Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Hoje senti uma grande vontade
De estar envolvida no seu abraço
De querer tocar seus lábios
Ouvir teu coração bater

Senti vontade de acariciar teu rosto
Deixar minhas mãos deslizarem em teus cabelos
Fechar os olhos e sentir teu cheiro
Abrir os olhos e encontrar-me nos teus

Senti vontade de estar pertinho mesmo
Encostando a cabeça em teu colo
Sentindo a respiração no peito
A maciez da tua pele

Senti tanta vontade de você
Da docilidade que esconde
Mas sou somente assim
Vontade que não se confessa.

(J.L.)



Pensei que não havia mais saudade
Ou ao menos que já tivesse vencido a tal da nostalgia
E de repente, me pego traindo a mim mesma
Nas coisas que não queria sentir
Nas lembranças que não queria lembrar
Será isso mesmo uma saudade?!
Pergunto-me entre lágrimas
E ao mesmo tempo num riso bobo
Lembrando de momentos tão bons
Misturado com ruins
Que coisa estranha!
E me senti levada de mim em pensamentos
Soltos, diversos, intensos
Se estava no controle hoje saiu correndo
E simplesmente me deixou tão quieta
Com um vazio de quem sabe
Que nada pode fazer voltar.


(J.L.)



De repente a gente sente falta de alguém, alguém para nos escutar, nos abraçar, nos dar aquele colo quando birramos.

Alguém para rir das nossas bobagens, falar das nossas vitórias, contar sobre nossos anseios, dividir os sonhos.

Alguém para ouvir músicas, cantar alto e desafinado, colar o rosto um no outro e dançar até uma valsa imaginária, de olhos fechados, sem se importar com nada.

Alguém para assistir tv, questionar preferencias de canais e programações, por um filme e fazer uma pipoca com direito a beijinhos rápidos ou ir ao cinema sem ter programado, tirar par ou ímpar para quem decide qual filme e deixar as horas passar de mãos dadas.

Alguém para ligar cedinho, desejar bom dia e no fim do mesmo perguntar como foi escutando atentamente todos os prós e contras do dia-a-dia e depois do encontro noturno ouvir o toque especial do celular, mesmo tendo acabado de ver um ao outro, mas a saudade bateu forte e ainda queremos ouvir a voz e dar mais de dez boas noites porque nenhum tem coragem de desligar primeiro.

Alguém para dar aquela força na fossa, levantar nosso animo, ter lá os desentendimentos e depois fazer as pazes dando todos os carinhos negados em uma hora de cara feia.

De repente a gente sente falta de alguém, que não tem nome nem sobrenome, que ainda não conheceu e se conheceu ainda deve tá um chove num molha que as vezes é irritante porque alguém quer ser feliz, mas alguém não tem coragem, daí alguém fica assim, só sentindo falta...


(J.L.)