Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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De repente muita coisa se vai
E eu fico aqui, imaginando
Porque tudo tem que ir?
Algumas coisas, algumas pessoas
Desejo tão mais perto de mim
Mas porque se vão? Por quê?
O que ainda preciso aprender?
Com essas partidas?...
E sempre que se vai
Meu coração chora mais
E quando penso poder segurar as lágrimas
Meu peito dói e meus olhos não me obedecem
Às vezes penso não suportar mais tantas partidas
Perder para distância ou para a morte
Seria este o grande mistério da vida?
Que tudo se vai?
 Para em algum lugar
Ou em algum momento haver um reencontro?

(J.L.)



Vou escrevendo a vida

Rimando os traços passados

Vou deixando as marcas

E fazendo versos a cada passo

Deixando recordação

Imaginando mais sonhos

Sufocando algum amor

Compondo também a dor

Vou e fico em linhas

Carregadas de tantos sentimentos

Umas expostas a muitos

Outras recolhidas ao intimo

Às vezes me toma tamanha ausência

Consumindo algum talento

Que fere e é tormento

Que não escrevo e é silêncio.


(J.L.)




É o peito incomodado

Pelo silencio forçado

Que chora calado

E sofre inconsolado

Não sei por que me dói ainda

E não há o que fazer

Porque mesmo que os dias passem

Não se apaga a dor em meu ser

E tudo fica assim

Descolorido e sem som

Só ele grita

E toda noite vou dormir

Ouvindo seus gemidos

Imaginando que amanhã vai passar.


(J.L.)



Este silêncio que me abraça

E me acolhe sem igual

Que recolhe minhas lágrimas

No leito desde seu início

Eu não quero mais tumultos

Nem risos extravagantes

Nem aglomerado de pessoas

Nem aparições

Este silêncio já me pertence

E não só as noites vêm visitar-me

Desde o amanhecer já sinto seu afago

Às vezes ele me doe

Mas não existem outras formas de reviver

Silenciar e depois morrer.


(J.L.)




Hoje dediquei-me mais ao silêncio

Nenhuma palavra

Nenhum sorriso

Apenas o olhar perdido

Viajando nos pensamentos

Deixando a lágrima cair

Sem secá-las

Por medo que alguém veja

Trancada no meu canto

Na minha tão presente solidão

Sem ver o sol

Apenas o clarão lá fora

A noite chegou sem demora

E eu perdida em mim

Procuro silenciar a dor

Que já cansou de esconder-se.


(J.L.)




Meu silêncio grita

Na palavra que não é expressada

Na lágrima retraída

No olhar furtivo

Meu silêncio grita

Na escuta não entendida

No pensamento repudiado

No instante recriminado

Meu silêncio grita

Nas rimas da poesia

Nos versos soltos

No peito sufocado...


(J.L.)




Composição : Eduardo Faro


Ao meu redor
Procuro entender
O que virá
Se bem longe eu vou estar
Diante de Ti
Eu entreguei os meus caminhos
Pra Te sentir
E nunca mais chorar sozinho
Mas cansado estou
E fraco a esperar
Que Tua doce voz
Venha o meu sono despertar
Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar (Bis)
Só Você faz o mar se acalmar
E traz paz iluminando o meu olhar
Sabes ouvir as dores do silêncio
E persistir em esquecer os meus lamentos
Sei que em Você
Encontro meu alento
Estendo as minhas mãos
Entrego os meus sentimentos
Manda Teu espírito e vem me abraçar
Pra eu não chorar
Preciso de Ti aqui
Pra me consolar (Bis)