Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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É nas pequenas coisas, nos mínimos detalhes,eu não canso de dizer,nem de observar. Encontrar Deus onde nem pensamos,ou talvez desatentamo-nos nesses encontros... mas confesso,estou sempre querendo achar o dedo de Deus tocando na minha vida e quando consigo perceber,fico tão impressionada, bem como gera a certeza dos cuidados que Ele tem por nós. 

Acredite,Ele está a todo instante querendo nos mostrar seu amor, mas somos tão cegos,queremos tanto viver por nós mesmo que acabamos por não perceber a ação e a providência divina diária de um Pai atento aos seus filhos.Seja numa frase que recebemos de um amigo distante que te faz rezar e agradecer,naquele outro que te manda coisas engraçadas porque sabe que vai te fazer rir,em outro que te dá bom dia e te escuta todos os dias,naquele sonho que você acabou por conquistar e teve quem se alegrasse contigo,naquele amigo que sem delongas vem te encontrar e deixa o celular de lado e olha no olho pra partilhar da vida e falar de Deus,naquele que te abre um portão com um largo sorriso, naquele que te faz um convite porque lembrou de você...

Acredito! É Deus agindo! É o Deus que não se esquece de nós!É Deus sondando o coração e se manifestando em cada um dos que hoje me fizeram perceber mais sua presença. São essas gentilezas, de um amor puro e simples, que pode ser sentido quando nos abrimos ao bem que nos acontece, quando com o coração aberto deixamos que os outros se acheguem e fiquem conosco, dando a mesma atenção, acolhendo e acolhendo os gestos que são doados.

Nem todos os dias consigo perceber, às vezes tenho muita ingratidão que me impede de ver claramente,fico querendo mais e tenho lá os meus lamentos que Deus conhece muito bem.Que as traves dos meus olhos possam sempre cair diante das maravilhas que Tu me concedes.Eu quero sempre poder vê-las, sentí-las e vivê-las, perdão meu Deus,por me deixar cegar muitas vezes por futilidades e resistências da minha prepotência.

Ao fim deste dia agradeço-te porque esteve comigo através de tantos outros,  segurou minha mão, olhou nos meus olhos, sorriu, deu a atenção que eu precisava não a que eu queria,escutou-me e gentilmente me amou em cada gesto que me dedicou.

 (J.L.)


Eu sei, sou aquele tipo difícil de ser surpreendida mas que se encanta facilmente com as coisas mais simples. Eu não gosto do normal, tem que ser diferente e não precisa ser extravagante.

Gosto de cartas, de palavras, de uma música que combine com o momento e daquelas atitudes esperadas que deixaram de ser usadas porque o mundo tá “evoluído” demais. Ah, eu gosto das gentilezas do abraço, das saudações sem gírias, daquele riso descontraído e do olho no olho.

Eu sei, sou um tanto quanto antiquada, não nego. Até me esforço na onda dos estilos, acompanho o ritmo, danço conforme a música, mas nada se compara como mover-se na sua própria melodia, ouvir o agradável, falar na docilidade recebendo o mesmo afeto.

Eu sei, as pessoas são diversificadas e  que das muitas que conheço hoje, não fariam por mim metade do que faço por elas e eu os chamo de amigos, porque aprendi uma lição básica de que ninguém vai agir conforme eu ajo, mesmo que eu espere. E confesso também, que espero algumas atitudes e elas nunca vieram.

Eu sei, que já chorei algumas vezes por isso e que ainda vou chorar, porque tem dias que procuro alguém pra me doar alguma palavra ou conforto e somente a presença das lágrimas me tocam e os pensamentos que hora ou outra se revoltam e voltam a dizer a mim mesma que dificilmente alguém vai perceber o que os meus olhos percebem .

Eu sei, sou cheia de detalhes, gosto dos detalhes e os menores são os mais importantes pra mim. Aprendi a relevar muita coisa, principalmente as inesperadas esperadas que são aquelas obvias mas que não queremos acreditar, e pra manter a valsa da vida quando pisam no pé eu reinvento um novo passo.


E eu sei, que eu não seria eu se não fosse assim, aquela aprendiz da vida, que rir e chora com tanta facilidade, que traz marcas no peito e aprendeu a sobreviver, que se faz amiga na abertura das escolhas, que fica perto quando perto é preciso e que fica longe quando longe é o maior bem.

(J.L.)