recomeçar, refazer as ideias, chorar escondido, manter a calma, perder o juízo, as estribeiras e recompor-me porque ninguém podia entender meus lamentos.

A vida é um livro que nem sempre mostramos todas as páginas e existem guerras que travamos que ninguém nunca vai imaginar, as vezes se contarmos ninguém acredita e eu fico pensando o que mais tem pra viver, pra lutar.

É verdade, as vezes essa vida é confusa, tem gente que se perde e não mais se encontra, tem gente que se transforma (se torna melhor ou pior) porque as lutas modificam, alguns desistem, outros vivem num embate constante, outras apenas fazem volume, nem se importam com nada nem com ninguém e existe tantos e tantos outros que mesmo nas infindas batalhas não deixam perecer a esperança.


A gente não pede pra viver, mas estamos aqui! E como vamos levar essa vida? Isso eu sempre me pergunto!!! 
E vou refletindo... há tantos pensamentos...

Mas que não fique dúvidas: Eu amo a vida! E luto nela e por ela!



(J.L.)


É sempre assim, algumas noites me são tão longas
Naqueles embates de pensamentos
Sobre ser quem sou
Sobre coisas profundas

Algumas lágrimas que caem sem pestanejar
Às vezes nem sei mesmo o porquê
É  uma ausência do que não tive
Ou do que gostaria de ter

Não sei se é saudade, mas de que, ou de quem?
Sei que dói, sei que sinto e sinto comumente
Como num círculo vicioso
Que quer se completar e vive um loop

A noite termina e simplesmente o dia amanhece
E a dor não pode ser vista
Então vou para a vida guardando tudo
Para as longas noites doídas.


(J.L.)





Teu destino é estar em minhas águas
Ainda que por um lado desconhecido
Porque quando pensas não me pertencer
Tu te adentras mais em meus infinitos

Estar perto é sentir as ondas que meu coração revela
Afastar-se pode ser sentir calmaria
Mas ainda ali sou eu
Na vasta lembrança da tempestade que viro

Perto ou longe, atracado ou em mar aberto
Tu não serias barco se não navegasse
Se meu cheiro não te atraísse
Se minhas águas não te chamassem


Tu sabias disso
E como veleiro mesmo teimoso se resignava
Se rendia por querer mesmo
Porque imensidão é teu desejo

E tu se punha em coragem
De ir ao meu encontro
Deixando o leme do amor guiar
Meu Barco, sempre serei teu Mar.


(J.L)


Teus olhos em meus olhos
E todo o entendimento de nós
Dos segredos mais bobos
Dos desejos mais profundos

Nós somos como uma ingênua fome
Que não sabemos se temos
E na prova descobre-se o querer mais
Porque nem sabemos o porquê

Nós somos também o receio de sermos
O respeito pela inocência
A contrariedade do certo
O impulso do terno querer

Teus olhos em meus olhos
E toda a vontade que temos em nós
Que aumenta a audácia
Que salta nos abraços mais fortes

São teus olhos...
São meus olhos...


(J.L)




Sim, à tardinha é vislumbrante
Recheada de lembranças
Voltas no tempo
Do tempo bom de viver ou não

Eu cá, tão velha, sentada à porta
E vejo essa juventude tão apressada
Sempre correndo
Sem tempo pra nada

Quem pode me ouvir escuta minhas histórias
Tanto que foi sofrido
E tanto que foi vivido
Mas quase ninguém quer perder  a hora

E nesses dias que se encerrarão
Quisera poder ter deixado legado
De ensinamento que à vida dediquei
Que tempo, meus queridos
Ninguém nunca sabe se vai ter.


(J.L.)




