Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Que sejam apaixonados
Que sejam românticos
Que sejam companheiros...

Mas que não se enganem
Nem ao outro, nem a si mesmo
Que não jurem amor eterno
Quando não puderem reconsiderar defeitos ou erros
Quando um quiser se sobressair sobre o outro
Quando alguém se considerar melhor que o outro
Seja em inteligência, em vivência, ou até mesmo materialmente

Que não brinquem com esta eternidade
Se o sentimento for tão forte e eloqüente
Como uma fogueira...
Pois esta, pode deixar cinzas
Se não houver quem a alimente
De eternidade não temos dimensão
E assim é o amor

Que os namorados sejam amantes
Amem-se em tudo
Aprendam um com outro
Fortaleçam-se nos abraços
Mas não jurem um “amor infinito”
Se pensarem que amanhã se não der certo tudo bem
Ou que seja eterno enquanto dure

Se os namorados quiserem
Durará!
Porque o amor não vai se limitar
E é aqui a magia do eterno
Quando se querem
Para juntos caminhar...

(J.L.)



O tempo do namoro requer este itinerário: aprofundar a experiência da descoberta um do outro, fortalecer os vínculos da amizade e do amor, como ainda crescerem juntos nas virtudes da castidade, da renúncia, da espera, da paciência e do sacrifício. O tempo do namoro requer, sobretudo, a experiência da fé em Deus, dos valores cristãos e daquele amadurecimento da consciência de que somos responsáveis um pelo outro. Somos de acordo que este itinerário está cada dia mais desafiante de ser trilhado, mas que continua sendo possível e vivido por muitos jovens e adultos. E esses não são anjos, não vivem nas nuvens, mas são pessoas de carne e osso que também sofrem as pressões de uma cultura hedonista, de ambientes e contextos sociais que respiram sensualismo como suor a sair por todos os poros. São jovens que não deixam de estar inseridos na vida concreta, mas travam uma luta contra tudo o que denigre a dignidade humana, os valores que enobrecem as pessoas e as relações. São mártires de nossos dias, são os “santos de calça jeans” como diria João Paulo II. E são felizes, alegres, realizados, preenchidos. Provam na própria carne, na mente e no coração as consequências de quem aposta na santidade de vida, mas reconhecem que o Evangelho e a Igreja estão com a razão quando pedem este itinerário. O contrário de tudo isto, nós o sabemos, é uma relação que não aprofunda, mas afunda. E as consequências nem precisamos aqui descrevê-las, já estão aos nossos olhos em todos os lugares. Jesus não quer que o namoro seja ocasião de vidas e naufragadas, de juventudes despedaçadas, de escolhas que marcam dolorosamente a vida e a alma para sempre. Que não afunde, mas aprofunde a relação, é isto que deseja o Senhor da vida, Aquele que nos ama e nos chama à santidade. Tenhamos coragem, muita coragem! Não nos acovardemos, pois a graça está à nossa disposição. Aprofundar para crescer, amadurecer e se tornar um testemunho de família sólida e santa em nossos dias.