Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Às vezes vamos para longe, tentando minimizar alguns porquês, mas nada nos abandona se assim não permitirmos. A alegria não nos abandona se queremos ser alegres, a tristeza não nos abandona se queremos ser tristes, como também o amor não o encontraremos se não o reconhecermos nos pequenos gestos.

Às vezes vamos para longe, pensando que teremos as coisas que ainda não temos no lugar que estamos e vamos nos distanciando mais ainda de quem somos verdadeiramente.

Podemos ir a qualquer lugar e tudo continuará do mesmo jeito da mesma forma. Se não estivermos abertos a novas cores, a novos aromas que adianta ir ao campo?

Nossos sentidos precisam sentir mais, não para sermos mutantes sem limites, mas para aprendermos os gostos e aquilo que nos proporciona melhorias.

A mente precisa respirar o que as narinas inalam, precisa observar o que os olhos veem, precisa tocar o que as mãos apalpam, ouvir o que talvez as palavras não dizem, apreciar o que a boca degusta,   precisa compreender o que o coração sente, não apenas pela propriedade, mas pela experiência que permite mais e melhores escolhas.

(J.L.)

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