
São os gritos que gemem
São os gemidos que sussurram
São os sussurros que lamentam
São os lamentos que choram
São os choros que agonizam
São as agonias que sufocam
São os sufocos que matam.
(J.L.)
E quando me perguntarem eu direi: Pude não ter sido feliz, mas tentei...


Não! Eu não volto
Voltar é dar um passo atrás
Eu prefiro passos adiante
Do novo, do desconhecido
Mesmo que seja com dificuldades
Voltar para mim não é nova oportunidade
Oportunidade é o que me vem
Não o que me volta
Eu recomeço...
Um novo caminho, de um jeito diferente
Lutei para não chegar a separação
Não queria e estava a disposição
De não deixar sua mão para que nem eu nem você
Seguissemos outro atalho
Mas você escolheu diferente
Sem mais certezas e com indecisões
Preferiu suas realidades de ilusões
Quando fiquei só tive de seguir outra estrada
Chorei e choro
E não é querendo voltar àquele ponto de partida
Ou esperando que retornes para mim
Minhas lágrimas eram e são,
Justamente por saber que, eu mesma,
Jamais voltaria.
(J.L.)

Sinto a lágrima que cai
Doendo no íntimo da alma
Queimando-me sem pudor
Pela ferida que deixou
Ó dor que não me abandona
Que não há como remediar
Trepida meu pensamento
Dilacerando todo o limiar
Cai a noite o meu pranto
Sedenta de alento calmante
Pelo que não há como curar
É o amor doído e traído
Pelo jurar do teu amar
E repudiado só sabe chorar.
(J.L.)


Perdi a conta das noites em clara
Das lágrimas derramadas
Dos risos forçados
Dos dias passados
Perdi a conta dos conselhos
Dos entendimentos
Das orações
Dos tormentos
Aceito meus espinhos
Esta estrada difícil de caminhar
Sem mais contar
Deixo tudo passar
Cada ação tem seu momento
E se agora choro, deixo rolar
Esperando apenas a hora
Sem contar eu sei que vou levantar.
(J.L.)