Quem disse que ela queria ele para ela?
Quem ousou pensar que ela exigiria dele alguma coisa?
Ela só queria ser dele quando ele quisesse ser dela
Caso contrário, ela gostava assim mesmo, de graça

Ela nunca quis o que não se permite para ela
O que não dispõe de algum tempo ou alguma atenção
Mesmo que fosse tão pouco ou quase nada
Ela insistiria na menor da menores oportunidades

Quando ele queria, ela estava lá
Para ser dele inteiramente no momento
Não para servi-lo mas para servirem-se
Ambos buscavam-se apenas

E ninguém poderia medir tal sentimento
Ela amava-o na pequena presença
E tentava multiplicar os minutos
E continuava amando-o na ausência

Ela só sabia que não se importava com o tempo
Ela tinha tempo para quando ele os beneficiassem
Ela só sabia que vivia amando, sentindo
Livremente ela caminhava para ele

Ela tinha a liberdade de querer ser dele
E não importava o que os outros pensassem sobre o Amor
Ela sabia exatamente o que sentia
E ele também.

(J.L)




Tentei está perto
Tentei ser tão presente
Tentei te fazer acreditar naquilo que havia desacreditado
Tentei  amenizar tua dor

Teu olhar me afastou
Tuas palavras ainda que não ditas me mandavam embora
Tuas atitudes me magoavam e doía tanto
E a indiferença partiu meu coração

E fui ficando longe
E fui me acostumando a não te ter
E fui chorando em silencio
E eu nunca soube o que de fato aconteceu

E às vezes me pego pensando em você
Sem nunca ter compreendido tal distancia
Ainda rezo por você mesmo sem pedir
E percebo que não esqueci nada

E ainda dói, pois não vejo mais teus risos
E tenho saudades das conversas falando da vida
E me agarro ao pensar no quanto possas está bem e feliz
Nunca te desejei o contrário !


(J.L.)




Às vezes a gente perde sem nem perceber
Perdemos coisas
Perdemos pessoas
Por descuido mesmo

Não estávamos atentos
Não soubemos valorizar
Quando nos damos conta já se foi
Já tá longe e outro alguém encontrou

Daí nem sabemos quando e como aconteceu
Só sente a falta na precisão
e depois a indiscutível falta que faz
Se faz!

E perde-se porque olhava e não via
Era bom e não dizia
Era valioso e foi esquecido
E de tão esquecido perdeu-se.



(J.L.)






Não se faça distante
Não se faça ausente
Não se abstenha das ações
Nem tão pouco pense que o amor quer caminhar só

O amor necessita de cuidados
Dos mais básicos possíveis, mais necessita
Mesmo que ele seja tão infinito
Se não tiver atenção, abraço, carinho, ele definha

O amor não se acostuma em ver o ser amado longe
Longe em distância, longe no perto
O amor se alimenta do olhar, do afago
Da suntuosa imaginação do que podem fazer juntos

Quando o amor fica abandonado ele fica amargo
Às vezes é difícil de reverter
E quando ele resolve se afastar é a pior de suas decisões
Onde cada passo é como se caminhasse para a sua morte
E como dói ele caminhando nesse rumo sem saber quando vai chegar.



( J.L. )





Nunca esperou por ninguém
Segue seus instintos, suas vontades
Dona da sua mente, do seu coração
Cheia de percepções de vida

Aprende com seus erros e observando os dos outros. Indiscutivelmente não cria medos dentro de si e os supera sempre que aparecem.
Espontaneidade é registro fácil de detectar
Não tem porque ser outra para agradar
O respeito é para todos e mesmo quem não quer o terá.

