Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Que se vá essa mórbida tristeza
Enraizada pela perda de quem amei
Pois cansados estão os olhos
Das lágrimas derramadas
E contidas no coração solitário

Que se vá essa esperança cega
Do amor que não me amou
E aos beijos ficou
E aos beijos traiu
E aos beijos desertou

Que vá ao véu e grinalda
A brancura da pureza
Do amor impedido do sim
Por um tempo corrompido
Pelo medo de ser feliz.

( J.L.)



Ler teus olhos
E decifrar suas ênfases
Seus possíveis talvez
Seus desejos incompletos
Suas limitações controladas
Seu fim com reticências

É assim? Seria assim?
Penso eu. Pensa você
E vai ficando no olhar
As vontades sufocadas
Do que não vivemos
Do que não podemos viver.

( J.L.)



Se se foram as lembranças do nosso amor

Se o tempo de ti tudo apagou

Se o sonho não se consumou

Que poderei fazer?

Se não houve o que esperar

Se nossas mãos não podem mais se juntar

Nem nossos lábios se aproximarem

Que poderei fazer?

Nem um dia se quer deixei de pensar em ti

E cada noite a chorar sem ti

Sem nenhuma esperança para nós

Nada pude nem poderei fazer

Que me venham os dias e noites

Sem ti, hei de morrer.

(J.L.)




Lançou-me um olhar

Deu-me um belo sorriso

Chamou-me para conversar

Abriu seu coração

Falou tudo que sentia

Esperando minha resposta

Olhar-te me parecia bonito

Acreditavas no que dizia

No amor que agora proferia

Ver teu riso me alegrava

Mostrava-me pureza

Enchia-me de esperança

Ouvir-te foi como música

Suave, tocante, envolvente

Simples e romântica

E toda essa magia foi desfeita

Num dia mudou

Tudo que ele sentia, acabou.


(J.L.)




Ah distância , por que me deixa nessa insegurança?

Ah saudade, por que me deixa sem felicidade?

Ah solidão, por que não deixa meu coração?

É isso que tenho a distância

Amor sem esperança.

(J.L.)