Feio é sustentá-las no orgulho."
(J.L.)
E quando me perguntarem eu direi: Pude não ter sido feliz, mas tentei...







Queria não está tão perto
O longe perto é uma distância incalculável
Pensar no que é
No que foi
No que pode ser
E ter, por um instante
E depois ir
Ir para bem distante
E não se medir
A intensidade
A afinidade
A presença
O toque
O beijo...
(J.L.)

São teus carinhos que me envolvem
São teus beijos que me devolvem
Acalentando todo meu ser
A magia de um simples viver
Vive eu , vive você
O que não conseguimos definir
É nossa intimidade
Nosso momento de ir
Para onde vão os que se querem
Para onde vão os que se permitem
Muito além dos olhares
No aconchego dos braços
Nos laços e passos
Escutamos os sons
Da música em nosso espaço
E vivemos os tons e cores do nosso abraço.
(J.L.)


Não são os caminhos difíceis; Não são as árduas lutas ou as dificuldades que nos são apontadas; Nem a distância dos nossos sonhos que poderão nos afastar de nossos objetivos e sim a ausência da garra e explanação das metas, do primeiro passo da jornada, do olhar determinado, do coração pulsante e cheio de esperança, da entrega de si mesmo para a prosperidade desejada.
Lançar-se na batalha é acreditar no seu potencial esforçando-se ao máximo pela vitória, pois o esforço é oxigênio das expectativas.
Que não lhe falte energia!
Que não lhe falte perseverança!
(J.L.)


Nquela grande curva da existência
Segue uma longa estrada
Sou aquela busca incansável e sem medida
Da vida que quero
Quando olho para trás
Vejo todo o caminho percorrido
E o cansaço parece dominar
Porque foi difícil tal jornada
Não se sabe o que tem adiante
Fica o receio do próximo passo
Da próxima virada
O medo e receio do por vir
Afinal que sentido se pode dar?
Diante do mistério que se revela por segundos
Que caminho trilhar?
Diante dos rumos apresentados
Viver às vezes confunde
A vida tem lá seus precipícios
Que hora ou outra é preciso arriscar
Que é preciso acreditar e avançar
Não tem como se antecipar
Há acasos, escolhas e decisões
A mistura de altos e baixos
De alegrias, tristezas e aprendizagem
Lá estou eu, na curva da minha vida
Querendo não mais olhar atrás
Esquecer o que ficou...
Vou seguir sim adiante,
Mas bem lá vai ficar
Uma parte de mim...
Se não fossem as curvas
Não saberia que às vezes é preciso parar
E que também é necessário arriscar
Deixando em cada curva o que é preciso deixar.
(J.L.)

Vou escrevendo a vida
Rimando os traços passados
Vou deixando as marcas
E fazendo versos a cada passo
Deixando recordação
Imaginando mais sonhos
Sufocando algum amor
Compondo também a dor
Vou e fico em linhas
Carregadas de tantos sentimentos
Umas expostas a muitos
Outras recolhidas ao intimo
Às vezes me toma tamanha ausência
Consumindo algum talento
Que fere e é tormento
Que não escrevo e é silêncio.
(J.L.)

E a verdade é que eu não quero mais nada
Só estes minutos que se dissolvem em beijos
No abraço apertado cheio de vontades
Da proximidade que temos e que nos afasta
Nenhuma promessa, nenhuma esperança
É bom assim, quando nos queremos no olhar
Quando relutamos nos dias
Quando improvisamos o acaso
E a madrugada é nossa testemunha
Quando nossa respiração falta
Quando não há palavras para tal momento
Apenas o momento
É assim quando estou contigo
Vivo cada segundo esperando mais
Um dia qualquer dá certo
E nós dois não queremos mais nada.
(J.L.)

Eu espero Jesus aqui, no meu silêncio.
Vem Senhor e traz contigo as esperanças já perdidas, traga-me a paz tão desejada, a alegria que se desfez. Espero-te aqui, em meu silêncio de filha, que sabe em depositou sua fé.
Enquanto escuto os foguetes, risos e felicitações lá fora, choro aqui. Chorar talvez seja minha forma de dizer o quanto te esperei, desejando que nascesse em mim, que minhas atitudes e pensamentos te acolham como a manjedoura, fazendo de tão simples momento um esplendor maior e assim me torne melhor do que ontem, que me ensine a ser bem melhor para meus irmãos acolhendo-os como são, compreendendo-os, quem sabe, além dos limites que eu possa acreditar que existam.
Não quero alegrias vãs e passageiras. É por isso que ponho a ler vossa escritura, a meditar os mais ocultos detalhes da narração de Teu nascimento que agora comemoramos. Deixando meu coração ser um presépio, preenchido da humildade que te rodeou, da adoração que te prestaram, dos presentes que te ofereceram, da estrela que brilhou naquele céu. Por mais que eu não entenda, quão precioso e importante é este momento, nada mais quero do que vivê-lo e buscá-lo como os Reis Magos o fizeram.
E vendo Tua estrela brilhar estou eu a dizer: Nasceu o meu Salvador!
(J.L.)