A verdade é tudo o que pode tocar e sentir e carrega tantas expostas e ocultas.
Sua opinião é para quem de fato quer ouvir, se não quer, por favor não pergunte.
Seus conselhos são de graça sim mas são conselhos, nunca imposição.
Seus defeitos podem ser tantos a tantos que queiram julgar, mas ela sabe de sua imperfeição, tenta ser melhor no que pode, às vezes dá certo, às vezes não, paciência, não dá para acertar sempre ainda que queiramos.
A liberdade é o que a deixa leve, ela se livra de todas as amarras que queiram lhe colocar.
Aprendeu a amar assim, livremente, deixando que tudo cheguei naturalmente, que fique o tempo que for com clareza e querer e que se vá no tempo que for preciso.
Divide o que tiver de bom com quem estiver ao seu redor, não sabe ser mesquinha a não ser quando tiver suas tristezas, essas ela não sabe e nem gosta de dividir, ela prefere estuda-las até o último ponto e tirar aquela lição.
A sua vida é poesia pura, daquelas de tamanha sensibilidade e profundidade, sempre mergulhou nas palavras escritas e rimas, lê-las pode ser fácil mas há tantos mistérios que só o coração poderá entender.
E assim se veste em vida como quem quer tudo e não quer nada, mas seus olhos nunca vão negar seu querer , assim como ela nunca vai desistir do que quer, se for viável obviamente, porque também ela não se impede de mudar, nem de atitude, nem de ideia se assim necessitar.

(J.L.)


O tic-tac do relógio devora tudo em questão de segundos. A vida é restrita nessa limitação de que não sabemos se temos tempo. Às vezes pensamos e nos engamos achando que o teremos.

Esse Doce engano que tantas vezes nos impede de sermos melhores hoje, de fazermos o bem agora, de submergirmo-nos na cultura do ter, do poder, quando nem sabemos se teremos tempo para amar quem não soubemos amar, dar valor às coisas que verdadeiramente são importantes na vida.

Não tarde as boas atitudes, os bons sentimentos e esse querer viver para ser e fazer feliz as pessoas que estão ao nosso redor. Minimize os detalhezinhos supérfluos, exigentes e até mesmo aquele oportunismo de querer se dar bem à custa dos outros sem lhe dar os méritos. 

Faça brotar hoje os risos, não deixe para amanhã não. O amanhã é utopia, dádiva maior para fazermos um pouco mais, aquilo de bom que não deu pra concluir no dia anterior. Não percamos o hoje, o tão agora inusitado e desconhecido, que nos traz inúmeras oportunidades que não conseguiremos enxergar se fitarmos mais nas incompreensões, na raiva e tantos outros infortúnios que nos tiram a possibilidade de sermos melhores.

E não é que isso seja repetitivo, clichê ou outras coisas, pensar enganador esse, que impedem nossos pensamentos mais evolutivos e altruístas, nosso ser, nosso  fazer ou aquela experiência que nos deixa cheios de nós mesmo, de “tanto” conhecimento recheado de petulância nos deixando tão superiores a ponto de nos ludibriarmos com mascarás de humildade.

A verdade é que podemos ler inúmeros texto sobre o tal do “ precisamos mudar” mas se não quisermos mudar, vamos continuar na mesma, cheios das teorias mutantes e nunca aplicadas e aquelas velhas reclamações de que nada dá certo ou de que o mundo parece está contra nós, a verdade é que o tempo não espera por nós, nós é que devemos nos atentar a ele enquanto o temos e ele vai nos devolvendo cada ação realizada. Reconhecermos isso é crucial.

Aproveite o tempo que tem agora. Pense! Reflita!
Eu sei que posso mudar, ser um pouco melhor do que fui ontem, às vezes eu não sei como, não tem receita, é por isso que podemos errar e tentar de novo, e podemos superar as nossas próprias expectativas. A gente só tem mesmo é que dá o passo e seguir e deixar que esse amigo Tempo nos permita ficarmos experientes a ponto de sermos bons exemplos.

(J.L.)





Escrever me tira tantos sentimentos vividos, observados, aprendidos, proibidos, conservados, pensados, labutados, impregnados, constantes, limitados...

Escrever me renova, me enche, me esvazia...

É sempre uma controvérsia, não sei se é da poesia ou do poeta!

Escrever às vezes dói, às vezes liberta, às vezes sufoca, às vezes é nada mesmo!

Só sei que escrever é necessidade, de expor o que muitas vezes não cabe em mim, mas cabe em linhas.



(J.L.)


Às vezes vamos para longe, tentando minimizar alguns porquês, mas nada nos abandona se assim não permitirmos. A alegria não nos abandona se queremos ser alegres, a tristeza não nos abandona se queremos ser tristes, como também o amor não o encontraremos se não o reconhecermos nos pequenos gestos.

