Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Eu gosto de ver os anos não como os dias que passam mas como a vida que passa. Que passa e vai deixando em nós suas marcas, suas experiências. Que passa e vai fazendo de nós, melhores ou piores, porque quem de fato aprendeu irá melhorar e quem não soube apreciar o que a vida mostrou e mosta ainda baterá muito a cabeça.

Eu gosto de olhar a vida que passa mesmo quando chega o final do ano e as pessoas ficam sensíveis e esperançosas de que muitas coisas mudem, quando eu penso que cada dia poderia ser assim e não levarmos 364 dias para no ultimo, refletirmos sobre o que fizemos e fazer promessas vãs.

Eu até gosto de olhar para trás, todos os dias que se passam e ver que meu sono será restaurador, mesmo quando alguma dor inquieta meu coração e eu suplico a Deus que me dê alegrias ao amanhecer.

E gosto de aprender, com as coisas mais simples ou mais complexas que me acontecem, seja o apreciar do novo dia, quando vou ao trabalho e tudo está em movimento, pessoas indo e vindo fazendo a grande roda girar, ou quando estou com os amigos falando de Deus ou de coisas que nos aconteceram e de nossas expectativas, ou até, quando esses mesmo amigos nem lembram de mim e nem fazem conta de minha presença.

É assim... eu gosto de aprender... com a movimentação, com a presença, com a inconstância imprecisa de outros e até com a solidão...

E quando chega o final do ano eu não prometo nada, apenas desejo que tudo permaneça e que eu continue aprendendo, que eu não me perca diante das adversidades e que eu não me vanglorie diante de êxitos pessoais, porque tudo continua passando e vai passar e o que fica, ah, o que fica é aquilo que faz com que nosso coração continue sendo receptivo ou não. E o que eu quero é isso, estar de coração aberto ao novo, às mudanças, ao aprendizado de cada dia...todo dia.

Feliz 2013 !!

( J.L.)













Conheço-te mais que possas pensar
Conheço teus olhares
Teus desejos inibidos
Tuas vontades reprimidas

Conheço teus pensamentos mais ousados
E aqueles apagados
Pelo acaso do destino
Pelas circunstancias da vida

Conheço teu sorriso sem graça
Tua timidez inerte
Tua voz embargada
Tuas palavras soltas

Conhecia quando ficou perto
Conheço-te mesmo estando longe
Tão longe assim de mim.
Conheço-te!

( J.L.)





Que se vá essa mórbida tristeza
Enraizada pela perda de quem amei
Pois cansados estão os olhos
Das lágrimas derramadas
E contidas no coração solitário

Que se vá essa esperança cega
Do amor que não me amou
E aos beijos ficou
E aos beijos traiu
E aos beijos desertou

Que vá ao véu e grinalda
A brancura da pureza
Do amor impedido do sim
Por um tempo corrompido
Pelo medo de ser feliz.

( J.L.)



Ler teus olhos
E decifrar suas ênfases
Seus possíveis talvez
Seus desejos incompletos
Suas limitações controladas
Seu fim com reticências

É assim? Seria assim?
Penso eu. Pensa você
E vai ficando no olhar
As vontades sufocadas
Do que não vivemos
Do que não podemos viver.

( J.L.)



Às vezes chega a doer
Poetizar esta vida
Vida minha
Escrever

E contar os sonhos
E rimar as dores
Sem deixar a esperança
Mesmo diante do cansaço

Perder amigos
Esperando um dia reencontrá-los
Sentir a saudade apertar o peito
Por ausências tão, tão distantes

E ver tanta injustiça
Injustificada
E tentar desejar o bem
A quem me fez chorar

Falar deste coração
Magoado, arisco, temeroso
Da vida que aqui se acumulou
Experiências de tantos dias

E às vezes nem saber o porquê
De estar aqui
De não me sentir daqui
E querer sair de mim.

(J.L.)






