Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Às vezes a gente sente umas saudades que chega a ser melancolia. A gente sente falta de coisas e pessoas que foram importantes mas ficaram em algum lugar no passado. 

A gente entende que dói, mas que foi preciso, existia mais na busca que queríamos. A gente percebe que muita coisa mudou e temos sim uma saudade , até de quem a gente foi um dia e mesmo sabendo do quanto algumas coisas foram importantes por te trazerem aprendizado e paz você precisava ir mais além. 

E não é que não se sente falta, às vezes a gente já não se encaixa mais em alguns lugares, tudo se faz estranho, só perdura mesmo o que de fato era verdadeiro, eu acredito assim. E é bem verdade, sobrou muito pouco (de pessoas e coisas), muito pouco mesmo. E essa saudade chega até o limite de se duvidar dela mesma, porque se sobrou tão pouco, você não sabe se é pelo pouco ou pelo muito que pensou que existia.



(J.L.)


Chorei meus desafetos e minhas fraquezas
Chorei minhas angustia
E doía tão profundamente que me fazia soluçar
Falei com Deus e pedi seu perdão
Só Ele sabe o que se passa em meu coração

Revive em pensamento as amarguras
E chorei o que ainda não tinha chorado
Que estava preso, engasgado
E depois foi acalmando
E depois fui suspirando

E me entreguei aos meus versos
Minhas pobres rimas
Tem dias que são assim
Tristes!
E até a tristeza pode virar arte na vida.




(J.L.)


Eu tenho aquela vontade
De ficar só no meu canto
De não ver lá fora o mundo
De silenciar dentro de mim

De chorar sozinha
Ouvir meus próprios lamentos
Sentir minha dor
Deixar o amor morrer aqui dentro

Mas de tanto que tento
A tristeza aumenta
Nada morre
Só vive pra ser tormento

E tenho que encarar todos
Rir como quem é feliz
Para que ninguém veja
O coração sangrando infeliz.


(J.L.)






"Arrependimentos vem, depois de vivermos a escolha a qual julgamos tão certa tornar-se o que de fato nunca foi e descobrirmos que enganamos a nós mesmos, porque tínhamos esperança de viver tão intensamente quando a felicidade se faz no mais simples e mais cauteloso ato de olhar e por precipitações deixou de ter sido vista."

(J.L.)


Eu sentia cada gota tocando minha pele
Eu queria que muito pudesse levar de mim
Que lavasse não somente por fora
Que limpasse meu coração

Que levasse as lágrimas embora
E não me deixasse solidão
Que não doesse aqui dentro
Esse sentimento vão

Fico inerte com meus pensamentos
Meus desejos que tu, ó chuva, não me traz
Quem me dera ser parte de ti
E de mim não ser nada mais.

( J. L.)




"É porque não é fácil lutarmos contra nós mesmos. Aquela briga entre razão e emoção. Aquele bate rebate, pensa repensa, sofre resofre, dorme não dorme. Puro desassossego. Inquietude da alma. E nada mais que dúvidas, um monte de perguntas sem respostas, incertezas, tristeza, e uma busca de encontrar forças pra seguir mesmo levando toda essa bagagem no peito."

(J.L.)

Uma ausência do que não tinha
Uma dor do que não existia
Um romper, de que não sei

Só sei que doeu
Só sei que chorei
Chorei querendo adormecer
E o dia clareou...

E me veio a tristeza
Que visitou este dia
Tão cinza, totalmente descolorido
Onde os olhos perderam o brilho

Aquele aperto interminável no peito
Um pranto silencioso aqui dentro
Querendo compreender
Remexendo todo o ser

E compreendi que um único dia
Sem tua presença e tuas palavras
Tudo em mim penava
E percebi que muito te amava.

(J.L.)




São dores, são lágrimas
Feridas abertas
Mágoas tão vivas
Esqueço da vida

Culpa tenho
De querer intensidade
De ter intimidade
E cair na decepção

Sangra o coração
E não há tempo que cure
Hemorragia lenta
Definha e corroí

Sim, dói
E dor, meu amigo
Desassossega
Só sabe quem sente.


(J.L.)



