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* Não me contive quando escutei esta música...



Em santidade, em santidade, em santidade sobre a Terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, Tua graça posso alcançar
E romper com as trevas
Como posso eu querer que a bênção venha sobre minha casa?
Como posso esperar que meus sonhos e meus planos aconteçam?
Como irei compreender?
Se minha vida passa longe da verdade que eu ouvi
Se os meus passos, já não tocam os caminhos que aprendi
Meu argumento me empobrece e me faz pensar assim
Que estou tão certo e é perfeito, o meu jeito de servir
Digo que amo minha Igreja e o chamado que atendi
Mas já não ouço os conselhos e a Palavra que há em mim
Sonho que um dia a Boa Nova se espalhe até os confins
Mas sem santidade, sem fidelidade, toda obra ruma ao fim
Em santidade, em santidade, em santidade sobre a Terra eu devo andar
Em santidade, em santidade, em santidade, Tua graça posso alcançar
E romper com as trevas
Como posso eu querer que a bênção venha sobre minha casa?
Como posso esperar que meus sonhos e meus planos aconteçam?
Quando irei compreender?




O tempo do namoro requer este itinerário: aprofundar a experiência da descoberta um do outro, fortalecer os vínculos da amizade e do amor, como ainda crescerem juntos nas virtudes da castidade, da renúncia, da espera, da paciência e do sacrifício. O tempo do namoro requer, sobretudo, a experiência da fé em Deus, dos valores cristãos e daquele amadurecimento da consciência de que somos responsáveis um pelo outro. Somos de acordo que este itinerário está cada dia mais desafiante de ser trilhado, mas que continua sendo possível e vivido por muitos jovens e adultos. E esses não são anjos, não vivem nas nuvens, mas são pessoas de carne e osso que também sofrem as pressões de uma cultura hedonista, de ambientes e contextos sociais que respiram sensualismo como suor a sair por todos os poros. São jovens que não deixam de estar inseridos na vida concreta, mas travam uma luta contra tudo o que denigre a dignidade humana, os valores que enobrecem as pessoas e as relações. São mártires de nossos dias, são os “santos de calça jeans” como diria João Paulo II. E são felizes, alegres, realizados, preenchidos. Provam na própria carne, na mente e no coração as consequências de quem aposta na santidade de vida, mas reconhecem que o Evangelho e a Igreja estão com a razão quando pedem este itinerário. O contrário de tudo isto, nós o sabemos, é uma relação que não aprofunda, mas afunda. E as consequências nem precisamos aqui descrevê-las, já estão aos nossos olhos em todos os lugares. Jesus não quer que o namoro seja ocasião de vidas e naufragadas, de juventudes despedaçadas, de escolhas que marcam dolorosamente a vida e a alma para sempre. Que não afunde, mas aprofunde a relação, é isto que deseja o Senhor da vida, Aquele que nos ama e nos chama à santidade. Tenhamos coragem, muita coragem! Não nos acovardemos, pois a graça está à nossa disposição. Aprofundar para crescer, amadurecer e se tornar um testemunho de família sólida e santa em nossos dias.