Às vezes vamos para longe, pensando que teremos as coisas que ainda não temos no lugar que estamos e vamos nos distanciando mais ainda de quem somos verdadeiramente.

Podemos ir a qualquer lugar e tudo continuará do mesmo jeito da mesma forma. Se não estivermos abertos a novas cores, a novos aromas que adianta ir ao campo?

Nossos sentidos precisam sentir mais, não para sermos mutantes sem limites, mas para aprendermos os gostos e aquilo que nos proporciona melhorias.

A mente precisa respirar o que as narinas inalam, precisa observar o que os olhos veem, precisa tocar o que as mãos apalpam, ouvir o que talvez as palavras não dizem, apreciar o que a boca degusta,   precisa compreender o que o coração sente, não apenas pela propriedade, mas pela experiência que permite mais e melhores escolhas.

(J.L.)


Esse amor que invade o peito
Que briga com a razão
Que enfrenta os riscos
E se joga sem noção

Que quer sentir o abraço
O aperto de mão
E entre o olhar furtivo
O acelerar do coração

Que planeja a ação
Que se perde e resgata com emoção
E se aquece no momento
No único ato de atenção

Esse amor, amor
Livre de pressão
Que se a gente entende
Entende que não faz mal não.

(J.L.)



A gente tem saudades daqueles tempos de outrora
Quando não precisávamos nos preocupar com muitas coisas
Quando ainda não tínhamos nossos corações partidos por alguma decepção
E a vida era tão fácil, tão alegre, tão leve

A gente não entendia muito de política
Acreditava em tudo, tínhamos esperanças
Cantávamos o Hino Nacional nas escolas
Brincávamos livremente nas ruas e era tão seguro

A gente tem saudade de quando podíamos sentar à frente de nossas casas
Para conversar com um amigo vizinho
Ou fazer visitas e enviar cartas para contar as novidades
E isso não nos tornava indiferentes ao outro

A gente tem saudade não é do passado não
A gente tem saudade é de gente mesmo
Das honestas, das verdadeiras, das que se preocupam com os outros
Das que não criam tensões, das que sabem pelo que estão lutando
Das que querem o seu bem e o bem dos outros

É disso que a gente tem saudade!


(J.L.)


Se nada fosse possível
Nós o faríamos mesmo assim
Não tem como explicar

Às vezes é querer
Às vezes é perigo
Às vezes é indescritível

O nós, é um pensar oculto
É um viver de risco
É uma liberdade que prende
É uma compreensão na cumplicidade
No momento, no qualquer dia

Tentar explicar para que?
Qual de nós poderia dizer?
Fica assim entre nós não explicito
Aquele subtendido que nem mesmo a gente entende.


(J.L.)



Gosto de minha companhia
De estar comigo mesma
Com meus pensamentos
Minhas ideias

Gosto do agitado da minha vida
E também da sua calmaria
Que me esforço para ter
Aquela solidão tranquila

E me apego ao meu silencio
Tão profundo
Tão meu
Tão incógnito

E transcendo dentro em mim
Como quem se esconde e se revela
Sendo fácil ou difícil
Há quem ache e há quem não me encontre.

(J.L.)



* Cenas do Filme: A Paixão de Cristo ( Mel Gibson)

Quando o tentaram no deserto
Ainda assim Ele foi forte porque sabia sua missão;
Quando o traíram com um beijo
Ainda assim Ele chamou Judas de amigo;
Quando o negaram
Ainda assim Ele deixou a Pedro suas ovelhas para apascentar;
Quando o crucificaram
Ainda assim Ele pediu ao Pai para perdoar o que fizeram;
Quando negaram a verdade
Ainda assim, Ele não desistiu de nos salvar;

