Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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Sim, difícil acreditar em certas coisas que nos falam e que até vivemos. Passamos um tempo ao lado de uma pessoa que demonstra ser tão compreensiva, amável, sincera, que faz de tudo por você, que não mede barreiras nem esforços para demonstrar seus sentimentos certos e convictos, que detém um saber conhecedor, uma fé viva e praticada para depois, não muito tempo depois, tudo isso se desfazer em uma obscura mudança de caráter, de gostos, de vontades e certezas.


E você se pergunta: Onde foi parar aquele ser? O que o fez mudar? Não é mais o mesmo. E a frieza que vem das palavras que destroem aquilo que ele mesmo construiu, sem nenhum pesar, ditando palavras contrarias a tudo que falou um dia. Sem receio algum as atitudes mostram a incoerência e hipocrisia, a crueldade e o desprezo que antes era chamado de amor.


Tudo bem que se possa não querer mais estar com o outro, mas daí a tratá-lo com mediocridade, menosprezo e indiferença isso mostra tamanha imaturidade de quem busca apenas prazeres momentâneos . Principalmente quando se sabe que as atitudes tomadas a base de mentiras nunca serão coerentes com o que escolheu antes e fingindo não saber o que quer.


É incrível, como atuam e fingem estarem sentidos e confusos. Para quê? Para aproveitar o erro que eles escolheram mais a vontade e saírem de bons na história. É engraçado, pois planejam os detalhes e mentiras, enfocam a persuasão, manipulando para que o outro, que já não sabe mais o que fazer, tome logo a decisão só para terem como se justificar depois que foi justamente o outro que não soube ser compreensivo nem entendê-lo.


Entristece-me sim e muito, essa falta de honestidade, de gente simulada que se pinta de coitado para cair nos braços de alguém que o ajude a sair daquela relação “complicada” que ele complicou porque agora os seus interesses mudaram.


Entristece-me ver estes jovens usando os outros como objetos de seus prazeres, marionetes de suas jogadas, escondendo-se atrás de religião para pousar de bom cristão.


Quanta frieza e quanta impureza existem nessas almas. Quem não sabe compartilhar, dividir, ouvir e exercer primeiramente em si mesmo aquilo que preza antes de exigir dos outros, jamais dará importância ao ser e sentir dos outros.


Peço a Deus que não me permita, ser contagiada pelo egoísmo e indiferença. Que Deus dê-me percepção de ser humano e não instinto de animal. Que minha dor, minha busca, minhas certezas e incertezas não me tirem a sensibilidade de ser mulher, amiga e companheira. Que dê-me o discernimento e prudência para não ferir e nem esquecer-me de que os outros são humanos como eu.


Ah Senhor, não me deixe esfriar. Misericórdia de mim! E misericórdia dos teus filhos que na ânsia de quererem liberdade e felicidade pensam não precisar de Ti nem de ninguém porque já bastam a eles mesmos.


(J.L.)




Nesta escuridão
Que vaga o coração
Errante por condição
Por tanta condenação

Emudece no seu vazio
No seio da aflição
Não repete mais seu ciclo
Cansou da palpitação

De amor ele não chora
Alimentou-se do nada
E outro sangue pulsou

As veias sem ingenuidade
Para viver outra verdade
É inverno sua estação.

(J.L.)


Foi tudo tão rápido

Você se foi e eu fiquei

Fiquei mais uma vez com o amor que sinto trancado

Você foi tão frio

Tão distante

Não sei o que pensas

Talvez seja melhor amar-te em silêncio.


(J.L.)




Foi assim que aconteceu
Eu tranquila estava
Quando me veio feito furacão
Uma explosão de sentimentos
Envolvente e cheio de certezas
Ele sabia o quanto eu tinha medo
Contei-lhe minha história
Meus medos e receios
Mas abrigo era o que me oferecia
Não havia impedimentos para ele
Apenas certezas
Ele queria-me ao seu lado
Dia e noite não bastavam
O tempo era pouco, muito pouco
Minhas mãos segurava
E eu era aquela a quem ele procurava
Envolvia-me em seus braços
Em seu peito me apertava
E meus receios soube desfazer
Disse: “Nossa história não ia ser qualquer coisa”
Todos os dias dizia o quanto me amava
E mal pode se conter no dia que ouviu de mim
Meus lábios resoarem o Eu te amo
Assim como não se conteve ao nosso primeiro beijo
Plantou tantos sonhos em meu peito
Regou dias e noites sem descansar
Quando um belo dia avistou uma outra terra
E tudo o que havia plantado antes teve de arrancar
As raízes profundas estavam
Mesmo eu sendo a melhor coisa que lhe aconteceu na vida
Agora era hora de partir
A frieza com que arrancou foi tão forte e repentina
Como quando chegou e plantou
De mim restou os buracos
Sem raízes e sem sonhos
Nossa história não ia ser qualquer coisa?
Eu tinha que compreender isso?!

(J.L.)