Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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A lembrança era ouvir o som da chuva
Então podia suspirar e sentir o cheiro
Podia fechar os olhos e sentir o toque da mão
E entender cada olhar pelas palavras não ditas

É um passado que se faz presente
Querendo tal amor
Recordando os momentos perdidos
Os sentimentos sufocados

Como tem poder o chuá lá fora
Remexendo tudo dentro de mim
Instigando profundamente a memória
Revivendo o amor que marcou minha história.


(J.L.)



Nasceu de nosso silencio talvez
Do olhar primeiro
Daquele jeito sem explicação
Quando simplesmente acelera o coração

Dos risos fáceis
Das brincadeiras bobas
Dos jeitos sem jeito de falar
Não tem como a gente explicar

Nasceu do beijo desejado
Do risco calculado
Do desejo aprisionado
Da admiração observada

Dos minutos pouco aproveitados
Das noites sonhadas
Dos medos da recusa
E da vontade da coragem

Morreu, minuciosamente
Pelas mãos do Tempo incoerente
Das almas que se encontraram
Em um dia errado.



(J.L.)


Teus olhos em meus olhos
E todo o entendimento de nós
Dos segredos mais bobos
Dos desejos mais profundos

Nós somos como uma ingênua fome
Que não sabemos se temos
E na prova descobre-se o querer mais
Porque nem sabemos o porquê

Nós somos também o receio de sermos
O respeito pela inocência
A contrariedade do certo
O impulso do terno querer

Teus olhos em meus olhos
E toda a vontade que temos em nós
Que aumenta a audácia
Que salta nos abraços mais fortes

São teus olhos...
São meus olhos...


(J.L)





É só te ver assim
Pra meu coração sentir falta
Ter vontade de estar em teus braços
Ter-te para mim

Tua presença relembra a ausência
Restando-me recordações
Das noites  iluminadas
Pela alegria de estarmos juntos

Ausência doída pela tristeza
Ferida pela distância
Fincada pelas lembranças boas
Das  quais não mais podemos

Ah triste destino
Que enlaça amantes em tempo errado
E subjuga-os a viverem aquém
À margem de seus desejos impossíveis.


(J.L.)



Dos momentos que me recordo
Quando a chuva molhava aquele chão
E juntos o nosso coração
Pedia tanta emoção

Tão jovens que éramos
Desconhecíamos nossos sentimentos
Mas olhávamos nos olhos
E nossas mãos eram alento

Quanta repressão de nós mesmos
Quantas tentativas em vão
Amar e não ter
Amar e deixar morrer

E eu sempre penso em você
Quando ouço a chuva cair
Por vezes cai algumas lágrimas
Por tudo o que deixamos esvair.


(J.L.)



Que diria eu de ti?
Se não apenas o que sei
O que me mostras

Dirias que admiro
Teu jeito tão simples
E honesto

Teu olhar mais doce
A tuas palavras mais duras
Porque não podem ser diferente

Falaria de teus carinhos
Com respeito a quem és
Diria que assim o é

Diria que não poderia ser assim
Mas assim foi
E continuará sendo entre nós

Diria que o que há
É o que não podemos definir

E assim até quando tiver fim!?

(J.L.)