É por isso que Ele foi um grande líder, mesmo sendo Deus, Ele assumiu nossa condição, lavou nossos pés, sofreu calúnias e difamações. Veio cumprir sua missão e não se fez de vítima, Ele era o cordeiro. Não se escondeu atrás de seu poder nem poupou de ninguém a verdade revelada, Ele era a Verdade. Ele estava à frente de tudo, Ele ensinava como os discípulos deviam fazer e quando estes se alteravam Ele acalmava os ânimos, Ele era paz. Sua voz era ativa e nem precisava reivindicar diretos, Ele instigava a reflexão, Ele era inspiração. E Ele dividia o pão, o vinho, a sua vida, Ele conhecia a limitação de todos mas sabia onde cada um podia chegar e confiava, Ele era a Caridade.
Olhemos para Ele, o Cristo, e aprendamos em como sermos mais verdadeiros uns com os outros, a sermos inspiração para quem estiver ao nosso redor, a sermos caridosos no sentido mais amplo da palavra. Ele disse “Aprendei de mim”, porque sabia que suas ações podiam ser imitadas. Queira você, ser o melhor bem que alguém possa querer ser também.
(J.L.)


Amei-te quando ouvi falarem de ti
Pelos ouvidos nasceu tal sentimento
E que alegria foi quando meus olhos puderam te ver
Quando apareceu naquela porta procurando por alguém
E foi eu que encontrei quem eu já amava sem ver

Amei-te quando ouvi sua voz, quando vi seu sorrir
Quando olhei seus olhos timidamente
Meu coração falava comigo: É ele!
E em poucos minutos você se foi dali
Mas depois deste dia eu jamais o esqueci

Ficamos amigos e era tão nítido o que sentíamos
Todos percebiam a reciprocidade, a conexão
Nossos olhos sempre se procuravam
Nossas mãos queriam estar juntas
Eu te amava e você me amava, eu sei

Você tentou, eu resisti
Era tão intenso que eu vivi as controversas
De querer e não querer
De sentir e não sentir
De te ter e não ter

E foi assim a vida inteira
Nos amamos na esperança
No adeus de cada partida
Na distancia que nos afastava
Na dúvida se gostávamos ou não um do outro

Foi esse platonismo louco
De sempre que ouvia teu nome
Ou sentia teu cheiro
Ou ouvia a chuva que tanto impediu nossos beijos
Que me inspirou tantos versos

Foi de detestar teus vacilos que recuei
Foi de ilusões de adolescente que mal conhecia a vida, pensei
Dos ciúmes bobos e orgulhos menores que criei
Foi das lágrimas e dor de não acreditar, duvidei
Foi de amar amando, nunca dito
Mesmo olhando-te profundamente

(J.L.)








Olhar para Ti Senhor e poder fortalecer-me
Travar as lutas diárias e saber que mesmo que eu não tenha vencido alguém lutou comigo
É poder te sentir perto e nunca ausente
É sempre ter para quem correr quando ninguém consegue te compreender
É poder chorar sem receio porque teu consolo é constante
E é poder sorrir porque quem mais poderia nos trazer tantas esperanças mesmo diante de uma sociedade tão voltada para si?
É poder acabar o dia e meditar se consegui ser justa e te olhar profundamente pedindo para que me ensines a ser melhor para meus semelhantes.
Olhar-Te Senhor e nunca desviar, nem desistir de ver tua Beleza que é a mais pura, de perfeita realeza.
Não desviar meus olhos de Ti, nem meus pés de teus caminhos, nem minha vida da certeza que tenho de querer está sempre contigo.


(J.L)




É assim, quando você se encontra rodeadas pelos sentimentos
Amar, não amar
Sentir, não sentir
E você se pergunta por que tanto te maltrata se conheces tão bem
Esse amor que desde cedo tratou em decifrar, em escrever
Esse amor que tantas vezes renunciou mesmo não querendo
Esse amor que se calou mesmo querendo sorrir
Esse amor que precisou sufocar mesmo querendo sair
Esse amor regado pelas lágrimas e crescido pelas rimas de poemas
Se através dos versos e apenas ali pode amar de verdade e sem medo
De contar as felicidades que podia ter vivido
E expressar a dor de tanto ter sofrido
Sentir apenas foi a saída
E sobreviver amando mesmo não sendo amada.

