Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Era assim na infância, quando muitas vezes expressavam que eu parecia não ter a idade que tinha, quando passava horas conversando atentamente com algumas pessoas mais velhas, sempre olhando nos olhos, dedicando o tempo preciso, mergulhando nas histórias e experiências que cada um trazia. Aprendi muito escutando as histórias de vida dos familiares, amigos e quem pudesse me dedicar um tiquinho de tempo. 

A realidade sempre me foi crua, ouvir ou viver situações duras e com isso poder estabelecer as nossas escolhas, no real, com alegria ou com a ausência dela para assim tornar nossa vida melhor. Talvez tenha sido isso, nos poucos abraços e nas poucas mãos estendidas que pude agarrar-me, que me fizeram compreender a preciosidade do Tempo, que não espera por ninguém e daí compreender que só tenho o agora, pra ser feliz, amanhã ninguém sabe não. E não é que seja eterno enquanto dure não, que me perdoe o poeta, a eternidade simplesmente permanece e o abraço sabe expressar e acolher isso muito bem. 

(J.L.)

 #TãoEu

Escrito em 19 de setembro de 2019



Que sejam apaixonados
Que sejam românticos
Que sejam companheiros...

Mas que não se enganem
Nem ao outro, nem a si mesmo
Que não jurem amor eterno
Quando não puderem reconsiderar defeitos ou erros
Quando um quiser se sobressair sobre o outro
Quando alguém se considerar melhor que o outro
Seja em inteligência, em vivência, ou até mesmo materialmente

Que não brinquem com esta eternidade
Se o sentimento for tão forte e eloqüente
Como uma fogueira...
Pois esta, pode deixar cinzas
Se não houver quem a alimente
De eternidade não temos dimensão
E assim é o amor

Que os namorados sejam amantes
Amem-se em tudo
Aprendam um com outro
Fortaleçam-se nos abraços
Mas não jurem um “amor infinito”
Se pensarem que amanhã se não der certo tudo bem
Ou que seja eterno enquanto dure

Se os namorados quiserem
Durará!
Porque o amor não vai se limitar
E é aqui a magia do eterno
Quando se querem
Para juntos caminhar...

(J.L.)

“E se eu pudesse eternizar um momento, 
seria este, no qual estou em teus braços.”

(J.L.)



Por diversas vezes pergunto-me por onde eu andaria, o que estaria fazendo agora neste momento se não tivesse tido a profunda experiência de Deus em minha vida. Desde pequena, Já me via diferente, meu pensar, meu jeito, meus sonhos... Frequentava a igreja, admirava os cantores, os salmista, refletia as palavras do bispo, que tão cheio de sabedoria sempre tocava meu coração.


O apreço pelos sacramentos e minha catequese, sempre me motivaram, mas sempre penso, antes de tudo isso, de conhecer a doutrina, existia um desejo maior que procurei por tanto e muito tempo...


Sim... desde a infância eu procurava a verdade e queria permanecer no caminho que aos poucos fui aprendendo na minha igreja. E depois te ter passado por tantas provações e tantas noites em meu leito, sozinha e aflita, não me deixava vencer pela desesperança. Ainda não sei o que me impulsiona até hoje... Porque os caminhos de fato me são estreitos e por vezes me doem tanto e Deus sabe, o quanto de luta tenho enfrentado, para continuar...


É tão difícil perseverar! Mas é engraçado, os sonhos, aqueles de criança, continuam tão vivos... As crenças e as esperanças... Às vezes reluto, comigo mesmo, digo que preciso parar de ser tão boba, de acreditar que as pessoas tem algo bom, às vezes eu quero ser muito má e fria... mas quando me olho no espelho vejo que Deus não me criou assim...


E o mundo ta aí, dizendo-me que casamento é contrato, que amor é coisa do passado, bom mesmo é aproveitar o momento e “curtir” porque a vida é curta. E eu olhando pra esse mundo e me sentindo tão fora dele, enquanto muitos se embebedam em seus prazeres estou em busca de algo mais que me faça ter paz, ter paz e nada mais.


É. E não tenho encontrado essa paz na euforia deste mundo apressado demais, aberto para engolir os que se deixam levar. Ai eu paro por diversas vezes e oro... Ainda que eu atravesse o vale da morte não temerei mal algum... Fecho meus olhos e sinto meu coração se derramar... por vezes não tenho nem forças para falar e nem palavras consigo encontrar para entoar a voz que chama, que contesta, que reclama em mim...


E muitas noites eu fico assim, meditando o livro sagrado, desejando sabedoria, suplicando ao Espírito Santo forças para prosseguir decididamente.


Eu não sei o que seria de mim se não tivesse dado ouvidos ao chamado de Deus a conversão diária. Com isso eu aprendi que por hoje não! A escolha é sempre nossa, Deus nos dá o livre arbítrio pra decidirmos por onde queremos andar.


Ainda estou longe de ser aquilo que Deus deseja, mas eu creio que estou no caminho e não quero sair dele. Por isso peço a Meu Deus a graça do Seu Espírito Santo, que ensine-me todos os dias a buscá-lo e a permanecer no caminho, que não me esqueça do meu sonho de criança, dos meus sonhos de eternidade.


(J.L)