Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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A gente observava a chuva lá fora
E ela nos envolvia em cumplicidade
Nossos olhares e nossos risos leves
Nossos abraços e nossos beijos
Nossa atenção impar de algumas horas

A perfeita conexão de almas livres
Dispostas e entregues
Não ao acaso, mas ao querer
Não ao pertencer, mas ao permitirem-se
Não a teorias, mas em viver

Quem entenderia, senão nós?
O imã que nos magnetiza
Os opostos que se atraem
As mãos que se entrelaçam
Os corações que pulsam forte

Não é que compreendemos
É, talvez, o que não definimos
O que não queremos cobrar
E não queremos deixar de sentir
E sentindo não nos impedimos.


( J.L.)




De repente a gente sente falta de alguém, alguém para nos escutar, nos abraçar, nos dar aquele colo quando birramos.

Alguém para rir das nossas bobagens, falar das nossas vitórias, contar sobre nossos anseios, dividir os sonhos.

Alguém para ouvir músicas, cantar alto e desafinado, colar o rosto um no outro e dançar até uma valsa imaginária, de olhos fechados, sem se importar com nada.

Alguém para assistir tv, questionar preferencias de canais e programações, por um filme e fazer uma pipoca com direito a beijinhos rápidos ou ir ao cinema sem ter programado, tirar par ou ímpar para quem decide qual filme e deixar as horas passar de mãos dadas.

Alguém para ligar cedinho, desejar bom dia e no fim do mesmo perguntar como foi escutando atentamente todos os prós e contras do dia-a-dia e depois do encontro noturno ouvir o toque especial do celular, mesmo tendo acabado de ver um ao outro, mas a saudade bateu forte e ainda queremos ouvir a voz e dar mais de dez boas noites porque nenhum tem coragem de desligar primeiro.

Alguém para dar aquela força na fossa, levantar nosso animo, ter lá os desentendimentos e depois fazer as pazes dando todos os carinhos negados em uma hora de cara feia.

De repente a gente sente falta de alguém, que não tem nome nem sobrenome, que ainda não conheceu e se conheceu ainda deve tá um chove num molha que as vezes é irritante porque alguém quer ser feliz, mas alguém não tem coragem, daí alguém fica assim, só sentindo falta...


(J.L.)



É em dias como esse que é bom ter você comigo
Para rirmos de nós mesmos
Conversamos sobre nosso dia-a-dia
Poder deitar em teu colo
Ser acalentada com teus abraços

Fazermos qualquer coisa juntos
Um cinema, uma volta, um lanche sem programar
Nada é desinteressante porque nos acrescentamos
Não há diminuição, nem complementos, há partilha
Da vida, do básico, das lutas

Quando estamos juntos tudo o que queremos é mais um minuto
Não nos preocuparmos com futuro longínquo
Queremos mais de nós por nós
E sabemos que tudo pode até acabar
Mas nossos olhares são mais firmes

Nada acaba ali
O amanhã não nos atormenta
Não temos medo de nossos sentimentos
A gente se despede com a certeza
De que logo estaremos juntos, bem mais juntos.


(J.L.)

É verdade, nem sempre as coisas saem como gostaríamos.
Nem tudo pode ser azul como queremos e a pintura fica diferente.
Às vezes porque não damos a atenção devida, outras porque nem sabemos o que queremos.
Erramos a tonalidade.
E quando comungamos com outra pessoa a mesma tela, um saberá pintar melhor.
Um se dedicará mais.
Um amará mais.

E o azul nem sempre vai ter sua vivacidade, porque uma tela dividida é abertura de sentimentos e ninguém sente da mesma forma.
(J. L)



Crédito foto: Pintura Abstrata http://www.casadacultura.org/arte/arte_digital/aline_pottier/abstrato_grd.jpg




“E amar deveria ser assim
Mesmo com dor
Riríamos do amor sem fim.”
( J.L.)



Hoje deu vontade de pisar na grama
De sentar debaixo de uma arvore
Pegar um violão
Tocar uma melodia bonita
Seguida pelo canto dos pássaros

Hoje deu vontade de olhar para o céu
Admirar sua mesclagem
Contar as aves
Sentir os raios de sol tocar a pele
E o vento tocar os cabelos

Hoje deu vontade de fechar os olhos
Ouvir tua doce voz
Desfrutar da tua companhia
Cair em teus braços
E por fim, beijar-te.

( J.L.)


É olhar para ti e sentir
Meu coração encher-se de alegria
Como a tempos não sentia

Ver teus sorrisos, teus olhares
Tão simples e puros
Ouvir teu falar coerente

Gosto de tua inocência única
E de tua espontânea maneira de ser você mesmo
Querendo me entender
Fazendo-se compreender

E sem interesses
Se faz o avesso
De dois que querem mais
Que desejam muito mais.


( J.L)