Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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O som da chuva la fora
Entoando a lembrança
Dos meus olhos que te devotavam
Das tuas mãos que seguravam as minhas
Sentíamos apenas
O amor invadindo nosso ser
Mas não éramos capazes de ceder
Nem soubemos nos acolher
No frio não nos acalentávamos
Estimávamos um dia que nunca chegou
Sofríamos a ausência
E a presença trazia repulsa
Nunca saberemos como seria o nós
Errantes seguimos outro destino
E vez por outra acredito que vagueias também
Nas lembranças ao som da chuva caindo.

(J.L)


Dos momentos que me recordo
Quando a chuva molhava aquele chão
E juntos o nosso coração
Pedia tanta emoção

Tão jovens que éramos
Desconhecíamos nossos sentimentos
Mas olhávamos nos olhos
E nossas mãos eram alento

Quanta repressão de nós mesmos
Quantas tentativas em vão
Amar e não ter
Amar e deixar morrer

E eu sempre penso em você
Quando ouço a chuva cair
Por vezes cai algumas lágrimas
Por tudo o que deixamos esvair.


(J.L.)







 
Tem dias assim
Que as palavras ficam soltas
Dispersas, inquietas

O coração aperta
Sofrendo a ausência
Sentindo o incompreendido

Sim, não compreende
A inquietude em que se encontra
Porque não se encontra

E se perde nas vastas lembranças
E mistos de sentimentos
Revirados, modificados

Chora e cala
Vive a angustia da solidão
Do sim e do não.

( J.L.)





Noites assim me fazem chorar
Quando lembro de teu abraço
De teus afagos sem fim
Da tua ternura tão minha

A chuva que cai me faz lembrar
Da pureza de tal amor
Inocente como criança
Contido pela adolescência

São esses sons que caem ao chão
Trazendo-me tantas lembranças
Dos olhares e beijos perdidos
Das mãos que um dia se encontraram

Nosso amor foi assim
De tão amor que foi ficou guardo ao peito
Servindo de infinitas recordações
Quando uma simples chuva ainda faz suspirar.

( J.L.)

 



Hoje peguei meu violão
Estava no canto, empoeirado
Quanto tempo não me dedico
A dedilhar suas cordas
A deixar soar as melodias

Toquei...
Como nunca tinha tocado antes
O som levou meu coração
Para lembranças tão raras
De quando me era bom cantar e sorrir

Toquei...
E uma lágrima escorreu pelo rosto
E os acordes eram como chicote
Que torturavam meu ser inteiro
E fazia-me tremer por uma dor indecifrável

Toquei...
E este flagelo me consumia
Porque era a nossa canção
Que agora não era mais tua
Que pensei que não era mais minha.

Toquei...

(J.L.)


Tem coisas que o tempo não apaga da memória

Porque o coração teima em reclamar

E mesmo que a razão queira afastar

O amor permanece lá

Tem coisas que o tempo sempre irá recordar

Porque os ouvidos ainda escutam o cantar

E mesmo que a boca diga o contrario

O amor permanece lá

Tem coisas que o tempo marca

E mesmo que passado se torne

O presente faz lembrar

Tem coisas que o tempo deixa falar

Porque o tempo não consegue ocultar

Devido ao amor, que permanece lá.


(J.L.)





Hoje escutei aquela musica

Que cantei muitas vezes pra ti

Quando ouvi o toque do violão

O aperto tomou meu coração


É tão triste recordar

O que a canção era esperança

E que o momento me fazia só

Tão só, lembranças apenas...


Não sei porque ficam tantas marcas

Eu queria que fosse diferente

É por isso que eu preciso estar distante

Para nunca poder te sentir presente.


(J.L.)




De onde vem essas doces e coloridas lembranças

que fazem-me poetizar a vida e pintar um arco-íris

só para encontrar o pote cheio de tesouros?

(J.L.)





Quem não gosta de ser lembrado?

Todo mundo gosta de ser lembrado e todo mundo lembra de alguém no mundo. É aquela saudade que muitas vezes bate lá no fundo, a lembrança que chega porque alguém fez parte do seu mundo.

Nem sempre quem é lembrado sabe que foi lembrado.Nem sempre quem lembrou conta suas lembranças. Mas elas permanecem, não expressadas, compartilhadas, não esperadas, vividas, sofridas, alegres, tristes, repartidas, eternas...

A lembrança lembra de alguém de perto ou de longe, tão perto, tão longe, ausente, presente, ela é insistente, vai além do além da gente.

Quem nunca mergulhou em suas lembranças e não lembrou de momentos tão pequeninos, porém, significativos?


Quem nunca não pensou: Será que ele ou ela lembra de mim? Da amizade, do amor, da paixão, da cumplicidade, da dedicação, da doação, da canção, da emoção, da liberdade, igualdade, fraternidade, oração...

Nem sempre sabemos o quanto fazemos parte da vida do outro, seja com um simples sorriso, um aperto de mão, um ombro amigo, uma lágrima de irmão, uma palavra bonita ou um grande sermão...

Mergulhei em minhas lembranças e de tantos que lembrei tu estavas lá, porque fizestes e fazes parte da minha vida, das minhas lembranças...

E se fazes é porque de alguma forma tocaste meu coração, com sua particularidade, com seu jeito de ser você que não me deixou esquecer. E para minha lembrança não ficar em meio ao vão, eu comecei a rabiscar o papel, para eu sempre lembrar que mesmo que julgue que sua passagem pela minha vida tenha sido rápida, não alicerçada, não explorada, a lembrança existe e ainda poderá nos reaproximar.

Acreditas nisso??

Então não se esqueça de lembrar!!

(J.L.)