Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




Vejo o horizonte
Que fica sempre distante
Sou mar que espera
Sou águas que correm
Sou força, inexplicavelmente

Velejas para longe
E quanto mais distante
Tu hás de sentir e provar minhas revoltas
Saberá tu sobreviver às tempestades que o tempo provoca?
Conhecerá tu, em mim, os caminhos da volta?
Que mapas têm seguido e que terras têm desejado?

Eu seria sempre feliz contigo a me desbravar
Queria que tu não pudesses vacilar
E mesmo quando meus mistérios se revelassem ou não
A certeza da descoberta e do desconhecido não te perturbassem

Queria teu coração destemido
Que não conhecesse ou se envolvesse em medo
Que quando em mim velejasse
Se entregasse puro e simplesmente
No teu mar sem fim
E fim.

(J.L.)


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