Presta atenção nesta canção que vou cantar
Muitos de vocês, talvez já viveram ou vivem algum amor
E é tão bom quando começa  com um olhar
Quando não sabe como aconteceu

E nem se mede nem tempo nem espaço
Pra se estar junto, para os beijos e abraços
E não se importa com conselho ou coisa assim
Com criticas, caras feias, tudo que pode ruim

É começar sentir felicidade
Por sair de uma solidão e ter com quem contar
E nem saber como é ter alguém tão perto
Pra levar ao médico e te apoiar em alguma dor

É ter para quem ligar no final dia
E esquecer sua rotina de trabalho
Do stress dos estudos
Falar manso, com cuidado, com o seu amor

Parecia tudo tão perfeito
Fazia planos de casar
De viajar pra algum lugar
E confesso eu tinha medo

Passou o tempo e ele mesmo me mostrou
Que o que cresceu em mim nele terminou
Que há formas de sentir e de saber amar
E quem aprendeu lidar esse sim soube compreender

Fui ficando diferente sim não tinha mais olhos para mim
E perdeste-me em algum lugar
Quando teus olhos se desviaram
E seu coração duvidou que o amor é exigente

Mas essa canção é para que possa então lembrar
Que um amor pode enfim acabar
Que um não é dois nem dois é um
E pra permanecer os dois tem amar

Mas essa canção é pra que eu possa então lembrar
Que há palavras que nunca irão falar
Que o amor permanece
Em quem de fato soube amar.

( J.L.)






É engraçado como certas coisas acontecem justamente como imaginamos.
Basta olhar e ver, perceber,que algumas coisas nunca dariam certo e que outras poderiam ter dado certo e que em algum momento escolhemos o errado sabendo que era errado e que jamais teriam bons frutos.

Um dia escutei uma frase que dizia assim:“O que começou errado dificilmente dará certo.” É bem assim, pior é que sabemos disso, mas insistir no erro é típico de quem é teimoso mesmo, de quem quer ir contra tudo e contra todos, pra mostrar ou querer provar pra si mesmo que você sabe exatamente o que está fazendo. Ai quebramos a cara, perdemos o que não era para perder e escolhemos o que não era pra escolher.

Não é difícil tomar decisões assim, é mais capricho que sentimento verdadeiro, é mais ego que sinceridade, é mais prazer que a constância do amor sereno.

E perdemos. Perdas irresgatáveis. Uns ainda aprendem, outros continuam achando que sabem o que fazem e esses continuarão perdendo sempre. Eu disse: Sempre!

( J.L.) 





O amor é a força que impulsiona e faz crescer. 
Ele é vida! É tudo!
Sem ele não se vive plenamente
Ame!


“O que devemos fazer agora, no presente,
é nos preparar para um futuro promissor,
talvez , mais feliz.”
( J.L)


"Quem sabe o que quer, sabe o que fazer e como fazer."

Eu não quero nem saber
Quantas vezes falou de mim
Julgando meu jeito sonhador
Traduzindo-me para explicar seus erros
Fazendo de mim o que nunca fui
Porque bem lá no fundo existe a verdade
Que tu não desconhece
Que eu não preciso negar
Os impulsos costumam fazer más escolhas
E o que era certo nem sempre costuma voltar
Existem riscos sim nesta vida
Mas também há coisas que não se devem arriscar
E o duvidoso não se tornar impróprio
Porque assim já o era
E uma ilusão que nem se compara aos meus sonhos
Não chegou a ti, nem chegará
Porque tua realidade é um momento, nada mais
E teu fim não tem futuro
Pois para chegar lá é preciso ser forte
É preciso determinação
É preciso saber o que se quer.

( J.L.)







 
Com um lindo salto
Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
Se num novelo
Fica enroscado
Ouriça o pêlo, mal-humorado
Um preguiçoso é o que ele é
E gosta muito de cafuné

Com um lindo salto

Leve e seguro
O gato passa
Do chão ao muro
Logo mudando
De opinião
Passa de novo
Do muro ao chão
E pisa e passa
Cuidadoso, de mansinho
Pega e corre, silencioso
Atrás de um pobre passarinho
E logo pára
Como assombrado
Depois dispara
Pula de lado
E quando à noite vem a fadiga
Toma seu banho
Passando a língua pela barriga.
 
