Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






Quando eu lembro daquela amizade eu sinto saudade. Sim, porque era tão bonita, cheia de cumplicidade, de humor e muita partilha. Sei que algumas vezes na vida perdemos, mas eu ainda não entendo, ou entendo, porque algo se defaz ou não se refaz por ser tão forte.

Entendo todos os motivos e as razões porque nos afastamos. Eu tentei, eu busquei, mas havia se fechado para mim e sei da tristeza que povoou aquele coração e mais ainda o meu.Talvez eu tenha sido fraca, incompetente ou insensível, porque no querer respeitar a individualidade eu esperei e no esperar, eu perdi. E tudo foi ficando distante...

Eu não digo que morreu, porque quando a lembrança me toma é sempre assim, lembrando dos bons momentos, dos risos... e a saudade nasce como se aquela amizade morasse longe. Da minha parte, não houve o fim da amizade, ela vive ainda em mim, não houve o esquecimento. Ainda lembro da sua data de aniversário, mas infelizmente não posso mais abraçá-lo, enviar uma mensagem, dar-lhe uma lembrança ou um cartão, então faço uma oração...

De vez em quando, quando dói, e dói nossa renuncia de nós, eu penso que meu amigo está feliz e que se teve que ser assim, para que um encontrasse a felicidade já bastou. Quando o olho de longe eu sempre deixo ir, porque talvez, a parte que nos coube deixou o que cada um fez, bem lá, no dia que tudo se desfez e bem cá, na memória e no coração que nunca se desfaz.

( J.L.)






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