Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Tanta correria

Para quê?

Dias agitados tem sido os meus

Ligeiramente tomados

A noite chega

Demasiadamente longa

Sem sono

Num disparate de pensamentos

De uma mente cansada sem descanso.

(J.L.)




Quando me vem o silencio

Nas noites intermináveis

Povoadas de pensamento

Que chegam para calar apenas

Quando me vem a tristeza

Torpeza da fragilidade

Alimentada pelas lágrimas

Que rolam na alma sem paz

Quando me vem o infortúnio

Do que sou pelo que não sou

Registrados na essência

Que flagela o ser sem compreensão

É quando vem tudo e mais um pouco

Do que me dói e tortura

De quando sentido não mais se encontra

E que buscas são vãs e só se espera o fim

É quando me cai a insônia da madruga

Revestida de real morte em vida

De uma vida sem vida

Sem cores, nem sons, nem palavras

Já não sou quem procurava ser

Para ser o que me fizeram

Roubada dos sonhos, do tal amor

Ser apenas a melancolia da história minha.

(J.L.)