(Vinícius de Moraes)





Às vezes algumas lágrimas chegam sem nos darmos conta
É alguma ausência que dói,
Uma lembrança que aperta o peito
E nasce mais uma tristeza
E é preciso mais um disfarce
Para que não vejam meus olhos brilhando
Por escorrerem uma saudade.

( J.L.)



Quando eu me for
Não precisa me santificar
Dizendo que era uma pessoa boa
Bom mesmo, só Deus.

Podem falar das minhas zangas
Do meu mau humor
Do meu silencio fático
Das minhas criticas inusitadas
Da minha indignação e revolta
Diante de tantas hipocrisias

Podem falar que tentei
Tentei praticar a justiça
Tentei viver na verdade
Tentei ser solidária
Tentei perdoar, tentei mesmo

Tentei não julgar
Tentei olhar com esperança
Mesmo quando muita coisa mirrou
E por fim, tentei amar, eu quis amar
Eu busquei amar

E se eu não soube amar um ou outro
Foi porque aconteceu alguma coisa
Aqui dentro de mim, reflexo de atitudes
Mas acreditem
Eu ainda tentei amar.
Tentei...

( J.L.)





É verdade, digo eu
Não suporto a idéia de estar longe de ti
E conto as horas para que retorne
Ainda que não seja para meus braços
Mas que seja à altura de meus olhos

Quero te ver bem
Quero te ver por perto
Quero ouvir tua voz alta
Teus assovios de contente

Eu apenas quero te ter por perto
Por muito tempo...
Porque o próprio tempo nos surpreende
Com suas incógnitas e mistérios.

( J.L.)



De volta aos teus braços
No aconchego do teu colo
Sinto-me assim
Tão eu e tão amada

E do passado não quero mais lembrar
Do tempo de espera
Das noites solitárias
E dos dias tão vazios

Eu sempre soube do seu amor
E há os empecilhos do caminho
Que nos afastam da verdadeira felicidade
Porque o fácil te trai a visão

E é de coração aberto
Que seguro de volta tuas mãos
E do ponto que havíamos deixado
Continuamos a nossa história

De volta aos teus braços
No aconchego do teu colo
A vida recomeça
A felicidade se renova.

( J.L.)

" De todas as ideias de fracasso a
pior é aquela que não me permite
mudar e me faz refém
de mim mesma."

( J.L.)




Fala-se demais
E escuta-se tão pouco
Não há atenção no gesto
Nem no silêncio

Quem é amigo
Já não sabe o que é amizade
Se perdeu na modinha do agora
São amigos de acaso

De tempo em tempo se esquece
Passou A e passou B
E na rua quando se encontram nem mais um olhar
Um bom dia ou uma saudade dos velhos tempos

Tudo é relativo
Até os sentimentos
E eu tenho medo dessa geração
Que não tem compromisso com o irmão.

(J.L.)







São pelas palavras nunca ditas
Pelos abraços que não se encontrarão
Pelos beijos que ficaram pra depois
Pelo tempo pouco dedicado

Pelo sorriso meio sem graça
Quando teve o puxão de orelha
Pelos conselhos infindos
Com o objetivo de ensinar

É pelo sentimento reservado
Aquela vergonha de dizer Eu te amo
É pelo agradecimento que ficou engasgado
E pela lágrima sufocada

Quando a morte veio e tirou de mim
O bem amado mal amado
O herói da minha vida
O gene da minha história

Desperdicei tanto tempo
Para reconhecer agora
Diante do funeral
Trazendo o que devia

Flores nas mãos que não dei em vida
Admiração e gratidão que prendi tanto tempo
E um adeus tão cedo e expresso
Nas lágrimas de saudade.


(J.L.)




O que fazer quando tudo parece tão longe
E a fadiga já não quer te deixar ir adiante?
Quando os passos já querem morrer
Aqui e agora, neste chão?

Quando os olhos já não enxergam o horizonte
E o sol já não tem o mesmo brilho
E o suor se apodera do corpo
E a dor da caminhada machuca demais? 

Quando a estrada não tem mais atrativo
E não há flores, só pedras e tropeços
E calos que viram feridas por uma insistência
Talvez vã insistência

Viver e viver e para quê?
Se não há o que se esperar?
Se não há a quem amar?
Se não há onde se quer chegar?

