Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Às vezes a gente sente umas saudades que chega a ser melancolia. A gente sente falta de coisas e pessoas que foram importantes mas ficaram em algum lugar no passado. 

A gente entende que dói, mas que foi preciso, existia mais na busca que queríamos. A gente percebe que muita coisa mudou e temos sim uma saudade , até de quem a gente foi um dia e mesmo sabendo do quanto algumas coisas foram importantes por te trazerem aprendizado e paz você precisava ir mais além. 

E não é que não se sente falta, às vezes a gente já não se encaixa mais em alguns lugares, tudo se faz estranho, só perdura mesmo o que de fato era verdadeiro, eu acredito assim. E é bem verdade, sobrou muito pouco (de pessoas e coisas), muito pouco mesmo. E essa saudade chega até o limite de se duvidar dela mesma, porque se sobrou tão pouco, você não sabe se é pelo pouco ou pelo muito que pensou que existia.



(J.L.)


Quando me vem o silencio

Nas noites intermináveis

Povoadas de pensamento

Que chegam para calar apenas

Quando me vem a tristeza

Torpeza da fragilidade

Alimentada pelas lágrimas

Que rolam na alma sem paz

Quando me vem o infortúnio

Do que sou pelo que não sou

Registrados na essência

Que flagela o ser sem compreensão

É quando vem tudo e mais um pouco

Do que me dói e tortura

De quando sentido não mais se encontra

E que buscas são vãs e só se espera o fim

É quando me cai a insônia da madruga

Revestida de real morte em vida

De uma vida sem vida

Sem cores, nem sons, nem palavras

Já não sou quem procurava ser

Para ser o que me fizeram

Roubada dos sonhos, do tal amor

Ser apenas a melancolia da história minha.

(J.L.)