Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




Mostrando postagens com marcador o barco e o mar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador o barco e o mar. Mostrar todas as postagens



Meu Barco
Por que te entristece?
Fica aqui comigo
E de tuas mágoas esquece

Vem navegar, sentir teu mar
Tuas velas içar
O vento beijar
Sentir o sol te iluminar

Vem nas minhas ondas
Velejando sem pensar
Segue tua rota
E tua ânsia de amar

Lança-te querendo acertar
Tesouros pensas encontrar
Tudo foi breve
Mas não é hora de ancorar

Vá além do Bojador
Eu sei que dói
Conheço e sinto tua dor
Supera o desamor

Mas para além
Eu digo que um dia vem
O sol sempre brilha
Para quem não se retém.


(J.L.)


Eu sei, meu Barco
Das tuas incontáveis dúvidas
Das tuas infinitas buscas
Quando te põe a navegar
Por vezes me acho ingrato
Com minhas tempestades
Muitas vezes não sei lidar
Sou deveras difícil de decifrar
Tenho fúria e paciência
Mesmo quando me toca o luar
Eu só sei ser Mar
Mas muitos sabem apreciar
Tu me devolves confiança
Quando se lança sem esperar
Que eu te traga o que deseja
Quando eu mesmo não sei como dá
Tu é o melhor de mim
Quando em mim pode descansar
Quando não sei como me doar e dizes:
"Eu sei, mas contigo quero está!"
(J.L.)

Foi belo quando eu, barco, despojei-me ao Mar
Essa era minha sina
Singrar e singrar
Navegar pelas densas águas

Adentrei no teu infinito
Descobri tuas revoltas nas tempestades
Eu resisti, dia e noite eu insisti e resisti
Mas despedacei-me em alguns momentos

Hora e outra voltava ao cais para me recompor
Triste por vezes sentia muita dor
É grande tua beleza, mas é insondável
E eu já vejo meu fim em um  breve velejar

Meu destino é navegar
Por que temeria eu a minha morte?
Se este é meu ofício
Fui feito para o mar e no mar quero ficar

Assim como foi meu começo
Que seja o meu fim, no infinito...
Infinito que me atrai e me leva a Amar.
Sempre A-mar. 

(J.L.)








Sou um veleiro sem destino
Disposto somente a navegar
Por vezes pensei não ter caminho
Nem me lançar no infinito mar

Andei errante querendo me encontrar
Despontei em alguns portos
Meu destino não estava lá
E assim voltava a singrar

No coração levava a esperança
Da busca inquietante
Travando muitas lutas
Sendo tantas vezes revoltante

E no Mar era meu melhor
Eras minha paixão, meu amor maior
Mas não queria te pertencer
Eu não sei me prender

Por isso nos amamos livre, Mar
Tu és como és e eu sou como sou
Se infinito és, eu não poderia ser limitado
E assim te alcanço, Mar, Meu Amado!

(J.L.)




Teu destino é estar em minhas águas
Ainda que por um lado desconhecido
Porque quando pensas não me pertencer
Tu te adentras mais em meus infinitos

Estar perto é sentir as ondas que meu coração revela
Afastar-se pode ser sentir calmaria
Mas ainda ali sou eu
Na vasta lembrança da tempestade que viro

Perto ou longe, atracado ou em mar aberto
Tu não serias barco se não navegasse
Se meu cheiro não te atraísse
Se minhas águas não te chamassem


Tu sabias disso
E como veleiro mesmo teimoso se resignava
Se rendia por querer mesmo
Porque imensidão é teu desejo

E tu se punha em coragem
De ir ao meu encontro
Deixando o leme do amor guiar
Meu Barco, sempre serei teu Mar.


(J.L)


Tinha vento forte
Eu aspirava por navegar apenas
Preocupava-me com meu velejar
Não sei me prender a nenhum cais
Não sei te olhar e ficar em paz


Se tantas vezes me interrogas
Instiga-me por não querer tuas profundezas
Confesso, gosto de ver o sol, sentir a brisa
Não quero afundar
Não sei me abandonar


E velejo mundo afora
Que tenha ou não a tua fúria
Não vou embora
Vou navegar
Não sei amar


Sou barco para andar sobre Ti
Quando penso que te pertenço
Retenho-me com furor
Aspiro ares também de mistérios
Um dia venho, um dia vou


Só sei que nosso melhor jeito é assim
Eu ser quem sou
Tu seres quem és
Cada um com seus mistérios
Seus anseios e sonhos controversos.


(J.L.)




Minha beleza é te impulsionar
Meu amor extremo é ser aberto
E não te sufocar
É deixar você navegar  como desejas
E seguir o rumo que procuras

Meu amar é assim
Te dar sustento ou tranquilidade em minhas águas
E até me revoltar
Quando esquece como se deve navegar
E receber a tempestade que vem

Eu te observo e te detenho
Mas não me pertences
Por horas, vive a tantas margens
E tem medo do meu  infinito desconhecido
De adentrar em meus mistérios

Se me vens eu te recebo
E também te deixo ir
Tenho minha liberdade de ser quem sou
Como tens a tua de seres quem és
E quando juntos, somos esperançosos de nós.


 ( J.L .)