É uma linha que emaranhou
E os nós de tão nós não se desfaz
É vida que um dia foi bonita
E que agora não é mais

É caminho que foi perdido
É sonho que foi esquecido
E se houver esperança deve ser para além
Onde a morte é consolo e descanso.

(J.L.)





Volte-se ao mundo que antes era teu
Aquele mundo que você esqueceu
Quando encheram teus olhos
De falsas promessas
Com risos poucos e alegrias vãs

Volte-se ao mundo que antes era teu
Onde tinha pureza e amigos bons
Onde a poesia era a própria vida
E não se tinha ídolos para imitar
Porque havia Deus que é o próprio amar

Volte-se ao mundo que antes era teu
E que você descoloriu e tornou cinza
Que o teu coração sente saudade
Porque lá há verdadeira amizade
Que não te enche de falsidade

Volte-se ao mundo que antes era teu
Para os sons das melodias que entoava
Para as esperanças que acreditava
Para os sonhos que plantava e deixou de regar
Ao mundo que é teu, podes voltar.

( J.L.)



Não sou eu que devo somente perceber
Como foi triste
Nossa história se desfez
Assim , completamente
Não errei e nem te fiz mal
Como me fez
E hoje fico aqui a relembrar
O meu amor

Sei que a vida não promete nada
Como prometeu
Amar-me até o fim, ao infinito
E o fim, por você foi definido
E o que é vira rapidamente passado
Sem valor
E os dias em que eu era tudo, acabou
Porque o tudo para ti termina
Quando encontra um novo amor

E o meu coração que chora aqui
Se faz em canção, não sabe sorrir
Não deixou de amar, mas segue assim
Com a dor e a tristeza que deixou em mim.

( J.L.)



Bem que podia ser diferente, a gente pensa
Mas diferente não poderia ser
Tinha que ser igual
Do jeito que foi

Para eu compreender e proclamar sim
Que Deus tem sonhos bons pra mim
E se eu não os alcançar
Foi porque não quis também sonhar

E é bem assim
Depois de tantas lágrimas
E questionar o silêncio de Deus
Que Ele se manifestou mais

Algumas coisas são precisas
Outras são mistérios
Que um dia Ele irá me revelar
Mesmo com tantos questionamentos antecipados.

( J.L.)



Queria que fosse assim...
Nenhuma saudade
Nenhum alarde
Nenhuma lembrança
Nenhum tormento
Nenhuma dor
Nenhum amor.
                      
( J.L.)



Há quem saiba demais
E há quem saiba de menos
Há que divide o que sabe
Há quem não repassa o que sabe
Há quem sabe e age com naturalidade
E há quem queira mostrar que sabe
Há quem sabe e tem disposição para aprender
Reconhece que não sabe tudo e quer aprender um pouco mais
E há quem aprende mais para mostrar que sabe tudo
Há quem nunca foi numa escola e tem mais educação do que alguém com diploma
E há diplomados incapazes da sabedoria de vida
Há quem iluda os outros com o que sabe
E há quem tem preguiça e deixa-se dominar por quem sabe
Há tanto saber e tão pouca humildade
Como há tanta ignorância daqueles que mais sabem.

( J.L.)



Chorei...
E esta dor que me consome
Externa-se em lágrima porque por dentro sangra
E o peito que bate, hora não desejo mais que bata
Mas que acabe logo
Que finde este resto de vida
Que nem é vida
Posto que não se alegra com o sol que nasce
Nem com a noite que cai
Porque o dia não clareia
E a noite se embrenha mais ainda em trevas
Chorei sim...
Bebi as salgadas amarguras
E adormeci
Pensando em não mais acordar.

(J.L.)




Que sejam apaixonados
Que sejam românticos
Que sejam companheiros...

