Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!



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Cem dias na tentativa de esquecimento

Mergulhada na dor, na ausência

De mim e dos outros

No pranto da solidão

Todo dia se destrói uma esperança

Para que vale a confiança?

Poucos são os que a retém

Só os grandes a contém

Tentar-se refazer depois da caótica destruição

Depois de tê-la perdido

De ver destruído os sonhos

A crença na afeição daquele sentimento

Idealizados sozinhos

Eu sempre estive só

Todo o tempo foi projeção

Refletida em conto de fadas

Se eu fosse boa o bastante não teria ouvido tais palavras

Ninguém deseja que o melhor saia de sua vida

A não ser que não exista o melhor

Porque se existisse haveria contentamento

Basta relembrar a indiferença

Para sentir a repulsa

De quando alguém corta a corda e do precipício se cai

Tão longe, muito longe , para longe fui

Distante do meu querer

Esquecida de meu ser

Não há o que reconstruir

Um dos arquitetos perdeu-se no projeto

A mentira sabe como romper alicerces

Sabe como ferir o coração

Sabe como desbotar a cor

E assim nascem os céticos

Retraída pelos princípios

De que vale um homem sem princípios?

Foram por eles que se estabeleceu toda queda

De humanidade e de esperança

Fico aqui a ver passar por entre os dias

As dores? As lembranças? A essência?

Fazem cem dias

Sem dias...

(J.L.)