
Dedicado a Amiga Françoile Lopes.
Eu lembro de nós tão pequeninas
A idade mais terna e inocente de nossas vidas
Brincávamos, subíamos morros
Fui sua primeira amiga naquela cidade
Estudamos juntas, éramos confidentes
Daquele tipo de mandar cartinhas
Descrevendo ali o que sabíamos sobre amizade
Sobre nós, sobre o futuro
A distância nos separou por muito tempo
Mas sempre acreditei em nossos sentimentos
E nem distância nem tempo destrói o que se constrói bem
Estamos aqui como provas desta realidade
Ainda distantes, mas bem mais presentes na vida uma da outra
Agora é assim, nossa divisão de partilha
Por meio da tecnologia que nos reaproxima
Da amizade que não perece
Sua vida tão bem construída e corrida
Minha vida tão bem incerta e ainda por desbravar
E você tão sem tempo ainda com tempo para mim
Como na infância distante porém jamais sem esquecimento
Andei por muitos lugares e conheci muita gente
Mas eu sempre pegava aquelas cartinhas
Principalmente quando me decepcionava com alguém
Eu sempre as lia, davam-me forças para voltar a acreditar
Sempre fui assim, ligada ao simples, ao terno, às palavras...
Desde pequena que trago esta compreensão
De liberdade ao sentimento, àquilo que somos como pessoa
Sim amiga...
Foi nessa liberdade que aprendemos o valor de nossa Amizade.
(J.L.)