Mas que não se enganem
Nem ao outro, nem a si mesmo
Que não jurem amor eterno
Quando não puderem reconsiderar defeitos ou erros
Quando um quiser se sobressair sobre o outro
Quando alguém se considerar melhor que o outro
Seja em inteligência, em vivência, ou até mesmo materialmente

Que não brinquem com esta eternidade
Se o sentimento for tão forte e eloqüente
Como uma fogueira...
Pois esta, pode deixar cinzas
Se não houver quem a alimente
De eternidade não temos dimensão
E assim é o amor

Que os namorados sejam amantes
Amem-se em tudo
Aprendam um com outro
Fortaleçam-se nos abraços
Mas não jurem um “amor infinito”
Se pensarem que amanhã se não der certo tudo bem
Ou que seja eterno enquanto dure

Se os namorados quiserem
Durará!
Porque o amor não vai se limitar
E é aqui a magia do eterno
Quando se querem
Para juntos caminhar...

(J.L.)


Todos os dias quando volto do trabalho, vejo aquela menina brincando na porta de sua casa. Sempre fico a observá-la e vez ou outra o olhar dela se depara com o meu. Gosto de admirar as crianças. Penso que não tenho muito jeito com elas, mas sempre me chamam muita atenção.

Mas hoje foi bem diferente, quando a olhei, seu sorriso estava tão mais radiante e seu olhar ao encontrar com o meu criou certa empatia, coisa que já tínhamos, tenho certeza, mas esse instante nos aproximou. E meio sem jeito fui ao seu encontro, ela com seu riso puro, olhos brilhando e com aquele jeito espontâneo de criança.
Toquei no seu rosto e falei: -Tudo bem?
Ela meio sem graça, meio tímida, porém sorridente, respondeu: -Tudo!
Exclamei:- Nossa, você ta lindona hein!
E ela disse: - Você que tá! Quando eu crescer vou ficar bonita também, igualzinha a você.
Respondi: - Acho que você vai ficar bem mais gatinha que eu viu? 

Ela riu, saiu correndo e dando pulos alegremente, acho que ficou meio envergonhada.
Segui meu caminho e fiquei pensando naquele jeito tão sincero, naquele sorriso simples, naquela espontaneidade infantil... E sabe, meus olhos encheram-se de lágrimas, naquele momento, ela quis ser eu e eu quis ser ela.

(J.L.)



O tempo passa e de fato muitas coisas mudam e posso dizer o quanto a mudança tem me feito bem. Não tenho receio de mudar, não tenho medo de mudar, às vezes mudo rápido, outras demoram muito mais tempo do que eu mesma podia imaginar, mas tenho tentado a cada dia ser uma pessoa melhor, nem sempre eu acerto essa é uma grande verdade, mas dizem que os erros sempre trazem algum aprendizado, espero nunca deixar de aprender algo com eles e nem de reconhecê-los porque não é feio admiti-los.
Espero mudar outras coisas que ainda não consegui, pois assim como existem as que mudam existem aquelas que não mudam e isso é só o tempo quem vai dizer, não vou me esforçar por fazer parecer o que nunca poderei  ser para agradar. Serei o que posso ser, com meus sentimentos expressos, sem ocultismos, sejam eles bons ou ruins, não sou nem nunca serei perfeita e o que quero ser sempre é transparente, não preciso nem tenho necessidades de fingir sentimentos. Apenas isso.
Que o tempo me ensine, que quando eu der um passo atrás não me esqueça  de olhar o adiante, medo eu não tenho, mas que meus olhos estejam no horizonte e não olhando para o meu umbigo, que meus pés estejam no caminho sem temer a longa estrada e não querendo dar uma de esperta seguindo atalhos ou deixando-me envolver pelas influencias de quem “tudo sabe”, há coisas que só a longa caminhada irá nos proporcionar e os atalhos poderão impedir alguns crescimentos, podem nos impedir de vislumbrar maiores belezas e experiências únicas.
É isso que quero hoje, olhos no horizonte, olhos na vida.
(J.L.)

Vejo o horizonte
Que fica sempre distante
Sou mar que espera
Sou águas que correm
Sou força, inexplicavelmente

Velejas para longe
E quanto mais distante
Tu hás de sentir e provar minhas revoltas
Saberá tu sobreviver às tempestades que o tempo provoca?
Conhecerá tu, em mim, os caminhos da volta?
Que mapas têm seguido e que terras têm desejado?