Por pior que seja um homem ninguém tem o direito de tirar-lhe a vida.
Eu sei e penso muito, muitas vezes, que, o mal que fazem devem pagar, mas daí a tirar a vida do outro eu não concordo.
Já fui vitima, já deixei a ira me aplacar, já desejei que morressem, já quis a justiça com as próprias mãos praticar. Quando sentimos dor, quando nos tiram o que amamos, que sentimentos poderíamos ter? Se não estes? Mas ainda bem que logo recriminei estas minhas atitudes e pensamentos.
Não há nada melhor que a justiça de Deus que no seu tempo Ele fará, nós que ousamos em nos sentirmos melhores que outros, mais merecedores, mas não somos mais que nenhum outro.
Tiraram uma vida ! Mais um jovem se foi... Pode até haver motivos, mas onde está a razão disto? A ira humana nos aparta da realidade de filhos de Deus. Esquecemo-nos do que somos para sermos o que não somos, para agirmos diferentemente , fora dos desígnios para o qual fomos criados.
Um jovem se foi! E quem sou eu para julgar seus erros? Eu sei que hoje sofre aquela família pelo fim, talvez premeditado e nisto não há glória. Tirar a vida de um semelhante é desassemelhar-se.
Desejo profundamente, que não nos envolvamos cada vez mais neste egoísmo que nos impede de olhar o próximo. Que finde em nós as razões e justificativas para que a caridade seja esquecida.

Aqui dentro sempre chove
As nuvens densas tomam contam
De todos os cantos do coração
O sol não brilha
Aqui dentro sempre chove
E faz frio
E as lágrimas inundam o ser
É sempre inverno
Só as tempestades vigoram
Só a tristeza prevalece
Só a luz não aparece
É resto de vida à míngua
Encharcada pelas águas
Não é vida, não é mais nada.
(J.L.)

Eu gosto de falar da amizade, embora tenha tão poucas, mas neste pouco, vejo o quanto são significativas, verdadeiras e boas.
Sim, a amizade precisa ser significativa, ela é um encontro, sobretudo de identificação pessoal com o outro, o que necessariamente não quer dizer que os amigos combinam em tudo, que gostam da mesma música, do mesmo gênero de filmes ou das mesmas brincadeiras, quer dizer que antes se identificam no olhar, na presença, no respeito, mesmo que as diferenças existam. É um amor nobre, uma doação sem explicação, quando se permite dar a conhecer um pouco de nós e de ter a quem confidenciar e partilhar nossa vida.
A amizade verdadeira não tem preço, é aquela que não te esconde as incumbências, que grita quando você não quer escutar, que te aponta o erro quando você pensa ser certo, que te mostra o caminho quando você está perdido. Que não cria uma ilusão de ótica a respeito a vida, que vive bem e o bem pode te mostrar e juntos o caminho vão andar, que chorará tua dor, que rirá tuas alegrias, que comemorará tuas vitórias como se fossem suas, que a maior distancia nunca impedirá das flores crescerem no coração de cada um, porque assim é a verdade, constante, impar, florescente.
Boa por sua própria natureza, singular com um coletivo infindo, de fazer bem, de conter preciosas virtudes, somando-as ao ser de cada um, fazendo-nos melhores, ajudando-nos em nosso crescimento seja ele pessoal, espiritual, profissional.
Eu gosto de falar com meus amigos, sempre aprendo um pouco mais, embora eu tenha tão pouco tempo, não quero deixar de ter tempo para escutá-los. Amizade é o amor fraterno que nos permite compreender que jamais estaremos sós. Há sempre um amigo que vai querer sentar e conversar comigo. Graças a Deus.
(J.L.)


Sabe, muitas vezes eu queria não falar nada, queria deixar as coisas erradas acontecerem, não me importar com nada. Dizer como muitos dizem por ai: ”Não é comigo então deixa.”
Não sei por que me irrito com a injustiça. Por que tomo a causa dos outros como minhas. Por que falo o que penso quando me perguntam, se quando perguntam nunca querem ouvir o que tenho pra dizer.
Não sei por que eu tenho essa de querer ser sincera e expressar, se a maioria das pessoas preferem se enganar com coisas falsas.
Eu nem sei por que to escrevendo isso!
Porque se tem uma coisa que sei, é que não consigo deixar pra lá o que tenho como verdade, o que tenho como sinceridade, a minha opinião, meus pensamentos... e acabo me dando mal.
Não consigo ser indiferente a tudo isso.

É o peito incomodado
Pelo silencio forçado
Que chora calado
E sofre inconsolado
Não sei por que me dói ainda
E não há o que fazer
Porque mesmo que os dias passem
Não se apaga a dor em meu ser
E tudo fica assim
Descolorido e sem som
Só ele grita
E toda noite vou dormir
Ouvindo seus gemidos
Imaginando que amanhã vai passar.
(J.L.)

