Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






Há quem saiba demais
E há quem saiba de menos
Há que divide o que sabe
Há quem não repassa o que sabe
Há quem sabe e age com naturalidade
E há quem queira mostrar que sabe
Há quem sabe e tem disposição para aprender
Reconhece que não sabe tudo e quer aprender um pouco mais
E há quem aprende mais para mostrar que sabe tudo
Há quem nunca foi numa escola e tem mais educação do que alguém com diploma
E há diplomados incapazes da sabedoria de vida
Há quem iluda os outros com o que sabe
E há quem tem preguiça e deixa-se dominar por quem sabe
Há tanto saber e tão pouca humildade
Como há tanta ignorância daqueles que mais sabem.

( J.L.)



Chorei...
E esta dor que me consome
Externa-se em lágrima porque por dentro sangra
E o peito que bate, hora não desejo mais que bata
Mas que acabe logo
Que finde este resto de vida
Que nem é vida
Posto que não se alegra com o sol que nasce
Nem com a noite que cai
Porque o dia não clareia
E a noite se embrenha mais ainda em trevas
Chorei sim...
Bebi as salgadas amarguras
E adormeci
Pensando em não mais acordar.

(J.L.)




Que sejam apaixonados
Que sejam românticos
Que sejam companheiros...

Mas que não se enganem
Nem ao outro, nem a si mesmo
Que não jurem amor eterno
Quando não puderem reconsiderar defeitos ou erros
Quando um quiser se sobressair sobre o outro
Quando alguém se considerar melhor que o outro
Seja em inteligência, em vivência, ou até mesmo materialmente

Que não brinquem com esta eternidade
Se o sentimento for tão forte e eloqüente
Como uma fogueira...
Pois esta, pode deixar cinzas
Se não houver quem a alimente
De eternidade não temos dimensão
E assim é o amor

Que os namorados sejam amantes
Amem-se em tudo
Aprendam um com outro
Fortaleçam-se nos abraços
Mas não jurem um “amor infinito”
Se pensarem que amanhã se não der certo tudo bem
Ou que seja eterno enquanto dure

Se os namorados quiserem
Durará!
Porque o amor não vai se limitar
E é aqui a magia do eterno
Quando se querem
Para juntos caminhar...

(J.L.)


Todos os dias quando volto do trabalho, vejo aquela menina brincando na porta de sua casa. Sempre fico a observá-la e vez ou outra o olhar dela se depara com o meu. Gosto de admirar as crianças. Penso que não tenho muito jeito com elas, mas sempre me chamam muita atenção.

Mas hoje foi bem diferente, quando a olhei, seu sorriso estava tão mais radiante e seu olhar ao encontrar com o meu criou certa empatia, coisa que já tínhamos, tenho certeza, mas esse instante nos aproximou. E meio sem jeito fui ao seu encontro, ela com seu riso puro, olhos brilhando e com aquele jeito espontâneo de criança.
Toquei no seu rosto e falei: -Tudo bem?
Ela meio sem graça, meio tímida, porém sorridente, respondeu: -Tudo!
Exclamei:- Nossa, você ta lindona hein!
E ela disse: - Você que tá! Quando eu crescer vou ficar bonita também, igualzinha a você.
Respondi: - Acho que você vai ficar bem mais gatinha que eu viu? 

Ela riu, saiu correndo e dando pulos alegremente, acho que ficou meio envergonhada.
Segui meu caminho e fiquei pensando naquele jeito tão sincero, naquele sorriso simples, naquela espontaneidade infantil... E sabe, meus olhos encheram-se de lágrimas, naquele momento, ela quis ser eu e eu quis ser ela.

(J.L.)



O tempo passa e de fato muitas coisas mudam e posso dizer o quanto a mudança tem me feito bem. Não tenho receio de mudar, não tenho medo de mudar, às vezes mudo rápido, outras demoram muito mais tempo do que eu mesma podia imaginar, mas tenho tentado a cada dia ser uma pessoa melhor, nem sempre eu acerto essa é uma grande verdade, mas dizem que os erros sempre trazem algum aprendizado, espero nunca deixar de aprender algo com eles e nem de reconhecê-los porque não é feio admiti-los.
Espero mudar outras coisas que ainda não consegui, pois assim como existem as que mudam existem aquelas que não mudam e isso é só o tempo quem vai dizer, não vou me esforçar por fazer parecer o que nunca poderei  ser para agradar. Serei o que posso ser, com meus sentimentos expressos, sem ocultismos, sejam eles bons ou ruins, não sou nem nunca serei perfeita e o que quero ser sempre é transparente, não preciso nem tenho necessidades de fingir sentimentos. Apenas isso.
Que o tempo me ensine, que quando eu der um passo atrás não me esqueça  de olhar o adiante, medo eu não tenho, mas que meus olhos estejam no horizonte e não olhando para o meu umbigo, que meus pés estejam no caminho sem temer a longa estrada e não querendo dar uma de esperta seguindo atalhos ou deixando-me envolver pelas influencias de quem “tudo sabe”, há coisas que só a longa caminhada irá nos proporcionar e os atalhos poderão impedir alguns crescimentos, podem nos impedir de vislumbrar maiores belezas e experiências únicas.
É isso que quero hoje, olhos no horizonte, olhos na vida.
(J.L.)

Vejo o horizonte
Que fica sempre distante
Sou mar que espera
Sou águas que correm
Sou força, inexplicavelmente

Velejas para longe
E quanto mais distante
Tu hás de sentir e provar minhas revoltas
Saberá tu sobreviver às tempestades que o tempo provoca?
Conhecerá tu, em mim, os caminhos da volta?
Que mapas têm seguido e que terras têm desejado?

Eu seria sempre feliz contigo a me desbravar
Queria que tu não pudesses vacilar
E mesmo quando meus mistérios se revelassem ou não
A certeza da descoberta e do desconhecido não te perturbassem

Queria teu coração destemido
Que não conhecesse ou se envolvesse em medo
Que quando em mim velejasse
Se entregasse puro e simplesmente
No teu mar sem fim
E fim.

(J.L.)




Quer saber, estou em um ponto da vida que não preciso 
me perguntar por que fiz algo, pois já tenho a resposta 
sem pestanejar: Fiz porque quis!

(J.L.)