Eu seria sempre feliz contigo a me desbravar
Queria que tu não pudesses vacilar
E mesmo quando meus mistérios se revelassem ou não
A certeza da descoberta e do desconhecido não te perturbassem

Queria teu coração destemido
Que não conhecesse ou se envolvesse em medo
Que quando em mim velejasse
Se entregasse puro e simplesmente
No teu mar sem fim
E fim.

(J.L.)




Quer saber, estou em um ponto da vida que não preciso 
me perguntar por que fiz algo, pois já tenho a resposta 
sem pestanejar: Fiz porque quis!

(J.L.)


Hoje 22 de maio comemora-se o dia do abraço. É engraçado, ver como tantas vezes nos limitamos a datas comemorativas, mas me pergunto: Será que precisamos de um dia para o abraço? Precisamos de um dia no calendário para demonstrar nossa amizade, nosso carinho, nosso afeto a alguém a quem estimamos?

Nossa vida é tão corrida não é? Acabamos por nos esquecer do que realmente nos faz bem. E diga quem quiser dizer, que não gosta de abraço, de beijo ou de um carinho, as pessoas são sensíveis a tais gestos, até o mais duro coração se rende a tais atitudes. Ninguém é pedra e o homem sem nenhuma espécie de amor estará condicionado a uma vida solitária, cujo sentido é não ter sentido.

Veja, olhe, repare nas pessoas que estão ao seu lado! Ninguém precisa partir para que você diga o quanto ele ou ela era especial para você. Ninguém precisa morrer para que você, só então perceba o quanto aprendeu com aquela pessoa. Poucas coisas na vida trazem tanta alegria ao coração de alguém quanto o afeto demonstrado, quando alguém pode sentir e provar que é importante na vida de alguém. Quando um abraço nos faz esquecer erros, raivas e orgulhos e ali brotar o sentimento do perdão e amor que verdadeiramente há em cada coração.

Abraços são sentimentos bons realizados em gesto, quando palavras já não bastam para expressar o que se sente. Então, deixo aqui o meu abraço mais que apertado e o meu desejo que a vida não nos dê apenas o dia de hoje, mas muitos outros para expressarmos, acolhermos e mergulharmos na imensidão do carinho que salta do olhar com riso nos lábios e se intensifica na força dos braços, nos laços.

( J. L.)



Sou como música
Uma melodia sem cessar
Hora contente
Hora descrente
Hora suave
Hora eloquente
Hora tão triste
Hora  feliz
Outras, tão infeliz
Hora pensativa
Hora relativa
Hora mágica
Hora enfática
Hora tão atrevida
Hora sem vida
Outras, viva.

( J. L.)




Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amado,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

( Mário Quintana )


Ah, por ti nem sei do que sou capaz
Eu quebraria todos os protocolos
Para te ter aqui
Para ouvir tua voz
Para sentir teu cheiro
Para beijar tua boca

Por ti, eu esqueceria de mim
Só para encontrar-me em ti
E ver-me em teus olhos
No brilho mais profundo de suas pupilas

É só dizer que assim desejas
Que ao me ver também sentes a química
Que paralisa as pálpebras
Tal qual a mudez das palavras
Sem saber que rumo tomar

E deixar, sim deixar nosso querer falar
E se falasse, ah, se falasse
O que o coração grita
Eu te escutaria
E por ti, simplesmente, me renderia.


( J. L.)



Eu cá estou pensando no que poderia escrever
Para falar de um ser
Que dificilmente se pode descrever
Porque mãe é bem assim
I-nex-pli-cá-vel

E acabo escrevendo
O que todos já sabem e eu também:
Que mãe é amor
Que mãe é dedicação e doação
Que mãe é renuncia
Que mãe é suporte
Que mãe é fortaleza

Eu sei que de mãe preciso
Se não fosse por ela
Eu nem estaria aqui

E eu sei que preciso reconhecer
Que tudo que sou hoje
Foi por seus ensinamentos

No mais eu não consigo falar mesmo
Porque seu amor me mantém
E é só sentindo e sentir é mais além

Mãe talvez seja isso
O além do além da gente
Que só entende quem sente.

( J.L.)





"E viva a poesia que me recria de tantas formas, 
que em tantos versos me define e me transforma."

( J.L.)