Eu gosto das coisas bem feitas
Por isso dedico-me a fazê-las bem
Não fico buscando os erros
Para depois perder tempo arrependida
Martirizando meus pensamentos
Busco acertar no que depende de mim
Não perco tempo com coisas que julgo errada
E se erro nas minhas escolhas, acredite
Eu não repito o mesmo erro duas vezes
Uma vez já me basta
Que me venha outro, não o mesmo
Não adianta insistir no que não leva a nada
Há uma lição em cada situação
Faço o que julgo certo
Ei de errar sim
Mas não há nada mais medíocre para mim
Que viver cometendo as mesmas besteiras
Por não se permitir tirar as lições
A vida não é momentos de impulsos
Vividos a qualquer custo, de qualquer jeito
Vida é o respeito pelo próprio eu
Que se estende aos outros.
(J.L.)

A gente sabe quando uma pessoa é sensível, quando ela não ri dos teus problemas. Certo que existem alguns problemas que o riso é inevitável, mas ri dos sentimentos, das indagações e questionamentos não.
Rir nesses pontos, ao menos para mim, é indelicadeza das grandes, um Q de superioridade, menosprezando a situação vivida pelo outro e que, sem muita noção e percepção, julga-se apto para opinar com “clareza”.
Sensibilidade é justamente sentir a dor do outro, as incompreensões, as culpas, é sentir-se parte do outro e só ai perceber o quão difícil é a situação ao qual se encontra, é quando não há aversão ao que você diz, porque o que você diz é o que está em você e não o que o outro pensa, deseja ou espera que seja.
É muito fácil olhar a vida do outro de fora e ditar conceitos, regras e opiniões. Só sabe mesmo é quem vive, e os demais são espectadores que muitas e muitas vezes não estão atentos, não sabem um terço da história, nem perguntam, nem interpretam, porém, querem ter razão por verem pequenos flash’s e a julgarem a parte pelo todo.
Sensibilidade é o que te torna apto a ser um bom amigo e um bom ouvinte, pois os bons amigos não irão rir das suas necessidades, ele as perceberá antes mesmo que possa falar, porque há uma fusão entre ambos ,ou então, se não conseguir captar antes, ele escutará teus desabafos, olhará nos teus olhos e mesmo que não diga nada, uma palavra amiga, ou um sermão necessário, ele dará a importância necessária aos teus sentimentos.
E é preciso a contrapartida também, a sensibilidade é honesta e se você não quer escutar, irá transformá-la em qualquer outra coisa que não te permita enxergar o obvio porque a visão nessa questão, é o terceiro olho, precisa ser centralizada.
(J.L.)

São os versos um alivio
Quando a alma grita
Quando a tristeza invade
Sem saber começo a escrever
Sem me importar com formas
Quero mesmo é espairecer
Nas linhas há liberdade
Sinto-a deslizando nos dedos
Nas rimas
Não me importo com nada
Nem com quem possa ler
Dificilmente alguém vai entender
Versar me esvazia
E me domina
Minha poesia, vida minha.
(J.L.)

Se se foram as lembranças do nosso amor
Se o tempo de ti tudo apagou
Se o sonho não se consumou
Que poderei fazer?
Se não houve o que esperar
Se nossas mãos não podem mais se juntar
Nem nossos lábios se aproximarem
Que poderei fazer?
Nem um dia se quer deixei de pensar em ti
E cada noite a chorar sem ti
Sem nenhuma esperança para nós
Nada pude nem poderei fazer
Que me venham os dias e noites
Sem ti, hei de morrer.
(J.L.)

Que coração traiçoeiro
Tanto que busca e não consegue encontrar
Se tivesse mãos não saberia segurar
Se tivesse pés não saberia andar
Que coração traiçoeiro
Tanto que sonha e não consegue realizar
Se tivesse boca não saberia falar
Se tivesse mente não saberia pensar
Que coração traiçoeiro
Tanto que quer e não consegue ter
Se tivesse ouvidos não saberia escutar
E se ele mesmo tivesse coração não saberia amar
Que coração traiçoeiro!
(J.L.)

Acreditaste em vão
Nas palavras soltas
Ditas para enganar
Vestes de hipocrisia
Mascaras para enfeitar
Apenas para se aproveitar
Que te cegam com inocência
Fingindo um espírito nobre
Uma certeza camuflada
Uma realidade inatingível
Acreditavas em que afinal?
Na voz que se dava por certa?
Era só mais uma mentira
Que por fim, sempre se revela.
(J.L.)

Como criança Senhor
Corro para os Teus braços
Onde sei que estou segura
Choro tudo que tenho que chorar
De dor que aqui dentro não quer parar
Tenho tanto para te falar meu Pai
Mas hoje, hoje eu quero chorar
Deixar as lágrimas correrem
E meu coração desesperado em ti se aquecer
Conhece-me Senhor
E eu tão pouco sei de mim
Angustia-me o amanhã e o ontem
E hoje sinto-me tão fraca
Fica comigo Senhor
Mais que tudo preciso de Ti
Venha me fortalecer
Perdão!
Porque muitas vezes fico sem direção...
(J.L.)

Fecho os olhos
Escuto o que vem de dentro
Pensamentos que se formam
De uma saudade
Uma distância
De um amor que vive
De um coração que sente falta
E faz versos que escorrem nos olhos.
(J.L.)