Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Eu vivo talvez para consumir-me em  rimas
E me deleitar em versos
Sombrios e incompreensíveis
De uma vida que penso entender

Que penso ser arte
Ou arte dela tento fazer
Criando motivações
Quando nada tenho pra me convencer

E pensando numa felicidade
Que talvez não me pertença aqui
Porque espero o inesperado
O incomum surpreendente

Vivendo sem entender
Entendendo o que pode ser
E o não ser que se faz perder
Tão logo em meu ser.


(J.L.)


Não digas que me encontrou

Não te percas em mim

Não me invente nem me recrie para tuas expectativas

Já sou!


Não te apegues ao meu menor prazer

Nem mude para me reter

Não tente sobrepor ou refazer meu ser para teus desejos

Já contenho-me!


Meu universo é assim

Não espere nada de mim

Vou girando e posso ter começo mas não tenho fim

Já pertenço-me!

(J.L.)