Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Não, eu não sei o que me toma
O porquê da tristeza
E a dor que parte minha alma

Nem sei por que as lágrimas correm
E insistem em percorrer pela face
Dilatando meu coração

De repente, assim, acumulo talvez
Do dia cansado
Dos pensamentos dobrados

Do não mais acreditar do que é pra mim
Nem ter certeza alguma do que tenho em mim
Minhas eternas contradições...

(J.L.)


Não há como não dizer


Que as flores mirraram

Que o sorriso se esvaiu

Que os sonhos se desfizeram



Quando não se sabe amar

Maltrata-se quem ama

E a beleza enfeia-se

E o bom se torna ruim



Quando se acaba o sentimento

E se mata os momentos

E se esquece das promessas

Engana-se por quimeras



Não há como não dizer

Que aqui neste meu ser

Foi preciso sufocar tal amor

Que nele mesmo desacreditou.



(J.L.)




De todos os dias que me torturam
Hoje me foi o pior
É como sentir a própria morte
Por longo momento
Acariciando a cova que me espera
E me veio o medo
O desespero
Ritmado pelo pensamento
Do que há de vir depois daqui
Muito além desta pobre vida
Perdida e sem sentido
Que jaz a muito tempo
Habitando um corpo inóspito
Que se vive e só vive
A espera da própria morte.

(J.L.)




Na triste chegada da noite
Que me aperta as lembranças
Dos sonhos desfeitos
Das esperanças perdidas


Vejo um eu calado
Na solidão
Ainda sem muito entendimento
E cheio de interrogações


Entregue ao tempo
De dias e mais dias
De noites em claro


Coberta apenas pela tristeza
Do vazio que agora habita
No peito partido.


(J.L.)


Cada dia mais longe estou

Já gosto desta minha ausência

De observar distante

De silenciar meu riso


A gente vai se afastando

Do tempo e das coisas

De pessoas e de vontades

Já não é mais como antes


O que ficou foi bem pouco

E a qualidade não mudou

Um ou dois amigos ainda restou


Não preciso de muita coisa

Além de me refazer

O que vai e o que fica só eu sei dizer.


(J.L.)






Hoje foi um dia restrito

De choros internos

De lágrimas que rolam na alma


Hoje foi dia de olhar distante

De solidão que fere mais ainda

De coração apertado


Hoje foi dia de nó na garganta

De voz embargada

De poucas palavras


Hoje foi mais um dia que fiquei ali

Tentando encontrar explicações

Para diminuir meus tormentos


Hoje, fui incapaz de sorrir

Porque o que mais existe em mim

É tristeza que chora e chora sem fim.


(J.L.)





A tristeza em mim é tão grande

Quase que infinita

Faz doer a alma

Faz doer o coração

Faz perder o sorriso

Faz os olhos perderem o brilho

E simplesmente transbordar em lágrimas


Procuro entender mas não consigo

Há algo que me sufoca

Que me faz desacreditar de tantas coisas

De pessoas, de sonhos e esperanças


Porém quando tudo isso me perturba

Ainda encontro um pedaço de mim

Que reluta e que tem fé

Que acredita em Deus

Renovando as esperanças perdidas

De que no amanhã posso ser feliz


Então o sorriso mais uma vez

Tímidamente começa a fazer parte de mim

Mesmo que a alegria permaneça quieta

Em algum lugar do meu ser.


(J.L.)




“ E aquele lugar lhe era indiferente

Não satisfazia seu coração

E o prazer que escorria dos seus olhos

Por entre as depravações provadas

Manchavam sua alma

Sabia o que devia fazer

Mas seu orgulho e o prazer

Nunca lhe deixaram vencer.”


(J.L.)