Deixo aqui um pouco de mim. Deixe-me um pouco de você!




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Não lamente por seus esforços não serem recompensados, mais do que a cegueira é a visão, o aprendizado, há uma linha que separa os persistentes, há uma virtude que os distingue. Nada há que se provar, a vida por si só retornará a cada um de acordo como foi sua doação. Ninguém perde por dá o melhor de si. Não espere plateia para parecer bom, apenas seja, não espere ser amado para amar, apenas ame, não espere receber para dar, apenas doe.

O ato livre de ser você mesmo, independentemente do que ganhará com isso, é o que nos define. Pode ter prejuízo, pode ter dor, mas não pode ter medo dos melhores sentimentos, não se pode ter medo da felicidade, do autoconhecimento, do novo que se apresenta, da vida que brota todos os dias pedindo mais de nós, não pode ter caneca para ficar medindo e esperando pagas, seja apenas, consciente de seus esforços, para ser melhor para si e para os outros.

Enquanto uns fecham a porta seja o que vai abrir, enquanto uns querem arrancar seja o que vai plantar, enquanto uns deixam odor seja o que exala perfume, enquanto uns cruzam os braços seja o que estende a mão, enquanto uns deixam morrer de fome seja o que alimenta (fisicamente ou espiritualmente), seja o que constrói a Ponte depois de atravessar o rio tão perigoso e por isso preocupa-se com quem o poderá atravessar em seguida. Seja o bem que quer para você mesmo. Isso basta! Continue esforçando-se. Não estacione na mediocridade! As pessoas ficam na vida das outras pelo mal ou pelo bem que fazem. Decida como quer ser lembrado. Este será nosso legado! Esta será nossa recompensa!

(J.L.)





Sim, à tardinha é vislumbrante
Recheada de lembranças
Voltas no tempo
Do tempo bom de viver ou não

Eu cá, tão velha, sentada à porta
E vejo essa juventude tão apressada
Sempre correndo
Sem tempo pra nada

Quem pode me ouvir escuta minhas histórias
Tanto que foi sofrido
E tanto que foi vivido
Mas quase ninguém quer perder  a hora

E nesses dias que se encerrarão
Quisera poder ter deixado legado
De ensinamento que à vida dediquei
Que tempo, meus queridos
Ninguém nunca sabe se vai ter.


(J.L.)




A inconstância não sabe namorar
Quem vê a menininha alegre
Vestida de cetim
Pensa que sabe amar

Ela faz carinha, beicinho
Finge saber cantar
E não sabe o que é terminar
Nem o que é começar

Começa aqui
Começa acolá
E não precisa terminar

Traquina e de nariz empinado
Ela samba
Deixando seu legado

Fraca
Fresca
Frívola
Frondosa
Frufru.


(J.L)