"Eu penso que meu próprio pensar 
me trai tantas vezes pensando em 
quem não devo pensar." 


( J.L.)


Não, eu não sei o que me toma
O porquê da tristeza
E a dor que parte minha alma

Nem sei por que as lágrimas correm
E insistem em percorrer pela face
Dilatando meu coração

De repente, assim, acumulo talvez
Do dia cansado
Dos pensamentos dobrados

Do não mais acreditar do que é pra mim
Nem ter certeza alguma do que tenho em mim
Minhas eternas contradições...

(J.L.)

Quando os olhos se perdem no horizonte
Interrogando a vida
O sentido ou que prazer ela dar
Ou é ela que não vale a pena
Ou sou eu que não sei apreciar

E perco-me...
Nestes pensamentos...
Vagos...
Hora com sentido...
Hora sem nenhum...

Apenas a palidez mórbida do nada
De não haver definição do sentir
Nem alegria, nem tristeza
Apenas vazio...


(J.L.)


Faça sol ou faça chuva
E meu coração trancado
Submerso em solidão

Diria que tua falta me consume
Que a distância entre nós me corrói
Que a saudade me entristece

Não é que não sei viver sem ti
Que entenda meu coração isso
É que viver assim, sem ti, perdeu a graça

E tudo é apenas rotina
Do que preciso fazer pra continuar vivendo
Respirando sem viver.

(J.L.)




Não adianta fingir que esquecemos alguma coisa
Porque a mente traz flashes indesejáveis
E o coração jamais esquece a quem amou um dia

Passem-se dias ou anos
Preencham-se de tudo que puder
Mas o espaço que foi ainda é

E essa vida tão corrida até faz esquecer
De mim, de ti, de tanto sofrer
E penso que assim pode ser melhor
Viver nos limites do cansaço

Porque se paro pensar em mim
Acabo pensando em ti
A lembrar o que ficou
O amor que amargurou.

( J. L.)





De todos os dias que me torturam
Hoje me foi o pior
É como sentir a própria morte
Por longo momento
Acariciando a cova que me espera
E me veio o medo
O desespero
Ritmado pelo pensamento
Do que há de vir depois daqui
Muito além desta pobre vida
Perdida e sem sentido
Que jaz a muito tempo
Habitando um corpo inóspito
Que se vive e só vive
A espera da própria morte.

(J.L.)



Quando bate a chamada tristeza
Que hora chega sem avisar
E toma meu riso
E me faz chorar

Vem do nada
E chega em algum lugar
Naquele que eu não queria lembrar
E dói

Um tormento de lembranças
Que o tempo não destrói
Que o coração remói
Num sofrer só meu

Tristeza que me invade
Cheia de saudade
Tão covarde
Dói!


(J.L.)


Aqui dentro sempre chove

As nuvens densas tomam contam

De todos os cantos do coração

O sol não brilha

Aqui dentro sempre chove

E faz frio

E as lágrimas inundam o ser

É sempre inverno

Só as tempestades vigoram

Só a tristeza prevalece

Só a luz não aparece

É resto de vida à míngua

Encharcada pelas águas

Não é vida, não é mais nada.

(J.L.)




A Alegria?

Já me sorriu
A um ano me disse adeus.

(J.L.)




Na triste chegada da noite
Que me aperta as lembranças
Dos sonhos desfeitos
Das esperanças perdidas


Vejo um eu calado
Na solidão
Ainda sem muito entendimento
E cheio de interrogações


Entregue ao tempo
De dias e mais dias
De noites em claro


Coberta apenas pela tristeza
Do vazio que agora habita
No peito partido.


(J.L.)


"E hoje foi apenas assim
Eu e o infinito de mim..."

(J.L.)



Este silêncio que me abraça

E me acolhe sem igual

Que recolhe minhas lágrimas

No leito desde seu início

Eu não quero mais tumultos

Nem risos extravagantes

Nem aglomerado de pessoas

Nem aparições

Este silêncio já me pertence

E não só as noites vêm visitar-me

Desde o amanhecer já sinto seu afago

Às vezes ele me doe

Mas não existem outras formas de reviver

Silenciar e depois morrer.


(J.L.)