Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Cá estou, pensando, refletindo, como de costume sobre o amanhã. Por essas esperanças que trazemos sempre, motivados por uma virada de ano que nos traz apenas um outro dia cuja mudança deve vir de cada um. Sei que o ano não precisa virar para que eu possa mudar minhas atitudes, para que eu possa fazer promessas de ser melhor sem fazer nenhum esforço para isso. Sei que tanta coisa que ficou pra trás me trouxe experiências, mudou meu ser, aprimorou minha personalidade e fez crescer outras vontades, outros desejos, outros sonhos...

O passado, ruim ou bom, nos trouxe oportunidades de aprendizado, quantas coisas foi preciso superar, tantas lágrimas que caíram, tantos erros corrigidos outros não, tantos desafios, medos, sorrisos, decepções. E o presente, tão calmo, que me permite com tranquilidade falar do que ficou e aguardar em paz o futuro que depende boa parte das escolhas que faço.

Nunca me impedi de olhar atrás, de ter meus arrependimentos, muito menos de buscar as coisas que sempre julguei certas, mesmo quando muita gente por aí invertem os valores, as virtudes e vivem impregnadas por tantas mídias que cultuam e disseminam uma liberdade que acaba oprimindo.

Estou em formação, nunca se sabe tudo, nem se tem sempre a razão, é por isso que o que mais admiro e procuro nas pessoas são seus pensamentos e atitudes, principalmente neste tempo em que a internet tem tirado tantas possibilidades de conhecer o outro como ele verdadeiramente é. Lamento por aqueles que não se permitem ao outro, aqueles que por terem uma condição financeira a mais não saberem o que é uma amizade verdadeira porque pensa que todos são oportunistas, por aqueles que pensam que beleza abre todas as portas e nem um sorriso sincero sabe dar, por aqueles que tem tanto conhecimento e a educação lhe tornou ignorante, por aqueles que tiraram dos pobres a comida, a oportunidade e não se permitiu ter compaixão, lamento por tantas atrocidades que o egoísmo tem causado em tantas pessoas.

Escutar e observar tem sido uma constante, eu quero para mim a paz, sou mais que um batom, um perfume, uma bolsa da moda ou um salto alto, eu trago dentro de mim um coração que destila emoções, emoções controladas, equilibradas, porque a vida precisa de equilíbrio. Eu tenho olhos que querem brilhar, enxergar além de mim mesma, ver o colorido de tudo mesmo quando fechar os olhos. Eu tenho risos e quero gargalhar sem medo, rir por bobagens, por coisas simples sem nada de apelações, quero sentir aromas fortes e suaves também, quero ser amiga da melhor forma que eu puder ser, criticar e exaltar quando for preciso.

Quero escrever para não me esquecer de quem fui, de quem sou e do que pretendo ser e que venha os anos que vier o que quero é tranquilidade, para enfrentar a vida é preciso isso, só ela pode nos permitir ver esperança mesmo quando essa teima em não se apresentar.



(J.L.)


São teus abraços meu maior consolo
Teus beijos meu doce aconchego
Teu riso minha melhor inspiração
Amor que transpira emoção

Somos assim tão leves
Tão seguros de nós
Sem cobranças ou exigências
Sabemos dos sentimentos que temos

Voamos alto
E temos pé no chão
Brincamos como crianças
E deixamos falar o coração

Não sabemos o que acontecerá
Há tanto pra convivermos
Não fazemos promessas
Deixamos a felicidade nos tocar.


(J.L.)






Quando olho as cicatrizes
Lembro que muito doeu
Que foi sofrido
Que tantas lágrimas derramei

Houve noites intermináveis
Dias difíceis
Horas de revoltas
Minutos de silêncios profundos

E o tempo foi um bom remédio
Sarou as feridas
Deixou marcas
E uma grande lição

Superei
Amadureci
Não esqueci
Sobrevivi.

(J.L.)




Sim, a vida é como um passar de ondas, hora revoltas, hora calmaria, mas é preciso saber como lidar.
Há muitos enganos, ilusões, beleza e verdade, mas é preciso saber enxergar. 
Há medos, superações, determinação e coragem, mas não pense que é soberano. 
Toda vida acaba e nem o mais esperto foge disso. Mar não tem fim, a vida sim, mas eu gosto de falar do depois, quando não houver mais pulsar, acredito que existe um lugar onde a vida que levou, o bem que se fez, as verdades que proferiu valerão a pena, porque importa quem de fato foi, e este lugar só pertencerá aos que nos vais e vens da vida soube navegar.


