Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Não há como não dizer


Que as flores mirraram

Que o sorriso se esvaiu

Que os sonhos se desfizeram



Quando não se sabe amar

Maltrata-se quem ama

E a beleza enfeia-se

E o bom se torna ruim



Quando se acaba o sentimento

E se mata os momentos

E se esquece das promessas

Engana-se por quimeras



Não há como não dizer

Que aqui neste meu ser

Foi preciso sufocar tal amor

Que nele mesmo desacreditou.



(J.L.)



Naquela praia eu ancorei meu barco

Exausta de toda a viagem

Pareceu-me bom descansar ali

Tu me vinhas perfeito

Apresentando-me toda beleza

Da ilha exposta, dizia

Eu navegante inexperiente

Encantada com as formas

Nas palavras me agarrei

Veio a revolta das marés

Que não me incomodavam

Eu já estava decidida

Amar-te , amar-te

Era o que eu queria

Não importava ventania

Lutei bravamente

Lutei todos os dias

Lutei sozinha

Eu queria permanecer ali

Tive de voltar ao mar

Depois de tanto me enganar.


(J.L.)



Olhar nos teus olhos nunca pude

Ouvir o seu sorriso, isso me alegrava

Sentir sua mão eu muito desejava


Muito me esforcei para ninguém perceber nada

Sei que por você jamais serei amada

O que quero é ser feliz e não ser apenas desejada


Julguei-me apaixonada

E não estou errada

Eu não quero passar o tempo

Quero amar e ser amada


Se não há conspiração ao meu favor

Perdoa-me por favor

Passarei sem rancor

Porque de migalhas não vive o meu amor.

(J.L.)