Saí vagando pelas ruas
Sem destino
Coberta pelas gotas das chuvas
Pelas lágrimas incontáveis
Chovia mais dentro de mim
Tanto que encharcava
Submergia nos rios de minh’alma
Fazendo-me afogar em mim mesma
A pior tempestade é aquela travada dentro de si
Por mares desconhecidos
Do ódio, do amor, das esperanças perdidas
Dos raios e trovões temerosos da inconsistência
Sem saber para onde ir eu voltei
As vezes é bom voltar
As vezes eu não gostaria de voltar
Nunca mais, apenas ir
E assim enfrentrar qualquer tempestade.






