Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Uma ausência do que não tinha
Uma dor do que não existia
Um romper, de que não sei

Só sei que doeu
Só sei que chorei
Chorei querendo adormecer
E o dia clareou...

E me veio a tristeza
Que visitou este dia
Tão cinza, totalmente descolorido
Onde os olhos perderam o brilho

Aquele aperto interminável no peito
Um pranto silencioso aqui dentro
Querendo compreender
Remexendo todo o ser

E compreendi que um único dia
Sem tua presença e tuas palavras
Tudo em mim penava
E percebi que muito te amava.

(J.L.)




Eu posso  gritar, chorar e mau dizer este amor
Que aqui se instalou e o tempo não curou
Que nas linhas da minha poesia
Vai deixando o rastro da tristeza infinda
E no coração a ferida machucada
Pelos dias corriqueiros, porém mergulhados em saudades
Das esperanças perdidas
E sentir quase que todos os dias o rosto ser tocado pelas lágrimas
E a alma repleta de uma  dor imprecisa.

Como dói ver um amor indo embora
Mesmo sabendo que não se tem mais o que fazer
Segui com o olhar e vi desaparecer no horizonte
Quem um dia me jurou amar por toda vida e sabia
Bem lá no fundo eu sabia, que esse horizonte
De fato, jamais seria meu.

(J.L.)



Hoje peguei meu violão
Estava no canto, empoeirado
Quanto tempo não me dedico
A dedilhar suas cordas
A deixar soar as melodias

Toquei...
Como nunca tinha tocado antes
O som levou meu coração
Para lembranças tão raras
De quando me era bom cantar e sorrir

Toquei...
E uma lágrima escorreu pelo rosto
E os acordes eram como chicote
Que torturavam meu ser inteiro
E fazia-me tremer por uma dor indecifrável

Toquei...
E este flagelo me consumia
Porque era a nossa canção
Que agora não era mais tua
Que pensei que não era mais minha.

Toquei...

(J.L.)


Passam-se esses dias

Que inflamam minha dor

Como fogueira perene

É a dor do amor

Acessa e consumidora

Das lenhas do coração

Do peito sofredor

Por um amor enganador

E queima e arde mais

E não se transforma em cinzas

Para que o vento e esses dias levem

O fogo cresce!

E de amor ou por amor se fortalece

Sem que haja preces, nem reveses

A fogueira, meu amor,

Meus dias consomem e entristecem.


(J.L.)




Fecho os olhos

Escuto o que vem de dentro

Pensamentos que se formam

De uma saudade

Uma distância

De um amor que vive

De um coração que sente falta

E faz versos que escorrem nos olhos.


(J.L.)




Chega o fim do dia
E a noite recaí
Gentilmente
Silenciosamente
E o que escuto
É só meu coração
Gemendo...


(J.L)




Vou para onde devo

Longe de mim mesma

Deixando para trás

O que não acredito mais


Vou para onde devo

Distante das ilusões

Sozinha caminho

Vou pra longe das multidões


Vou para onde devo

Sem nada a esperar

Passos lentos no caminhar


Mas onde quer que vá

Oh sim! Levo em mim

As dores que fazem chorar.


( J.L.)




Meu silêncio me ensinava a ti amar

Quando me recriminava com suas indagações

Quando mostrava meus tropeços sem olhar os teus

Quando eu olhava na esperança de que pudesse olhar para ti mesmo


Meu silêncio me fez assumir culpas

Quando julgava meu jeito, meus modos

Quando proferia palavras duras e esperava reação

Quando não estava certo mas não queria estar errado


Meu silêncio olhava perto, tímido

Quando só queria evitar brigas e aproveitar o tempo

Quando sabia que não adiantava falar

Quando não sabia como devia me portar


Meu silêncio me calava sempre

Quando eu sabia que amava tanto

Quando o coração chorava por tê-lo como incompreensivo

Quando apenas queria ser feliz sem enfatizar teus erros


Meu silêncio me calava sim

Por renunciar muito de mim

Porque o que bastava era amar e não me ligar a defeitos

E amar não bastava para quem se achava tão perfeito.

(J.L.)




"Sou a distância que perto queria estar
O abraço sozinho
Sem carinho a reclamar
Sou o olhar perdido
A solidão do triste amar."

(J.L.)



Sinto a lágrima que cai

Doendo no íntimo da alma

Queimando-me sem pudor

Pela ferida que deixou

Ó dor que não me abandona

Que não há como remediar

Trepida meu pensamento

Dilacerando todo o limiar

Cai a noite o meu pranto

Sedenta de alento calmante

Pelo que não há como curar

É o amor doído e traído

Pelo jurar do teu amar

E repudiado só sabe chorar.

(J.L.)




Eu chorei o que não podia

Eu chorei o que não devia

Eu amei o que não posso e nem devo

Por isso eu chorei...

Eu chorei meu erro errado demais

Eu chorei meu pranto doído de doer

Eu amei o errado, eu errei no amor

Por isso eu chorei...

Eu chorei por minha esperança

Eu chorei até por ser especial

Eu amei a ilusão de que podia ser especial

Por isso eu chorei...

Eu chorei também a lembrança

Eu chorei a desconfiança

Tudo porque amei sem cobranças

Por isso eu chorei...

Eu tento rir na convivência

E por dentro derramo lágrimas sem cessar

Eu chorei e choro a dor de amar...

(J.L.)