Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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É como abrir a porta e deparar-se num mundo estranho
Onde não se conhece ninguém
E não sabe porque está ali
Nem se algo faz sentido

Você fica querendo se adaptar
Mas nada se encaixa
Você não sabe se o lugar é diferente
Ou é você que não é coerente

Quantas dimensões criamos?
Quantas expectativas fazemos?
Quantos sonhos enfeitamos?
Quantas verdades abafamos?

Quando a realidade se mostra
Quando se vê claramente
Quando a mente se abre
Muitas coisas desmoronam

Os castelos imaginários
Os muros que defendiam
Até as pontes que ligavam
Ao amor que pensou ter existido.


(J.L.)



Hoje nenhuma palavra vinda de ti

Ser-me-ia verdade

Porque o peso da mentira

Da tua mentira infame

Ficou sobre meus ombros

O som da tua voz imperiosa

Tão certa que dizia e clamava um tempo

Um tempo que sabia não existir

E me subjugava ao cerne da compreensão

Aquela que só tu sabias ter

Hoje nenhum gesto ou atitude tua

Mudariam meu olhar e minhas palavras

Não espero nada, nem nenhuma aproximação

Porque ao nada se assimilaste para mim

E ao esmo dilato este amor mentiroso que era sem fim.

(J.L)




Desta vez foi a pior vez

Acreditei além

Enganei-me por demais

Desta vez eu me perdi

Vivi a história só

E minhas páginas eram bem mais

Desta vez não mais desejo

Nem palavras, nem olhar

A hipocrisia fala assim

E por isso feriu em mim

Desta vez eu volto a ser sozinha

Como sempre deveria ter sido

Porque de tanta ferida

Já não tem mais dor pra ser sentida.


(J.L.)