Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Saí vagando pelas ruas

Sem destino

Coberta pelas gotas das chuvas

Pelas lágrimas incontáveis

Chovia mais dentro de mim

Tanto que encharcava

Submergia nos rios de minh’alma

Fazendo-me afogar em mim mesma

A pior tempestade é aquela travada dentro de si

Por mares desconhecidos

Do ódio, do amor, das esperanças perdidas

Dos raios e trovões temerosos da inconsistência

Sem saber para onde ir eu voltei

As vezes é bom voltar

As vezes eu não gostaria de voltar

Nunca mais, apenas ir

E assim enfrentrar qualquer tempestade.

(J.L.)