(J.L.)


Quantas vezes nos enganamos no amor. Achamos que amamos e achamos que somos amados e depois quando o mínimo dos mínimos ou o limite do suportável bate à nossa porta o amor se esvai, acaba, finda, cria raiva, ódio, rejeição, lamentação, sofrimento...

E os olhos se abrem e nossa mente também, pensamos quanto tempo dedicado, quantas renúncias feitas sem valer a pena, quantos abraços podem ter sido em vão e quantas dúvidas se foi ou não foi amor.

A gente cai em lágrimas, em negações, às vezes nos agarramos a pequenas esperanças querendo que tudo mude, que tudo seja um mal entendido e desejamos que tudo possa passar e se passa dificilmente volta a ser como era.

Eu entendo que o amor é constante, amor não oscila, não tem medidor, amor não tem primeira vista tem inúmeras, amor é o descobrimento do outro.O amor é raro porque ele não é egoísta, amor é via de mão dupla, amor é amor quando se sacrifica, quando se doa e quer fazer dar certo. Amor é esforço diário, é decidir amar e acreditar todos os dias que podemos amar além das imperfeições do outro. Amor é doar-se para as alegrias e tristezas que a vida pode trazer.


Se não tens isso não é amor, não se engane, o amor não é de momento, de uma pequena empatia, de explosão de sentimento sem definição, no amor sabemos quem somos e o que queremos e por onde estamos caminhando, se você se sente perdido na relação ela não te levará a nenhum lugar.


Queremos sim ser amados, mas não vejamos amor no primeiro ato de delicadeza, às vezes é só delicadeza mesmo, se for amor se tornará melhor, porque o amor é assim, ele é capaz de nos tornar melhores, não pelo outro, mas por nós mesmos em querermos ser o melhor para o outro. Simples assim. Porque o amor é pura simplicidade, se é complicado já deixou de ser amor, porque ele não se prende aos complexos interiores, ele se manifesta em pequenos atos de quem livremente permite que ele brote. Apenas assim.

(J.L.)



Resta-me escrever, quando não cabe mais no peito as coisas que ficam guardadas, quando o coração já não aguenta aquela pressão e a voz nem que quisesse sairia.

Resta-me escrever, quando preciso desabafar de mim mesma, desse meu jeito de me importar demais com algumas coisas quando poucos se importam

Resta-me escrever, quando não se tem nenhum ombro amigo para chorar ou para pensar que alguém se importa com o que você pensa ou deixa de pensar

Resta-me escrever, quando as linhas te fazem entender que você precisa ser mais uma vez forte quando tudo que você queria era mesmo desmoronar

Resta-me escrever, porque a poesia ampara e liberta, porque a dor se transforma em verso e o amor continua sendo amor mesmo com dor.



(J.L.)


Como tens me acompanhado
Ó minha grande amiga
Penso como seria meus dias sem ti
Sem a compreensão com que aténs-te

Conhece-me tão bem
E tenho encontrado consolo em minhas noites
Quando devolves para mim
As intensas angústias vividas

Tens me ensinado a ser forte
A andar sem esperar tanto
A viver como quem sabe do destino
A não contar, quando não se tem com quem contar

Tens chorado comigo
Quando dói alguma dor
Em silencio ou em algum lugar escondido
E depois, mostra-me o que é preciso

Tenho sobrevivido aos percalços
E suportei quando achava que não
Há quem te rejeite, mas eu
Sou tua amiga, Solidão!

(J.L.)




Pareço estranha sim
Nem sei quando me desliguei
Quando deixei de sentir
Quando deixei de me importar

Eu nem tenho saudades de quem fui
Mas prefiro assim
Sem ter que me envolver demais
Sem permitir que me tirem a paz

Um tanto fria
Insensível talvez
Criei meus muros
Travei minhas portas

Demorou um pouco
Aprender às vezes machuca
Desapegar dói
Refazer-me exigiu tempo

Recriei meu mundo
Mudei até de sonhos
Deixo verem o superficial
Meus íntimos agora são totalmente meus.


