Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Teus versos eram puros

Teus pensamentos eram limpos

Antes de entrar nesta obscuridade

Do não ser enlouquecido pelo prazer

Teus desejos eram simples e belos

Tuas palavras eram de eterno

Antes de conhecer este inferno

Que vives a míngua sedento


Esquecestes de quem era

Do temor a Deus a quem serviu

E tudo é vaga lembrança
Do muito que te desviou

E para tua alma não há descanso

Se o que queres é mergulhar no antro

Perdido de ti mesmo

Embevecido do vinho mortal.

(J.L.)

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