Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






Resta-me escrever, quando não cabe mais no peito as coisas que ficam guardadas, quando o coração já não aguenta aquela pressão e a voz nem que quisesse sairia.

Resta-me escrever, quando preciso desabafar de mim mesma, desse meu jeito de me importar demais com algumas coisas quando poucos se importam

Resta-me escrever, quando não se tem nenhum ombro amigo para chorar ou para pensar que alguém se importa com o que você pensa ou deixa de pensar

Resta-me escrever, quando as linhas te fazem entender que você precisa ser mais uma vez forte quando tudo que você queria era mesmo desmoronar

Resta-me escrever, porque a poesia ampara e liberta, porque a dor se transforma em verso e o amor continua sendo amor mesmo com dor.



(J.L.)


Como tens me acompanhado
Ó minha grande amiga
Penso como seria meus dias sem ti
Sem a compreensão com que aténs-te

Conhece-me tão bem
E tenho encontrado consolo em minhas noites
Quando devolves para mim
As intensas angústias vividas

Tens me ensinado a ser forte
A andar sem esperar tanto
A viver como quem sabe do destino
A não contar, quando não se tem com quem contar

Tens chorado comigo
Quando dói alguma dor
Em silencio ou em algum lugar escondido
E depois, mostra-me o que é preciso

Tenho sobrevivido aos percalços
E suportei quando achava que não
Há quem te rejeite, mas eu
Sou tua amiga, Solidão!

(J.L.)




Pareço estranha sim
Nem sei quando me desliguei
Quando deixei de sentir
Quando deixei de me importar

Eu nem tenho saudades de quem fui
Mas prefiro assim
Sem ter que me envolver demais
Sem permitir que me tirem a paz

Um tanto fria
Insensível talvez
Criei meus muros
Travei minhas portas

Demorou um pouco
Aprender às vezes machuca
Desapegar dói
Refazer-me exigiu tempo

Recriei meu mundo
Mudei até de sonhos
Deixo verem o superficial
Meus íntimos agora são totalmente meus.


(J.L.)



Nas horas que me recolho
Para ir aos teus braços
Que seria de mim se não estivesse aqui
Se não me escutasse

Quando as palavras já não querem sair
E teu alento me acolhe
Vês bem mais de mim
O que eu mesma não sei definir

Sei que quero ficar contigo
Mesmo que eu não mereça
Preciso de ti, desta tua paz
Tu és minha maior certeza.


(J.L.)





É em noites como esta que a solidão toma conta
E ela nada mais é que ausência de você
De quando existia um pouco de felicidade em mim
E a chuva podia cair lá fora
Porque teus braços me acalentavam

Não existia frio
Não existia distancia
Não existia saudade
Eu bem pensei que existia amor

Mas se existisse essa noite não seria assim
Esse dia podia não ter sido ruim
Tudo podia estar diferente
E nós, talvez um nós...

Hoje já não me doi tanto
Eu aprendi a ser só
Porém o danado coração reclama
Por um tempo que houve o “só nós”.


(J.L.)


Aprendi o quanto é importante termos saúde e que sem ela podemos sim ficar abatidos ou deprimidos, mas podemos ainda assim amar a vida, compreendi que pessoas debilitadas em sua saúde perdem rumos e outras podem se encontrar, outras podem se fortalecer e outras podem enfraquecer...

Aprendi que poucos irão se importar quando você realmente precisar, mas os bons amigos sempre estarão perto e te incentivarão, mesmo que com uma palavra e com orações. “Eu sei que alguém rezou por mim, eu senti!”

Aprendi que o trabalho nos dá frutos, especialmente o conhecimento e isso o dinheiro não paga e que é muito bom poder ter atingido objetivos em meio a este cenário político e tão desacreditado. Que o trabalho honesto é motivo sim de orgulho e através dele podemos realizar nossos sonhos.

Aprendi como é maravilhoso dividir experiências com jovens, propagar o pouco que aprendi de Deus que é Imenso, mesmo que um dia por semana mas que foram bem vividos e poder acreditar que todos estão bem conscientes e perseverantes. É a perseverança que nos permitirá chegar lá!

Aprendi que em muitos momentos na vida bom mesmo é escutar, parar e pensar, que as críticas que me fazem devem ser sempre avaliadas e que elas podem me ajudar a melhorar. Que é muito importante avaliar a situação para assim expor meu ponto de vista.

Aprendi que nossa própria mente nos engana, fazendo-nos pensar que foi de um jeito sem ter sido, por isso, nunca compensa nos irritarmos com algumas coisas se nem demos tempo a nós mesmo de lembrarmos se foi ou não foi assim. Detalhes pequenos nunca devem ser levados a um teor grande.

Aprendi, na verdade sempre acreditei nisso, mas vivi com mais ênfase esse ano, que o bom humor salva tantas relações, que é muito melhor sermos compreensivos, rir dos problemas, tratar as pessoas com atenção e sempre com alegria. Um sorriso abre muitas portas.

Aprendi que não devemos nos importar com coisas banais, com gente banal, que devemos relevar as pessoas sem noção que aparecem porque infelizmente alguns não aprenderam a ter maturidade. Paciência é uma grande virtude a se exercitar.

E aprendi que é preciso ter FOCO, traçar seus sonhos e tudo vai acontecer, não adianta achar que algo vai melhorar se não se toma atitudes para que melhore, então preciso saber o que quero, como quero e o que vou fazer para atingir o que quero. E existirão muitos dando opiniões para você disso ou daquilo, os do contra e os a favor e é sempre bom avaliar e formatar suas próprias estratégias e vai na Fé e na Coragem. Sem isso, acredite, não se consegue muita coisa. Sonhe e foque! Os meios se adequarão porque encontraremos um jeito de fazer dar certo. Basta acreditar!

(J.L.)