Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





A gente sabe quando uma pessoa é sensível, quando ela não ri dos teus problemas. Certo que existem alguns problemas que o riso é inevitável, mas ri dos sentimentos, das indagações e questionamentos não.

Rir nesses pontos, ao menos para mim, é indelicadeza das grandes, um Q de superioridade, menosprezando a situação vivida pelo outro e que, sem muita noção e percepção, julga-se apto para opinar com “clareza”.

Sensibilidade é justamente sentir a dor do outro, as incompreensões, as culpas, é sentir-se parte do outro e só ai perceber o quão difícil é a situação ao qual se encontra, é quando não há aversão ao que você diz, porque o que você diz é o que está em você e não o que o outro pensa, deseja ou espera que seja.

É muito fácil olhar a vida do outro de fora e ditar conceitos, regras e opiniões. Só sabe mesmo é quem vive, e os demais são espectadores que muitas e muitas vezes não estão atentos, não sabem um terço da história, nem perguntam, nem interpretam, porém, querem ter razão por verem pequenos flash’s e a julgarem a parte pelo todo.

Sensibilidade é o que te torna apto a ser um bom amigo e um bom ouvinte, pois os bons amigos não irão rir das suas necessidades, ele as perceberá antes mesmo que possa falar, porque há uma fusão entre ambos ,ou então, se não conseguir captar antes, ele escutará teus desabafos, olhará nos teus olhos e mesmo que não diga nada, uma palavra amiga, ou um sermão necessário, ele dará a importância necessária aos teus sentimentos.

E é preciso a contrapartida também, a sensibilidade é honesta e se você não quer escutar, irá transformá-la em qualquer outra coisa que não te permita enxergar o obvio porque a visão nessa questão, é o terceiro olho, precisa ser centralizada.

(J.L.)

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