Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






Eu sempre respeitei as distâncias, mesmo sofrendo com elas, mesmo perdendo com elas
Eu nunca soube insistir, nem persuadir com minha presença
Eu sempre acreditei que a melhor forma é receber em liberdade os sentimentos
Eu sempre quis acreditar no sentimento, mas descobri que há muita covardia, pouca certeza e muito medo
Eu nunca soube lidar com as indecisões, com aquelas exclamações de : Ah não sei!
E os olhares distanciaram-se e a indiferença venceu
Vez por outra me remetem pensamentos que sem definições se interrogam
Uma saudade, uma ausência daqueles gestos simples, desprendidos e receiosos
Que me afastaram sem nada falar, bastou-me os olhares
Cabisbaixa, sentindo a dor do que não pode ser e aceitar aquele empurrão
Menosprezo de um amor que o tempo não apaga, mas que os muros separaram e o que estava perto se fez longe, indiscutívelmente se perdeu.

(J.L.)


"Vale mesmo o que trago dentro de mim, 
totalmente exposto em cada sorriso." 

(J.L.)


" Alguém só é capaz de compreender o outro quando 
deixa de se preocupar consigo mesmo." 

(J.L.)























Meus olhos te procuram
Meu riso te acolhe
Meu coração só ama

Tão perto assim
Recoberta do bem que me faz
Você é minha paz

Meus braços te enlaçam
Minha alegria é te ter
Minha vida está em você.

(J.L.)


Eu sentia cada gota tocando minha pele
Eu queria que muito pudesse levar de mim
Que lavasse não somente por fora
Que limpasse meu coração

Que levasse as lágrimas embora
E não me deixasse solidão
Que não doesse aqui dentro
Esse sentimento vão

Fico inerte com meus pensamentos
Meus desejos que tu, ó chuva, não me traz
Quem me dera ser parte de ti
E de mim não ser nada mais.

( J. L.)



Você chega assim sem avisar
Chega calmo, sereno
E me desconserta
Teu olhar me paralisa
Tua voz me imobiliza

No meu desconserto
Tu te achegas
Leve, manso
E me acalma
Me desarma

Sabe me surpreender
Até no mínimo detalhe
E nem tenho tempo de pensar
Quando me vejo
Já estou em teus braços.

( J. L. )