Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Dedicado a Amiga Françoile Lopes.


Eu lembro de nós tão pequeninas

A idade mais terna e inocente de nossas vidas

Brincávamos, subíamos morros

Fui sua primeira amiga naquela cidade

Estudamos juntas, éramos confidentes

Daquele tipo de mandar cartinhas

Descrevendo ali o que sabíamos sobre amizade

Sobre nós, sobre o futuro

A distância nos separou por muito tempo

Mas sempre acreditei em nossos sentimentos

E nem distância nem tempo destrói o que se constrói bem

Estamos aqui como provas desta realidade

Ainda distantes, mas bem mais presentes na vida uma da outra

Agora é assim, nossa divisão de partilha

Por meio da tecnologia que nos reaproxima

Da amizade que não perece

Sua vida tão bem construída e corrida

Minha vida tão bem incerta e ainda por desbravar

E você tão sem tempo ainda com tempo para mim

Como na infância distante porém jamais sem esquecimento

Andei por muitos lugares e conheci muita gente

Mas eu sempre pegava aquelas cartinhas

Principalmente quando me decepcionava com alguém

Eu sempre as lia, davam-me forças para voltar a acreditar

Sempre fui assim, ligada ao simples, ao terno, às palavras...

Desde pequena que trago esta compreensão

De liberdade ao sentimento, àquilo que somos como pessoa

Sim amiga...

Foi nessa liberdade que aprendemos o valor de nossa Amizade.


(J.L.)