Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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É assim, quando você se encontra rodeadas pelos sentimentos
Amar, não amar
Sentir, não sentir
E você se pergunta por que tanto te maltrata se conheces tão bem
Esse amor que desde cedo tratou em decifrar, em escrever
Esse amor que tantas vezes renunciou mesmo não querendo
Esse amor que se calou mesmo querendo sorrir
Esse amor que precisou sufocar mesmo querendo sair
Esse amor regado pelas lágrimas e crescido pelas rimas de poemas
Se através dos versos e apenas ali pode amar de verdade e sem medo
De contar as felicidades que podia ter vivido
E expressar a dor de tanto ter sofrido
Sentir apenas foi a saída
E sobreviver amando mesmo não sendo amada.

(J.L.)


Um poema é como um gole d'água bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza.

( Mário Quintana )