Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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É o peito incomodado

Pelo silencio forçado

Que chora calado

E sofre inconsolado

Não sei por que me dói ainda

E não há o que fazer

Porque mesmo que os dias passem

Não se apaga a dor em meu ser

E tudo fica assim

Descolorido e sem som

Só ele grita

E toda noite vou dormir

Ouvindo seus gemidos

Imaginando que amanhã vai passar.


(J.L.)



Meu silêncio grita

Na palavra que não é expressada

Na lágrima retraída

No olhar furtivo

Meu silêncio grita

Na escuta não entendida

No pensamento repudiado

No instante recriminado

Meu silêncio grita

Nas rimas da poesia

Nos versos soltos

No peito sufocado...


(J.L.)




De onde vem esta voz

Que ecoa sem cessar

Murmúrio e lamentar

De vida sem sonhar


De onde vem esta voz

Que teu nome faz ressoar

Que de ti faz lembrar

E que também faz chorar


Ó voz que não consigo calar

Vai e vem como ondas

Num balanço sem parar


Ó voz para que gritar?

E o eco se multiplicar

Sem fim, sem fim, sem fim...


(J.L.)