(J.L.)


Tinha vento forte
Eu aspirava por navegar apenas
Preocupava-me com meu velejar
Não sei me prender a nenhum cais
Não sei te olhar e ficar em paz


Se tantas vezes me interrogas
Instiga-me por não querer tuas profundezas
Confesso, gosto de ver o sol, sentir a brisa
Não quero afundar
Não sei me abandonar


E velejo mundo afora
Que tenha ou não a tua fúria
Não vou embora
Vou navegar
Não sei amar


Sou barco para andar sobre Ti
Quando penso que te pertenço
Retenho-me com furor
Aspiro ares também de mistérios
Um dia venho, um dia vou


Só sei que nosso melhor jeito é assim
Eu ser quem sou
Tu seres quem és
Cada um com seus mistérios
Seus anseios e sonhos controversos.


(J.L.)





Estava tudo bem
Porém lagrimas correram no rosto
Motivos não tem
Se tem, não sei também

E veio nem sei que sentimento
Só queria chorar
Com olhos perdidos em nenhum pensamento
E o coração começou a apertar

Se se chora sem motivos
Sem saber o que acontece lá
No fundo da alma contido
Razões que só Deus pode sondar

E esse momento é reflexivo
Que buscas tu coração sofrido?
Se revives mesmo sem querer
Algum momento que marcou teu ser.




(J.L.)


Quando sinto o cheiro de terra molhada
Quando escuto o barulho no telhado
Sempre tenho boas lembranças
De um tempo que não volta
De momentos únicos
E sonhos que ficou lá
Poetizei tantas vezes
Por recordar tais lembranças
Porque revivem cada vez que uma chuva cai
E não importa onde eu esteja
Porque está dentro de mim
E se chove, no coração tem tempestade
Que hora entristece, hora me faz rir
Hora me regressa, hora me faz seguir
Só sei que irriga inúmeras emoções
E chove, chove...
E me resta poetizar.

(J.L.)














Não importa quantos queiram te enganar
Quantos queiram te derrubar
Quantos faltem com a palavra 
Quantos mintam a respeito de si mesmo
Quantos invejem teu sorriso
Quantos falem de ti pelas costas

Permanece firme na tua essência 
Na transparência de ser quem és 
Que não haja invenções 
Apenas convicções na certeza do que se quer

Não dá pra dá audiência a quem não se importa contigo
A quem não quer ser teu amigo 
A quem não sabe ser abrigo
A quem quer roubar teus risos

Floresça tuas rosas
Exale seu perfume
E quem souber colher 
Colherá o que tem de melhor no mundo.

(J. L.)


Algumas coisas na vida precisam queimar. 
Umas para nos fazer viver, outras para nos deixar viver. 
Chamas para o que é vivo, forte e decidido 
e cinzas para tudo o que não faz sentido. 

(J. L)

Quando pensamos está só chega aquele amigo, com aquela palavra, aquele ânimo, aquela força ...

Quando queremos está só aí vem aquele amigo, com seu silêncio, seu entendimento, sua compreensão...

Quando pensamos em está acompanhado aí vem aquele amigo, aquele irmão, aquele abraço, aquela diversão ...

Quando queremos está acompanhado aí vem aquele amigo, com aquela risada, aquela alegria, aquela palhaçada...

Pensando ou querendo eles estão presentes e são presentes iluminados que Deus nos concede para juntos vivermos a vida de forma mais leve. Ter com quem partilhar até mesmo o que não se deseja falar é mistério do sentimento mais puro que nos traz a alegria de sabermos que não estamos sós.

Agradeço aos meus amigos que nas tantas jornadas da vida caminharam e caminham comigo.

(J. L)



Vida que corre, coração que pulsa, dias que passam e nos mostram quão ainda desconhecemos o tempo, que se viva mil anos e não se saberá do dia seguinte e para os que amam a vida, há que se espere o amanhã para vivê-lo, e vivemos, quando ele se torna hoje, quando pareceu tão longe mas tornou-se presente e tão logo vira passado, deixando lembranças que muitas vezes são como raízes alimentando toda uma história.

