Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!






De repente a gente sente falta de alguém, alguém para nos escutar, nos abraçar, nos dar aquele colo quando birramos.

Alguém para rir das nossas bobagens, falar das nossas vitórias, contar sobre nossos anseios, dividir os sonhos.

Alguém para ouvir músicas, cantar alto e desafinado, colar o rosto um no outro e dançar até uma valsa imaginária, de olhos fechados, sem se importar com nada.

Alguém para assistir tv, questionar preferencias de canais e programações, por um filme e fazer uma pipoca com direito a beijinhos rápidos ou ir ao cinema sem ter programado, tirar par ou ímpar para quem decide qual filme e deixar as horas passar de mãos dadas.

Alguém para ligar cedinho, desejar bom dia e no fim do mesmo perguntar como foi escutando atentamente todos os prós e contras do dia-a-dia e depois do encontro noturno ouvir o toque especial do celular, mesmo tendo acabado de ver um ao outro, mas a saudade bateu forte e ainda queremos ouvir a voz e dar mais de dez boas noites porque nenhum tem coragem de desligar primeiro.

Alguém para dar aquela força na fossa, levantar nosso animo, ter lá os desentendimentos e depois fazer as pazes dando todos os carinhos negados em uma hora de cara feia.

De repente a gente sente falta de alguém, que não tem nome nem sobrenome, que ainda não conheceu e se conheceu ainda deve tá um chove num molha que as vezes é irritante porque alguém quer ser feliz, mas alguém não tem coragem, daí alguém fica assim, só sentindo falta...


(J.L.)

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