Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!





Há quem reclame por envelhecer, já eu me regozijo. É grande a alegria de poder chegar a essa altura da vida e aqui o que menos me importa é idade, sei tantas coisas sobre mim mesma, adquiri tantos aprendizados que me são valiosos e ponho-me ainda como aprendiz porque há tanto para descobrir, há tanto ainda para viver...
Valeu cada momento, bom ou ruim, tudo me fez ser quem sou, cada um me desenvolveu, cada um me leva a oportunidade de mudança e aprimoramento. Essa vida tem seus altos e baixos e posso dizer claramente que me encontro em paz, mesmo com as dificuldades, mesmo com alguns sonhos interrompidos, mesmo no meu solitário silencio ou na minha desvairada expansividade cheia de caras e bocas, mesmo nas minhas contradições. A paz que trago aqui, eu a perdi tantas vezes, mas hoje, hoje ela me acompanha de forma amena, eu a plantei em cada pensamento destruidor que quis me dominar e duvidar de minhas capacidades, eu a plantei em cada crítica a respeito de quem sou e como sou, eu a plantei em cada sentimento que não me fez bem e oprimiu meu coração e a cultivo todos os dias, desde o acordar ao dormir, eu não me incomodo com coisas pequenas...
Trago em mim sorrisos aos montes, com a calma ou com a euforia precisa, trago minhas exigências claras porque os anos passam e a gente fica mais exigente sim e ainda tenho uma lista de sonhos que pacientemente vou tentando conquistar. Sei que ainda terei frustrações, mudarei rotas, chorarei, ficarei solitária, amigos me consolarão, chutarei o balde e muitas vezes terei que pegá-lo de volta, é assim a dinâmica da vida... Eu sei!
E nisso tudo me resguardarei com abraços, com as mãos que se estenderão a mim, com o abrigo da minha consciência, não tenho interesse em desinteresses, quero manter minha paz, minha tranquilidade, quero o horizonte, os anos por vir, amar minha vida e fazer dela uma história boa para se contar. Não tenho do que reclamar não, a verdade é que há muito para agradecer.
Agradeço Vida minha, pelos anos correntes que pude respirar.

(J.L.)

P.S. Vida, aceito todos os seus abraços e apertos. 

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