Há que se esperar que nos venha em bonança, que nos traga alegrias e há que se deparar com muitos dos opostos de nossas esperanças, quando sentimos as lágrimas rolarem no rosto, quando aperta o peito aquela dor que nem sabemos como começou, ou quando a saudade tocou profundo e as ausências nos entalou a garganta, quando  é preciso forjar um riso ou a inquietação foi contida porque a expressão causaria polemicas e já nem adiantava muita coisa, quando, às vezes, nada pareceu ter sentido e em outras com tão mínimo se fez grandioso.

Tempo, tempo, tempo! Que corre, nos envelhece, nos dota de experiências mas também nos interroga:  “ Que sabes tu?” Que vem , que vai, marca, passa... não fica.

O hoje é aquela pequena parcela de horas, um ciclo de luz, onde o sol clareia e esquenta a vida dando lugar à noite, pacientemente, noite e dia, dia e noite, e que vivemos, e por benção maior temos um que nos representa, por inteiro, que passou, mas sempre é recordado para a contagem de nossos anos que Deus nos permite desfrutar até voltarmos para Ele.

Eu sei que quando se comemora a vida, ninguém deseja falar de morte, mas há que se acostumar, não sabemos do amanhã, não sabemos nem se quer daqui a meia hora, vivemos o agora em planos futuros, minuto a minuto, numa rotação mutável de atos e até pensamentos, já não se é quem se foi, nem se será quem se é. E quando se for, quem se será? Há que se pensar!

E se Deus vai permitindo, eu vou caminhando e agradecendo, tenho uma porção de histórias para contar e uma disposição tremenda para querer conhecer o que a vida tem para mostrar. Todos os dias me visto em espera, há de se ter braços abertos, a vida tem lá seus padecimentos e cada momento deve ser sentido, mas viver meus amigos, viver mesmo só você pode dar esse sentido.

Há quem viva como quem quer morrer e morre sem vida e há quem viva como quem quer viver e morre para viver eternamente.


(J.L.)


Recriei minha fortaleza
Reconstruí minhas muralhas
Aquelas que haviam caído
Quando permiti que entrasse

E como em Tróia
Foi a emboscada que trouxeste
Pois o que pensava ser apaziguador
Era mentira que tudo destrói

Reconstruir tudo que veio abaixo foi árduo
Colocar cada tijolo e reencontrar alguma esperança
Sarar as feridas da luta silenciosa que quase matou-me
E velar as compreensões que dediquei

Sim, cá estou eu em volta de meus muros
Reconstruídos e com uma grande porta
Porta que tu jamais entrarás
Porque tu mesmo já baniu-te de mim.


(J.L.)






Eu tenho aquela vontade
De ficar só no meu canto
De não ver lá fora o mundo
De silenciar dentro de mim

De chorar sozinha
Ouvir meus próprios lamentos
Sentir minha dor
Deixar o amor morrer aqui dentro

Mas de tanto que tento
A tristeza aumenta
Nada morre
Só vive pra ser tormento

E tenho que encarar todos
Rir como quem é feliz
Para que ninguém veja
O coração sangrando infeliz.


(J.L.)





O dia dá lugar à noite
A noite dá lugar ao dia
Tudo numa gentileza harmoniosa.
Aprendamos a dar lugar, a cada um o espaço que precisa
Estendamos nossa compressão às horas que passam
E por onde passarmos
Gerando tal qual o sol e a lua a sutil gentileza

Harmonizando e equilibrando os dias. 

(J.L.)





Está assim contigo, ao teu lado me faz tão bem
És a parte que acalma minha vida
Porque quando estou contigo esqueço do ontem
E vivo o que tenho no momento

Teus braços são minha fortaleza
Teus carinhos me tornam manhosa
Sedenta de mais amor
E tuas palavras são melodias suaves

Eu queria está sempre assim
Recoberta pela tua atenção
Rindo das coisas mais banais
Tocando em teu rosto

Queria sempre olhar em teus olhos
E falar o quanto me tem pra ti
E que não penso em mais ninguém
Queria não apenas sonhar...



(J.L.)



"A poesia é parte inseparável de mim, definindo os sentimentos mais loucos, expressando as idéias mais banais, deixando minha vida nas rimas imperfeitas de um tempo incalculado no coração que se deleita nos versos."

(J.L)



"Arrependimentos vem, depois de vivermos a escolha a qual julgamos tão certa tornar-se o que de fato nunca foi e descobrirmos que enganamos a nós mesmos, porque tínhamos esperança de viver tão intensamente quando a felicidade se faz no mais simples e mais cauteloso ato de olhar e por precipitações deixou de ter sido vista."

