Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Chorei meus desafetos e minhas fraquezas
Chorei minhas angustia
E doía tão profundamente que me fazia soluçar
Falei com Deus e pedi seu perdão
Só Ele sabe o que se passa em meu coração

Revive em pensamento as amarguras
E chorei o que ainda não tinha chorado
Que estava preso, engasgado
E depois foi acalmando
E depois fui suspirando

E me entreguei aos meus versos
Minhas pobres rimas
Tem dias que são assim
Tristes!
E até a tristeza pode virar arte na vida.




(J.L.)

Uma ausência do que não tinha
Uma dor do que não existia
Um romper, de que não sei

Só sei que doeu
Só sei que chorei
Chorei querendo adormecer
E o dia clareou...

E me veio a tristeza
Que visitou este dia
Tão cinza, totalmente descolorido
Onde os olhos perderam o brilho

Aquele aperto interminável no peito
Um pranto silencioso aqui dentro
Querendo compreender
Remexendo todo o ser

E compreendi que um único dia
Sem tua presença e tuas palavras
Tudo em mim penava
E percebi que muito te amava.

(J.L.)




Chorei...
E esta dor que me consome
Externa-se em lágrima porque por dentro sangra
E o peito que bate, hora não desejo mais que bata
Mas que acabe logo
Que finde este resto de vida
Que nem é vida
Posto que não se alegra com o sol que nasce
Nem com a noite que cai
Porque o dia não clareia
E a noite se embrenha mais ainda em trevas
Chorei sim...
Bebi as salgadas amarguras
E adormeci
Pensando em não mais acordar.

(J.L.)




Eu aprendi a sorrir

Eu aprendi a amar

Só não aprendi a valorizar

Os melhores momentos de minha vida

Foi aí, que aprendi a chorar!

(J.L.)




"Enfim, em meu quarto
Para chorar a dores deste dia."

(J.L.)



Respirando este ar

Fechos os olhos e sinto voar

Voa meu pensamento

Que escuta as ondas do mar


Chuá, chuá, chuá

Bate as águas nas encostas

Minhas mãos estão postas

Sentindo o vento levar


Levar de mim o que não quero deixar

Deixar em mim o que quero encontrar

As lágrimas se juntam nos mesmo cantar


Mar de amor é infinito amar

Amar com dor é sempre escutar

O coração chuá, chuá, chuá.

(J.L.)



Sinto a lágrima que cai

Doendo no íntimo da alma

Queimando-me sem pudor

Pela ferida que deixou

Ó dor que não me abandona

Que não há como remediar

Trepida meu pensamento

Dilacerando todo o limiar

Cai a noite o meu pranto

Sedenta de alento calmante

Pelo que não há como curar

É o amor doído e traído

Pelo jurar do teu amar

E repudiado só sabe chorar.

(J.L.)




Eu chorei o que não podia

Eu chorei o que não devia

Eu amei o que não posso e nem devo

Por isso eu chorei...

Eu chorei meu erro errado demais

Eu chorei meu pranto doído de doer

Eu amei o errado, eu errei no amor

Por isso eu chorei...

Eu chorei por minha esperança

Eu chorei até por ser especial

Eu amei a ilusão de que podia ser especial

Por isso eu chorei...

Eu chorei também a lembrança

Eu chorei a desconfiança

Tudo porque amei sem cobranças

Por isso eu chorei...

Eu tento rir na convivência

E por dentro derramo lágrimas sem cessar

Eu chorei e choro a dor de amar...

(J.L.)