(J.L.)



Nas horas que me recolho
Para ir aos teus braços
Que seria de mim se não estivesse aqui
Se não me escutasse

Quando as palavras já não querem sair
E teu alento me acolhe
Vês bem mais de mim
O que eu mesma não sei definir

Sei que quero ficar contigo
Mesmo que eu não mereça
Preciso de ti, desta tua paz
Tu és minha maior certeza.


(J.L.)





É em noites como esta que a solidão toma conta
E ela nada mais é que ausência de você
De quando existia um pouco de felicidade em mim
E a chuva podia cair lá fora
Porque teus braços me acalentavam

Não existia frio
Não existia distancia
Não existia saudade
Eu bem pensei que existia amor

Mas se existisse essa noite não seria assim
Esse dia podia não ter sido ruim
Tudo podia estar diferente
E nós, talvez um nós...

Hoje já não me doi tanto
Eu aprendi a ser só
Porém o danado coração reclama
Por um tempo que houve o “só nós”.


(J.L.)


Aprendi o quanto é importante termos saúde e que sem ela podemos sim ficar abatidos ou deprimidos, mas podemos ainda assim amar a vida, compreendi que pessoas debilitadas em sua saúde perdem rumos e outras podem se encontrar, outras podem se fortalecer e outras podem enfraquecer...

Aprendi que poucos irão se importar quando você realmente precisar, mas os bons amigos sempre estarão perto e te incentivarão, mesmo que com uma palavra e com orações. “Eu sei que alguém rezou por mim, eu senti!”

Aprendi que o trabalho nos dá frutos, especialmente o conhecimento e isso o dinheiro não paga e que é muito bom poder ter atingido objetivos em meio a este cenário político e tão desacreditado. Que o trabalho honesto é motivo sim de orgulho e através dele podemos realizar nossos sonhos.

Aprendi como é maravilhoso dividir experiências com jovens, propagar o pouco que aprendi de Deus que é Imenso, mesmo que um dia por semana mas que foram bem vividos e poder acreditar que todos estão bem conscientes e perseverantes. É a perseverança que nos permitirá chegar lá!

Aprendi que em muitos momentos na vida bom mesmo é escutar, parar e pensar, que as críticas que me fazem devem ser sempre avaliadas e que elas podem me ajudar a melhorar. Que é muito importante avaliar a situação para assim expor meu ponto de vista.

Aprendi que nossa própria mente nos engana, fazendo-nos pensar que foi de um jeito sem ter sido, por isso, nunca compensa nos irritarmos com algumas coisas se nem demos tempo a nós mesmo de lembrarmos se foi ou não foi assim. Detalhes pequenos nunca devem ser levados a um teor grande.

Aprendi, na verdade sempre acreditei nisso, mas vivi com mais ênfase esse ano, que o bom humor salva tantas relações, que é muito melhor sermos compreensivos, rir dos problemas, tratar as pessoas com atenção e sempre com alegria. Um sorriso abre muitas portas.

Aprendi que não devemos nos importar com coisas banais, com gente banal, que devemos relevar as pessoas sem noção que aparecem porque infelizmente alguns não aprenderam a ter maturidade. Paciência é uma grande virtude a se exercitar.

E aprendi que é preciso ter FOCO, traçar seus sonhos e tudo vai acontecer, não adianta achar que algo vai melhorar se não se toma atitudes para que melhore, então preciso saber o que quero, como quero e o que vou fazer para atingir o que quero. E existirão muitos dando opiniões para você disso ou daquilo, os do contra e os a favor e é sempre bom avaliar e formatar suas próprias estratégias e vai na Fé e na Coragem. Sem isso, acredite, não se consegue muita coisa. Sonhe e foque! Os meios se adequarão porque encontraremos um jeito de fazer dar certo. Basta acreditar!

(J.L.)