(J.L.)






Mas e daí, se de repente, algo perdeu o brilho, se o dia escureceu, se o céu ficou cinza, se o coração doeu?!

A vida é isto meu amigo, nem tudo é colorido, aprende com o que se apresenta. Uma hora é choro, outra lamento, uma hora é riso, outra desprendimento, uma hora é perda, outra é ganho, uma hora ilusão, outra realidade, uma hora sonho, outra saudade... 
A vida é luta tentando o equilíbrio na linha da felicidade, é o desafio da marcha, do som que pulsa dentro de ti e faz :tum tum, tum tum...

(J.L.)



Eu sei, sou aquele tipo difícil de ser surpreendida mas que se encanta facilmente com as coisas mais simples. Eu não gosto do normal, tem que ser diferente e não precisa ser extravagante.

Gosto de cartas, de palavras, de uma música que combine com o momento e daquelas atitudes esperadas que deixaram de ser usadas porque o mundo tá “evoluído” demais. Ah, eu gosto das gentilezas do abraço, das saudações sem gírias, daquele riso descontraído e do olho no olho.

Eu sei, sou um tanto quanto antiquada, não nego. Até me esforço na onda dos estilos, acompanho o ritmo, danço conforme a música, mas nada se compara como mover-se na sua própria melodia, ouvir o agradável, falar na docilidade recebendo o mesmo afeto.

Eu sei, as pessoas são diversificadas e  que das muitas que conheço hoje, não fariam por mim metade do que faço por elas e eu os chamo de amigos, porque aprendi uma lição básica de que ninguém vai agir conforme eu ajo, mesmo que eu espere. E confesso também, que espero algumas atitudes e elas nunca vieram.

Eu sei, que já chorei algumas vezes por isso e que ainda vou chorar, porque tem dias que procuro alguém pra me doar alguma palavra ou conforto e somente a presença das lágrimas me tocam e os pensamentos que hora ou outra se revoltam e voltam a dizer a mim mesma que dificilmente alguém vai perceber o que os meus olhos percebem .

Eu sei, sou cheia de detalhes, gosto dos detalhes e os menores são os mais importantes pra mim. Aprendi a relevar muita coisa, principalmente as inesperadas esperadas que são aquelas obvias mas que não queremos acreditar, e pra manter a valsa da vida quando pisam no pé eu reinvento um novo passo.


E eu sei, que eu não seria eu se não fosse assim, aquela aprendiz da vida, que rir e chora com tanta facilidade, que traz marcas no peito e aprendeu a sobreviver, que se faz amiga na abertura das escolhas, que fica perto quando perto é preciso e que fica longe quando longe é o maior bem.

(J.L.)




Não há como duvidar que fostes feito para mim
Que Deus nos criou com um proposito e por amor
Para juntos construirmos uma família, um lar
Para sermos um Nele e a vida procriar

Nos consagramos aqui
Perante todos nosso amor
Celebramos, comungamos
Nossa fé no Salvador

E assim vamos trilhar
Só Deus quem pode separar
Pois nosso Amor se eleva ao céu
E certos, Deus está a nos abençoar.

(J.L.)



O tempo hoje nos remete a um ano que se foi com esperanças de um outro que nos seja mais agradável e benéfico . O tempo, este senhor das horas que passam, que não temos domínio, muito menos sabemos o que nos aguarda minuto a minuto, nos mostra quão mutável somos, seres de transformação e em transformação, seres atuantes no tempo, num passado conhecido, um presente em vivência e um futuro de anseios profundos que nos tornam homens e mulheres marcados pelas experiências e aventureiros do desconhecido.

Vivemos, aprendemos e a cada hora podemos nos perceber numa situação inimaginável. O tempo que passa nada mais exige de nós que vivamos, intensamente, e descobrirmos que cada hora, minuto e segundo que passa vira esse passado e logo em seguida podemos fazer diferente.

Que seu novo ano seja assim, vivido com intensidade e não com amadorismo, como quem está em progresso mas já tem uma bagagem e sabe o que colocou na mala. Encha-a com tudo que aprendeu e ela lhe dará subsídios para novos dias.

Aproveite o tempo!
Aproveite a viagem de 2015!


(J.L.)